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Ankito - Ator - Comediante - Acrobata - Parte 1


 

 

Existem duas duplas cômicas dos tempos da chanchada na cinematografia brasileira, que provavelmente podem ser consideradas as melhores formações do humor que o cinema do Brasil já obteve. Estamos falando de Grande Otelo e Oscarito e de Grande Otelo e Ankito, que nasceu como Anchizes Pinto, no bairro do Brás, na capital de São Paulo, no dia 26 de fevereiro de 1924, mas outros autores também citam como sendo 26 de novembro de 1924, mas essas datas não têm lá muita importância.

 

Foto - Palhaço Piolin

 

Ankito já chegou a este mundo com o sangue circense correndo em suas veias. Ele tinha o mesmo nome do pai Anchizes Pinto, que era o palhaço Faísca, irmão do famoso Piolim e sua mãe se chamava Thomazina Stella Pinto. O pequeno Anchizes nasceu no circo e desde pequeno já demonstrava grande aptidão para a ginástica e grande flexibilidade. No circo aprendeu fazer de tudo um pouco, mas passou mesmo a dedicar-se à acrobacia, onde ele se sentia mais à vontade, mas costumava sempre lembrar que ele era um acrobata e não um equilibrista.

 

 

No circo foi também foi o palhaço Espoleta, mas também fez diversos números como saltador, em número com bicicletas, nas barras e atuava em peças que o circo promovia. Mas, existem relatos de alguns autores que citam que Ankito passou mesmo a atuar profissionalmente no circo aos sete anos de idade participando de um número muito arriscado no globo da morte, se esta última informação corresponde à realidade, não sabemos.

 

 

Com o passar dos anos no circo passou a dedicar e aperfeiçoar a arte da acrobacia e aos 17 anos de idade já conquistava cinco títulos como campeão sul-americano de acrobacia e por essa mesma época, foi para o Rio de Janeiro onde conseguiu um trabalho no famoso Cassino da Urca. Lá recebeu o nome artístico de Anky, após uma audição de acrobacia e logo em seguida assinou um contrato no show “Canta Brasil” do cassino.

 

 

Por essa mesma época o cassino havia contratado para um show, uma dupla de acrobatas chamados “Vick and Joy”, mas o mesmo teve de ser desfeito, pois Joy acabou sendo convocado para a guerra e então Vick se juntou ao Ankito, nascendo assim a dupla “Vick e Anky”. Mas tarde Joy retornou da guerra e Ankito desfez a dupla e passou a formar a dupla “Anky e Mory”, juntamente como um novo companheiro de uma outra família circence, Osmar Savalla Baxter.

 

Foto - Ankito e Luiz Carlos Bahia

 

Essa dupla, “Anky e Mory” fizeram um grande sucesso e depois de deixar o Cassino da Urca e vir para São Paulo, foram contratados para um show no Tabaris em Buenos Aires e a partir daí foram fazer acrobacias nos palcos europeus. Depois receberam um convite para trabalhar no show Copacabana Palace e a dupla retornou ao Brasil.

 

 

Depois de um certo tempo trabalhando no show do Copacabana Palace, Ankito recebeu um convite para inaugurar um show no Teatro Folies, também em Copacabana e nesse espetáculo o grande ator Mesquitinha fazia um dos papéis cômicos principais da peça, até que um certo dia, Mesquitinha adoeceu.

 

 

Em vista disso, Juan Daniel, pai do ator Daniel Filho, que também era o dono do Teatro Folies, pediu ao Ankito para substituir o Mesquitinha. O público gostou tanto que a partir de então se tornou ator cômico e recebeu o apelido de Ankito, pelo próprio Juan Daniel.

 

 

Desde então passou a participar de várias revistas do teatro e consolidou-se como um grande ator cômico e em 1952 foi convidado a participar do filme “É Fogo na Roupa”, uma comédia musical, sob a direção de Watson Macedo.

 

Foto - Emilinha Borba

 

A história era centrada no primeiro Congressos das Esposas, que ocorria na Quitandinha, onde surgem reivindicações contrárias aos privilégios masculinos, lideradas por uma representante da Paraíba, a madame Pau Pereira, interpretada pela atriz Violeta Ferraz. Também durante o Congresso, um precioso colar era roubado. O filme contou no elenco com Ankito no papel de Pinduca, Heloisa Helena como Condessa de Buganville e Adelaide Chiozzo como Diana, Emilinha Borba e Virginia Lane, entre outros.

 

Foto - Colé Santana

 

 

Em 1953, Ankito participou de uma outra produção da Atlântida Empresa Cinematográfica denominada “Três Recrutas”, que narrava as inúmeras atrapalhadas de uma dupla de recrutas, que era condecorado por ter capturado certos indivíduos que queriam roubar as armas do quartel, para ser utilizadas em atividade subversivas. O filme foi dirigido por Eurides Ramos, com roteiro e argumento de Josip Tanko e contou no elenco com Colé Santana, Adriano Reys, José Lewgoy e Miriam Tereza, entre outros.

 

 

 

Em 1955 protagonizou o filme “O Rei do Movimento”, uma comédia musical sob a direção de Victor Lima, com roteiro e argumento de Alípio Ramos e Victor Lima, onde Ankito interpretava o personagem Aparício, um carteiro que passava uma série de apuros com bebês, donas de casa, caçador de borboletas, entre outros e morava numa humilde pensão, até que um dia ele acorda com a Carolina, filha da dona da pensão no seu quarto. O elenco contou também com Wilson Grey, Janete Jane, Carlos Tovar e Costinha, entre outros.

 

 

Foto - Anilza Leoni

 

Também em 1954, participou da comédia “Angu de Caroço”, sob a direção de Eurides Ramos, com argumento de Vitor Lima, roteiro de Eurides Ramos, produzido por J.B.Tanko, pela Cinelândia Filmes, cuja história narrava um barbeiro que vivia de biscates, passou a ser confundido como o mordomo de uma rica mansão, cuja patroa procurava um conde milionário para casar sua filha. O elenco contou com Ankito, Anilza Leoni, Íris Delmar, Heloísa Helena, Manoel Vieira e Consuelo Leandro, entre outros.

 

Foto - Fregolente

 

Ainda neste mesmo ano participou da comédia “Marujo por Acaso”, sob a direção de Eurides Ramos, com roteiro e argumento de Victor Lima, que narrava as aventuras de um marujo a bordo do navio-escola Guanabara. O elenco contou com Ankito intepretando o bicheiro Alarico, Heloísa Helena, Afonso Stuart, Roberto Duval, Sérgio de Oliveira, Lya Mara e Ambrósio Fregolente, entre outros, e fez sua estréia no Rio de Janeiro em dezembro de 1954.

 

Foto - Gilberto Martinho

 

No ano seguinte em 1955, participou da comédia “O Grande Pintor”, sob a direção de Victor Lima, com argumento de Alípio Ramos e Victor Lima e roteiro de Victor Lima, através da Cinelândia Filmes, que narrava a história de pintor de paredes que fez sem querer um quadro abstrato na porta de um circo e era “descoberto” por uma patronesse das artes e transformado num gênio da pintura. O elenco contou com Ankito, Violeta Ferraz, Gilberto Martinho, Margot Morel e Wilson Grey, entre outros.

 

 

 

Em 1956, participou da comédia “O Feijão é Nosso”, sob a direção, argumento e roteiro de Victor Lima, para a Cinelândia Filmes, onde Ankito interpretava o personagem Gaspar, um sujeito que conseguia até sonhar acordado e vivia recebendo reclamações de sua tia, além de demonstrar pouca disposição ao trabalho. O elenco contou também com Violeta Ferraz, Carlos Tovar, Agildo Ribeiro, Wilson Grey e Gilberto Martinho, entre outros.

 

 

Nesse mesmo ano de 1956, participou da comédia “O Boca de Ouro”, sob direção de Eurides Ramos, com argumento e roteiro de J.B. Tanko, para a produtora Cinelândia Filmes, e contou no elenco como Ankito, Fada Santoro, Humberto Caetano, Heloísa Helena, Nancy Montez, Wilson Grey, Arnaldo Montel, Francisco Dantas, Conjunto Farropilha e Trio Nagô, entre outros, com músicas a cargo de Radamés Gnatalli.

 

 

 

Por essa época, a grande dupla Oscarito e Grande Otelo havia se desfeito, e foi então que o produtor Herbert Richers houve por bem contratar Grande Otelo, que passou a formar dupla com Ankito, e acabou também virando um grande sucesso. O primeiro filme que eles estrearam juntos foi em 1957, na comédia musical “Metido a Bacana”, sob a direção de J.B. Tanko, com argumento e roteiro de J.B. Tanko e Victor Lima, pela produtora Cinedistri.

 

 

O filme mostrava uma história que tinha início quando o príncipe de Araquelandia visitava o carnaval do Rio de Janeiro e trocava sua identidade com um pipoqueiro, seu sósia e acabava se metendo em encrencas com um embaixador corrupto e um terrorista. Ankito fazia os dois personagens Anacleto e Hilário, e o filme contou também com Grande Otelo, Renato Restier, Nelly Martins, e astros da música como Angela Maria, Cauby Peixoto, Dircinha Batista, entre outros.

 

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