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Akira Kurosawa - Diretor - Roteirista - Produtor - Parte 1


 

 

Akira Kurosawa nasceu no dia 23 de março de 1910, em Oimachi, no distrito de Omori, na cidade de Tóquio, no Japão e seu pai Isamu Kurosawa era descendente de samurai e trabalhava para a Prefeitura de Akita, como instrutor de educação física numa escola secundária.

 

 

Sua mãe Shima Kurosawa era descendente de comerciantes da cidade de Osaka e ela tinha quarenta anos de idade quando Akira nasceu. O casal teve ao todo oito filhos e Akira era o caçula e apesar de seu pai, como todo japonês, ser bastante enérgico com seus filhos, era um homem de mente bastante aberta para as coisas do mundo.

 

 

Sendo assim, por diversas vezes costumava, na medida que podia, costumava levar toda a família para ver os bons filmes no cinema, além de incentivar os filhos a conhecerem as tradições ocidentais, sua literatura e também a cuidar bem de seus corpos através de exercícios físicos.

 

 

Certo dia num comentário, Kurosawa afirmou que seu pai foi o seu incentivador para que ele tornasse um diretor de cinema. Por volta de 1923, Akira começou a freqüentar a escola e lá passou a ter aulas de caligrafia japonesa, uma arte milenar nipônica e também como era um bom esportista, tornou-se o capitão de Kendo no clube da escola.

 

 

Mas, para a decepção do pai, Akira não se mostrava um aluno muito interessado em sua formação artística, assim como também não conseguiu passar no ingresso para uma escola de arte de nível elevado. Apesar disso, Akira se uniu a uma Liga de artistas proletários, e em 1929 passou a contribuir para um jornal radical adeptos aos conceitos comunistas, bem como trabalhar fazendo artes em agências de propaganda. Depois de alguns anos Kurosawa se desligou completamente do seu radicalismo.

 

 

Também foi morar com seu irmão mais velho chamado Heigo, da qual Akira recebeu uma grande influência e conhecimento. Certa vez em 1923, quando ocorreu o grande terremoto que devastou a cidade de Tóquio, seu irmão o levou para ver a catástrofe e quando Akira tentava desviar o olhar para os cadáveres humanos e carcaças dos animais espalhados por toda a parte, seu irmão o proibia de fazê-lo, incentivando-o desta forma a enfrentar seus medos, confrontando-os diretamente.

 

 

Esse fato foi muito importante na vida de Kurosawa e esse ensinamento ele carregou por toda sua vida, tanto que muitos comentaristas de suas obras gostam de citam que ele raramente hesitava em enfrentar as verdades desagradáveis de sua própria criação artística, encarando-as diretamente.

 

 

Foi na época que morou com seu irmão, que Akira teve as melhores oportunidades de poder assistir grande parte dos filmes que mais tarde iriam influenciar sua obra, além de peças teatrais e perfomances circences, enquanto também arriscava a fazer algumas exposições mostrando suas pinturas.

 

 

Seu irmão Heigo era um homem bastante talentoso e depois que terminou a escola passou a viver sozinho, independentemente da sua família e concentrando seus interesses na literatura estrangeira e já no final dos anos 20 trabalhava como narrador de filmes mudos nos teatros de Tóquio, que exibiam filmes estrangeiros e assim Heigo já era um nome bastante conhecido.

 

 

A convivência de Akira com seu irmão Heigo foi muito importante, pois os dois eram muito amigos e o irmão com seu conhecimento sobre o cinema, as artes em geral, incentivava o irmão caçula a conhecer obras, principalmente de artistas estrangeiros, onde Heigo tinha grande conhecimento.

 

 

Mas com a chegada do cinema sonoro, o trabalho de Heigo começou a minguar, a situação ficou difícil, assim como para Akira que não conseguia sobreviver ganhando a vida somente com a arte e foi perdendo seu interesse pela pintura e sem trabalho retornou a casa de seus pais novamente.

 

 

Pouco tempo depois, sua família recebia a noticia, em julho de 1933, que Heigo havia se suicidado e também pouco tempo depois um outro filho também morrera, deixando a família bastante triste e arrasada.  Nos anos 20 também a irmã de Akira chamada Momoyo Kurosawa também havia morrido.

 

 

Akira era o único filho a morar com seus pais, juntamente com suas irmãs. Os detalhes de muitos anos da vida da família Kurosawa, principalmente entre os anos de 1933 a 1935, são bastante obscuras e pouca coisa se sabe dela.

 

 

Em 1935, o estúdio cinematográfico Photo Chemical Laboratories, que mais tarde se tornaria a famosa Toho Studios, anunciou que estava precisando de contratar assistentes de direção. Embora Akira não demonstrasse grande interesse, mas mesmo assim se candidatou e na entrevista com o diretor Kajiro Yamamoto, caiu em seu gosto, pois Akira era um rapaz engraçado e simpático.

 

 

Assim em 1936, Kurosawa começou a trabalhar como assistente de um dos diretores mais bem sucedidos do Japão, Kajiro Yamamoto. Durante cerca de cinco anos Kurosawa atuou como assistente de direção, não só para Yamamoto, mas também para outros diretores do estúdio, e também sendo reconhecido por Yamamoto em diversas ocasiões, promovendo-o com melhor salário, o que ocasionou também um aumento substancioso em suas responsabilidades nas diversas fases do desenvolvimento de um filme.

 

 

Yamomoto via em Kurosawa muito talento e por isso sempre lhe passava dicas importantes sobre as filmagens e certa vez disse ao jovem Akira, que para ser um bom diretor era necessário e primordial dominar muito bem o roteiro. Isso levou o jovem Akira a pensar seriamente nos roteiros, principalmente porque ela rendia ganhos bem superiores aos de um assistente de direção e desta forma ele passou a estudar os roteiros com bastante afinco para aprender todos os seus macetes.

 

 

Em 1941, o jovem Akira já escrevia alguns roteiros e também dirigia algumas partes do filme “Uma”, que significa cavalo em japonês, de Yamamoto, bem como começou a procurar por histórias que pudesse lançá-lo como diretor. No final de 1942, um ano após a entrada do Japão em guerra com os Estados Unidos, um livro do escritor Tsuneo Tomita, inspirado na vida do judoca Sugata Sanshiro, deixou o jovem Akira muito curioso e intrigado.

 

 

Apesar da guerra, Akira não serviu o exército, pois fora considerado inapto ao serviço militar obrigatório. Desta forma Akira pode continuar a trabalhar no estúdio. Empolgado com a obra de Tomita, comprou e devorou o livro e imediatamente solicitou ao estúdio, na época já era conhecida como Toho Studio, para garantir-lhe os direitos de filmagem da obra. Pouco tempo depois outros diretores também a solicitaram, mas a Toho garantiu os direitos para Kurosawa, que ao primeiro sinal verde começou a trabalhar na pré-produção de seu primeiro trabalho como diretor.

 

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