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Charlie Chaplin - Ator - Diretor - Produtor - Roteirista - Parte 12


 

 

Em 6 de março de 1921, Chaplin e Mary Pickford fizeram uma rápida participação, sem serem creditados no filme “The Nut” sob direção de Theodore Reed, produzido por Douglas Fairbanks. O filme narrava a história de inventor excêntrico interpretado Douglas Fairbanks, que resolve se interessar pelos ricos investidores para poder ajudar no plano de sua namorada em socorrer as crianças pobres da sua vizinhança.

 

 

O sexto filme para a First National foi intitulado de “The Idle Class”, sob direção, roteiro e produção a cargo de Charlie Chaplin, e contando no elenco com Charles Chaplin, Edna Purviance, Mack Swain, Henry Bergman, Lita Grey, Al Ernest Garcia e John Rand, entre outros, com duração de 32 minutos, lançada em 25 de setembro de 1921.

 

 

No filme o vagabundo Carlitos é confundido com um milionário e toda essa confusão começa quando a mulher do milionário está numa festa a fantasia e se engana de fantasia. Achando que estava conversando com o marido, ela começa a paquerar por brincadeira, mas na realidade era Carlitos, que sem entender nada entra no jogo da mulher.

 

 

Toda a ação começa em dois cenários paralelos. Em um relata a briga conjugal de ricos e na outra as aventuras de um vagabundo que gosta de se meter entre os ricos. A desigualdade social é um tema recorrente do filme apresentado pelo contraste do marido rico e indiferente, e a mulher cheia de amor e dando carinho a quem ela acredita ser seu marido. O destaque vai para uma cena em que o marido rico é mostrado de costas e parece estar chorando quando descobre que a mulher o largou, mas na realidade ele está apenas preparando um cocktail.

 

 

O sétimo filme para a First National é denominado de “Pay Day”, sob direção, roteiro e produção a cargo de Charlie Chaplin, contando no elenco com Charlie Chaplin, Phyllis Allen, Marck Swain, Edna Purviance e Sydney Chaplin, entre outros, com duração de 28 minutos, e lançada em 2 de abril de 1922.

 

 

Neste filme Chaplin interpreta um operário e o filme é dividido em quase igualmente em três atos. No primeiro mostra o canteiro de obras onde Carlitos trabalha como parte de uma equipe sob a supervisão de um chefe. O segundo ato acontece de noite, com Carlitos caminhando sobre a cidade e seus amigos mais ou menos bêbados. E o terceiro ato é o que acontece com ele quando ele chega em casa bem de madrugada.

 

 

Este filme foi o penúltimo para a First National e também o último filme de curta-metragem produzido por Chaplin. A partir desse filme ele somente trabalharia em longas-metragens. Um grande número de autores considera este curta uma das melhores obras do mestre Chaplin.

 

Foto -  Lord Mountbatten

Pandit Nehru e Edwina Mountbatten

 

Ainda neste mesmo ano de 1922, Chaplin realizou um filme caseiro denominado “Nice and Friendly”, que não tem uma história central, e muito menos chegou a ser lançado nos cinemas. Dizem que Chaplin fez com o propósito de dar como presente de casamento para Edwina Mountbatten e Louis Mountbatten, que por aquele tempo estavam em lua de mel na Califórnia.

 

Foto - Louis Mountbatten

 

Louis Mountbatten foi um Almirante de Esquadra da Marinha Real Britânica e que teve um papel importante dentro da política da Inglaterra, principalmente envolvendo a independência da Índia e do Paquistão. O filme foi gravado na própria casa de Chaplin, e além da participação do casal Mountbatten, o filme contava também com a participação do garoto Jackie Coogan, Eula Neilson, Frederick Neilson, Sarah Pell, Stephen Pell, Coronel Rober M Tompson e o próprio Chaplin. Posteriormente este filme foi colocado no DVD 2 do tilme “The Kid” lançado pela Warner.

 

 

E, finalmente o oitavo "The Pilgrin" e o último filme que Chaplin faria para a First National e a despedida foi com um longa-metragem de 59 minutos, que chegou aos cinemas em 26 de fevereiro de 1923. O elenco contou com Charles Chaplin, Kitty Bradbury, Syd Chaplin, Mack Swain e Wells Mai, entre outros. Esse também seria o último filme que a atriz Edna Purviance iria atuar como co-estrela ao lado de Chaplin.

 

 

Neste filme Chaplin interpreta um presidiário que foge da prisão, e para não ser reconhecido, se livra de suas roupas e se disfarça de pastor assim que ele chega numa cidade. O povo da cidade acaba acreditando que ele é realmente um pastor, até que aparecem dois antigos comparsas seus na cidade, ameaçando todo seu disfarce de pastor.

 

Foto - Pola Negri

 

Entre os anos de 1922 a 1923, chegava ao conhecimento do público um relacionamento amoroso com a atriz polonesa, Pola Negri, depois que chegou a Hollywood. Dizem que o envolvimento acabou cerca nove meses depois. Apesar de todos disse-me-disse, ela se manteve discreta por todo este período. Muitos biógrafos concluem que o caso com Negri tenha sido apenas para fins publicitários. Em toda sua carreira Pola Negri sempre negou veementemente que jamais tivera casos amorosos com Rodolfo Valentino ou Charles Chaplin.

 

Foto - Pola Negri

 

Pola Negrei nasceu em 1894 e era uma atriz polonesa e foi a primeira atriz européia a ser levada para Hollywood depois de fazer sucesso com filmes realizados na Alemanha como “Carmem” de 1918 e “Madame Dubary” em 1919. Nos Estados Unidos foi contratada pela Paramount onde fez vários filmes e depois continuou atuando até os anos 40. Depois passou quase vinte anos afastada do mundo artístico e morreu em 1 de agosto de 1987, aos 92 anos de idade.

 

Foto - Fairbanks - Pickford - Chaplin - Griffith

 

Após o encerramento do contrato com a First National para a produção de oito filmes, Chaplin, juntamente como Mary Pickford, Douglas Fairbanks e DW Griffith fundaram a United Artists, uma empresa de distribuição de filmes para tentar escapar da consolidação crescente do poder das distribuidoras de filmes e financiadores do sistema dos estúdios de Hollywood. Até o início dos anos 50, Charlie Chaplin produziu oito longas-metragens e também participou como conselheiro da United Artists até o início da década de 50.

 

Foto - Mary Pickford

 

Mary Pickford nasceu em 8 de abril de 1892, em Toronto, no Canadá e transformou-se numa atriz canadense radicada nos Estados Unidos e chegou ao cinema americano em 1909, depois de fazer sucesso no teatro. Em 1918 já era a atriz mais bem paga do cinema americano e realizou mais de 200 filmes, a maior parte delas no cinema mudo.

 

Foto - Mary Pickford - Douglas Fairbanks

 

Foi casada três vezes. O primeiro como ator Owen Moore e separou em 1918 por causa do alcoolismo do marido. Nesse mesmo ano casou com o ator Douglas Fairbanks e com ele formou um dos casais mais famosos de Hollywood, mas se divorciaram em 1936 Depois em 1937 casou com o músico e ator Buddy Rogers com quem viveu até morrer em 29 de maio de 1979, de uma hemorragia cerebral.

 

Foto - Mary Pickford

 

Foi co-fundadora do estúdio United Artists ao lado Chaplin, Faibarnks e D.W. Griffith e como atriz ficou conhecida como a “Queridinha dos EUA” ou a “Namoradinha da América”, e foi uma das primeiras atrizes a tornar uma famosa feminista. Foi a segunda atriz a ganhar um Oscar em 1930 e continuou atuando até por volta de 1933.

 

Foto - Douglas Fairbanks

 

Douglas Fairbanks foi um ator norte-americano e estreou no cinema em 1914, pelas mãos do diretor D.W. Griffith e teve sucesso na carreira com diversos filmes famosos como “Parias da Vida” (1916), “A Marca do Zorro” (1920), “Robin Hood” (1922), “O Ladrão de Bagdá” de 1924, entre muitos outros. Além de ator também foi produtor, roteirista e diretor.

 

Foto - Mary Pickford - Douglas Fairbanks

 

Casou pela primeira vez em 1907 como a milionária Anna Beth Sully e divorciou em 1918. Depois casou novamente em 1920 com Mary Pickford e se separou em 1936 e depois com Lady Sylvia Ashley (1936), com viveu até sua morte em 12 de dezembro de 1939. Ele foi um dos co-fundadores da United Artists e é o pai do ator Douglas Fairbanks Jr.

 

Foto - D.W. Griffith

 

D.W. Griffith foi um famoso diretor do cinema americano e muito conhecido pelo seu controverso filme “O Nascimento de Uma Nação” de 1915. Começou sua carreira artística como dramaturgo, mas não conseguiu sucesso. Depois tentou ser ator, mas acabou se encontrando como diretor de cinema.

 

Foto - D.W. Griffith

 

Foi uma figura muito controversa e imensamente popular em sua época, e embora não tenha criado novas técnicas para a gramática do cinema, ele parecia ser o primeiro a entender como as técnicas poderiam ser utilizadas para criar uma linguagem expressiva. Foi um dos co-fundadores da United Artists e considerado por muitos diretores como um dos melhores que o cinema já conheceu. Morreu em 23 de julho de 1948.

 

 

O primeiro filme que Chaplin produziu pela nova United Artists foi “A Woman of Paris”, com direção, roteiro e produção de Charlie Chaplin, que Charlie preparou especialmente para a atriz Edna Purviance como agradecimento pelo muitos anos que eles trabalharam juntos, com a intenção de levá-lo de vez para o estrelato, mas infelizmente o filme não vingou, e nem a sua carreira.

 

Foto - Edna Purviance

 

O elenco contou com Edna Purviance em primeiro filme como estrela principal, Clarence Geldart, Carl Miller, Lydia Knott e Adolphe Menjou, entre outros, com duração de 93 minutos, lançada em 26 de setembro de 1923. O filme contava a história de um homem que acabava de se apaixonar por uma cortesã. Desta vez Chaplin preferiu ficar somente atrás das câmeras, aparecendo apenas numa pequeníssima cena. O filme contou com uma direção finíssima, onde Chaplin tenta criticar a sociedade burguesa ao mesmo tempo contar uma trágica história.

 

Foto - Edna Purviance

 

Chaplin aproveitou o filme para fazer uma inversão de valores na sociedade e por isso recebeu críticas muito favoráveis e elogiosas, mas por outro lado, Charlie experimentaria o seu primeiro fracasso comercial, já que o público, sem a presença do vagabundo não compareceu aos cinemas. Edna Purviance ainda voltaria a participar do filme “A Woman of the Sea”, sob direção e roteiro de Josef von Sternberg, produzido por Charles Chaplin, mas depois de pronto Charlie não aprovou o filme e ele nunca chegou a ser exibido publicamente.

 

 Foto - Edna Purviance

 

Depois de alguns anos Chaplin e outros estudaram a possibilidade de lançar o filme, mas todos concordaram que ele não era viável comercialmente. Dizem que sob a pressão da Internal Revenue Service, a empresa teria queimado os negativos em junho de 1933 para efeitos fiscais. Algumas evidências sugerem que uma cópia sobreviveu no estúdio de Chaplin até pelo menos o final dos anos 30, mas comprovadamente ela é considerada como perdida.

 

Foto - Edna Purviance

 

Pouco antes de se aposentar como atriz, Edna Purviance também participou do filme francês “Éducation de Prince” um filme mudo do diretor Henri Diamant-Berger, tendo no elenco Edna Purviance, Batcheff Pierre e Jean Dax e foi lançada em 1927. Este foi o último filme dela. Muitos autores também citam que Edna Purviance também foi um caso amoroso de Chaplin entre 1916 a 1917 e parece que teria terminado por causa do casamento de Chaplin com Mildred Harris.

 

Foto - Edna Purviance

 

Em 1938, Edna casou com o piloto John Squire da Pan-American Airlines e viveu com ele até 1945 quando ele morreu. Treze anos mais tarde, Edna Purviance também morria, de câncer, no dia 13 de janeiro de 1958, aos 62 anos de idade e foi enterrada em Glendale, na Califórnia. Curiosamente Charlie Chaplin a manteve na folha de pagamento até a sua morte. Edna Purviance nunca recebeu uma estrela no Hollywood Walk of Fame, a famosa calçada da fama.

 

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