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Chiquinha Gonzaga - Compositora - Pianista


 

 

Se alguém perguntar quem foi a primeira mulher a compor um choro, a primeira pianista de choro, a primeira autora de uma marcha carnalesca e a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, a resposta só poderá ser Chiquinha Gonzaga, que nasceu como Francisca Edwiges Neves Gonzaga, no Rio de Janeiro, no dia 17 de outubro de 1847.

 

 

Chiquinha era filha do general do Exército Imperial Brasileiro chamado José Basileu Gonzaga e de Dona Rosa Maria de Lima, uma mulata muito humilde, com quem seu pai, mesmo contra a vontade da família acabou se casamento, depois do nascimento de Francisca.

 

 

Ela teve como padrinho o famoso Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, e também recebeu uma educação aristocrática e viveu dentro do regime rígido da família de seu pai. Estudou nos melhores colégios da época, e também passou ter aulas de música com o Maestro Lobo, considerado um fenômeno musical.

 

 

Ela se destacava tanto nas aulas de músicas, que aos 11 anos de idade compôs uma canção natalina chamada “Canção dos Pastores”, e cinco anos mais tarde, com 16 anos de idade, teve de casar com um oficial da Marinha Imperial Brasileira, chamado Jacinto Ribeiro do Amaral, como era de hábito naqueles tempos, onde geralmente a família escolhia o noivo com a qual a filha fosse casar.

 

 

Na Marinha, Jacinto passava muito tempo longe de casa e na maioria das vezes, mesmo estando em terra, mal ficava em casa, mas o marido não gostava que Chiquinha se envolvesse com a música e queria que ela ficasse em casa cuidando dos afazeres, como a maioria das donas de casa daquela época, o que deixava ela muito descontente. Chiquinha teve com ele três filhos, mas após cinco anos de casamento, ela resolveu se separar, provocante um escândalo daqueles na sociedade carioca.

 

 

Chiquinha saiu da casa do marido com apenas o filho, os outros dois, a filha e o filho mais novos acabaram ficando com Jacinto. Ela tentou brigar para ter todos os filhos, mas a sociedade preconceituosa da época, não aceitava de forma alguma a separação da mulher, e acabou-a punindo por isso.

 

 

Mais tarde em 1867, reencontrou seu antigo amor do passado, o engenheiro João Batista de Carvalho e passou a viver com ele, e dessa união nasceu uma filha chamada Alice Maria. Com João Batista passou um tempo de sua vida feliz, mas até que um dia Chiquinha não aturando mais as traições constantes dele, resolveu outra vez abandoná-lo e mais uma vez ficou sem a guarda da filha.

 

 

Muitos autores, no entanto, citam que apesar da Chiquinha Gonzaga ter deixado seus filhos com seus ex-maridos, ela sempre foi uma mãe presente na vida de todos eles, sempre os acompanhando e não deixando de dar o carinho de mãe que eles necessitassem. Foi por essa época também que passou a viver como uma musicista independente, trabalhando em lojas de instrumentos musicas tocando piano para atrair a clientela.

 

 

Também deu aulas de piano, enfim tudo aquilo que podia pra poder se manter e também um certo conforto ao seu filho João Gualberto. Passou a adaptar o piano ao gosto popular, assim como passou a compor diversas canções, fazendo com que seu nome passasse a ser cada vez mais conhecida.

 

 

No limiar do novo século, por volta de 1900, torna-se amiga da artista e cartunista Nair de Tefé von Hooholtz, uma moça boêmia, de origem aristocrática. Por essa época viajou para a Europa e ficou um bom tempo tocando piano e mostrando suas composições. Por volta de 1910, retornou ao Brasil e nessa época passou a ser convidada para alguns saraus no Palácio do Catete, pois a sua amiga Nair de Tefé havia se casado com o então presidente da república Hermes da Fonseca.

 

 

Nesta época Chiquinha foi alvo de difamações, pois a sociedade da época não suportava mulheres independentes, ainda mais uma mulher que ousasse tocar maxixe, e promover danças mais populescas, em pleno Palácio do Governo. Com o fim do governo Hermes da Fonseca, Chiquinha retornou a compor e tocar unindo-se a outros grupos de choros, e se apresentando em festas.

 

 

Quando Chiquinha Gonzaga estava com pouco mais de cinqüenta anos apaixonou-se por um rapaz de apenas 16 anos de idade chamado João Batista Fernandes Lage, o que acabou outro escândalo daqueles na sociedade carioca, mesmo não assumindo namoro entre eles.

 

 

Em vista disso, pouco tempo depois os dois foram para Portugal onde viveram por alguns anos. Mais tarde retornaram ao Brasil, mas nunca assumiram publicamente o envolvimento entre eles como marido e mulher. O fato só foi confirmado após a morte dela, através de cartas e fotos do casal.

 

 

Em 1899, Chiquinha Gonzaga compôs o marcha-rancho carnavalesca “Ô Abre Alas”, que se tornou uma das músicas mais famosas da compositora, assim como considerado como a primeira marcha carnavalesca da história brasileira. Por uma ironia da vida, Chiquinha Gonzaga morreu no Rio de Janeiro, no dia 28 de fevereiro de 1935, aos 88 anos de idade, alguns dias antes do início do carnaval daquele ano.

 

 

Em vida também participou ativamente na campanha abolicionista e da proclamação da república brasileira. Fundou a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, tendo composto músicas para mais de 77 peças teatrais, além de outras composições entre valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, choros e serestas, entre outras.

 

 

Entre 12 de janeiro a 19 de março de 1999, a Rede Globo de Televisão prestou uma homenagem a Chiquinha Gonzaga numa minissérie escrita por Lauro César Muniz e Marcílio de Moraes, baseada na vida da maestrina e compositora. O espetáculo foi dirigido por Jayme Monjardim, Luiz Armando Queiroz e Marcelo Travesso e contou no elenco principal com Regina Duarte, Carlos Alberto Riccelli, Suzana Viera, Norton Nascimento e Tânia Bondezan, entre outros.

 

 

Ó Abre Alas - Chiquinha Gonzaga

 

  Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É quem vai ganhar

 

 

 

 

 

Escolha e clique sobre a música desejada

 

A Brasileira - Adriana Calcanhoto.wav
A Corte na Roça - Beto Guedes.wav
Amapá - Paulo Moura e Clara Sverner.wav
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Namorados da Lua - Milton Nascimento.wav
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Serenata - Marcus Viana.wav
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Tristesse - Marcus Viana.wav
Um Novo Século - Marcus Viana.wav
Vozes d´Africa - Marcus Viana.wav
Yara - Clara Sverner.wav

 

Vídeo

 

 

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://www.chiquinhagonzaga.com/

http://www.experta.com.br/tariqexperta;nos/elas_ousaram20010115.html

http://www.e-biografais.net/biografias/chiquinha_gonzaga.php

http://pt.wikipedia.org/wiki/Chiquinha_Gonzaga

 

 

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