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Ernesto Nazareth - Compositor - Pianista


 

 

Se eu disser a vocês que o Brasil também já teve um “Rei do Tango”, ninguém vai acreditar, mas essa história é real e verdadeira e é um título dado a um dos maiores compositores e pianista, que nasceu no Rio de Janeiro, em Jacarepaguá, no dia 20 de março de 1863, chamado Ernesto Júlio de Nazareth, também conhecido simplesmente como Ernesto Nazareth.

 

 

Mas, muito dirão que Ernesto Nazareth ficou famoso pelas valsas e chorinho, e não pelo tango, que é uma coisa tipicamente portenha. O problema é que o tango nasceu nos fins do século XIX, mas especificamente na região rio-platense. Na época da formação do tango, tanto na região do Rio da Prata, Uruguai e Argentina, e também aqui no Brasil, suas influências deram origem ao chamado “tango crioulo”, mais tarde denominado “tango argentino”, que foram as mesmas que deram origem ao tango brasileiro.

 

 

Com o passar do tempo outras influências também chegaram por aqui como a mazurca, a polca, a valsa, assim como as influências africanas como lundu e latino-americanas como a milonga, entre outros. Com o decorrer do tempo o termo tango brasileiro passou a não mais utilizada e alguns deles atualmente são normalmente classificadas por choro ou chorinho, apesar de tango e chorinho não serem exatamente a mesma coisa, mas parentes próximos.

 

 

Na realidade, o Choro ou Chorinho é um ritmo alegre e agitado, e se caracterizava pelo virtuosismo e improviso dos participantes, que necessitam, antes de tudo de muita técnica e pleno domínio do instrumento como violão de 7 cordas, violão comum, bandolim, flauta, cavaquinho e pandeiro pra dar tempero gostoso aos seus amigos de cordas.

 

 

Muitos autores consideram o flautista Joaquim Calado o criador do Choro, ou pelo um dos principais instrumentistas percussores deste ritmo que acabou contagiando outros compositores como Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Zequinha de Abreu, Jacó do Bandolim e Waldir Azevedo, entre outros tantos e com o decorrer do tempo passou a ter um lugar de destaque na música popular brasileira, impondo respeito aos demais.

 

 

 

Ernesto Nazareth começou os seus estudos de piano, ainda criança com sua mãe, Carolina da Cunha Nazaré até a sua morte em 1873, quando passou a freqüentar as aulas com Eduardo Madeira e Lucien Lambert. Começou muito cedo a compor suas próprias músicas, mas para manter sua sobrevivência vendia suas partituras, o que fez com a música não lhe trouxesse dividendos, pois não tinha como reclamar seus direitos autorais.

 

Foto - Teodora Amália de Meireles de Nazareth

 

Em 14 de julho de 1886, casou-se com Teodora Amália de Meireles e na década de 1910, trabalhou como pianista em bailes, reuniões e também no antigo Cinema Odeon, lugar freqüentado por muitas personalidades ilustres da época que iam especialmente para ouvi-lo tocar sua composições.

 

 

Segundo diversos autores, Ernesto Nazareth se inspirava muito pelos sons que ele ouvia na rua, o som dos tocadores populares dos bares e cabarés, que ele as levava para o piano dando-lhes roupagem requintada, situando sua obra entre o erudito e o popular. Muitos também se surpreendiam pela suas mãos muito grandes, o que facilitava a ele tocar e compor acorde acima de uma oitava, assim como Rachmaninoff.

 

 

Em 1917, morre a sua filha Maria de Lourdes, que o deixou grandemente abalado emocionalmente, e depois disso passou a ter diversas crises no decorrer de sua vida. Dois anos depois em 1919, começou a trabalhar na Casa Carlos Gomes, onde executava suas músicas e também vendia suas partituras a quem tivesse interesse.

 

 

Na década seguinte passou a compor fox-trots, sambas e até marchinhas carnavalescas e em 1923, participou da inauguração da Rádio M.E.C.. Também passou a se apresentar nas rádios do Rio e em 1926, passou a apresentar-se em São Paulo, capital e interior, e várias excursões ao sul do Brasil.

 

 

No começo da década de 30, seus problemas de saúde se acentuaram. Primeiro foi a surdez que começou a tomar conta dele, e muitos diziam que ele tocava debruçado ao piano para ele poder ouvir a canção, além dos problemas financeiras que sempre a tônica de sua vida.

 

 

Também por essa mesma época os problemas mentais começaram a se agravar, até que em 1933, acabou sendo internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha, sendo depois transferido para a Colônia Juliano Moreira. No ano seguinte, Ernesto Nazareth acabou fugindo de lá do manicômio e encontrado três dias depois, morto por afogamento numa cachoeira próxima, no dia 1 de fevereiro de 1934.

 

 

Ernesto Nazareth deixou cerca da 211 peças completas para piano, entre polcas, valsas e tangos brasileiros, entre eles destacam-se “Apanhei-te, cavaquinho!”, “Ameno Rosedá”, “Confidencias”, “Coração que Sente”, “Bambino”, “Brejeiro” e “Odeon”.

 

 

Suas composições foram levadas também para fora do Brasil e são citadas por nomes importantes como Arthur Rubinstein, Miercio Orsowspk, Schelling e foram muito difundidas pela Europa e Estados Unidos, servindo de inspiração para outros compositores e músicos brasileiros como Villa-Lobos, Enani Braga, Francisco Mignone e Radamés Gnatalli, entre outros.

 

 

 

 

 

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Principais Fontes Bibliográficas

 

http://www.chiquinhagonzaga.com/nazareth/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernesto_Nazareth

http://musicabrasileira.org/ernestonazareth/

http://www.mpbnet.com.br/musicos/erneso.nazareth/

http://www.bardetango.com.br/7otangobrasileiro.htm

 

 

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