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Fritz Lang - Cineasta Austríaco - Parte 1


 

Foto - Fritz Lang

 

O expressionismo foi um movimento cultural de vanguarda que surgiu na Alemanha nos primórdios do século XX, onde as pessoas começaram a produzir obras de arte que refletissem ou expressassem diretamente o mundo interior do artista. Esse movimento atingiu quase todos os campos das artes, desde a arquitetura, artes plásticas, literatura, música, cinema, teatro, etc.

 

Foto - Freidrich Wilhelm Murnau

 

No cinema, o expressionismo alemão teve como destaque diversos cineastas como Robert Wiene, Paul Leni e Freidrich Wilhelm Murnau, entre outros, bem como de Fritz Lang, que é um dos cineastas mais lembrados desse período. Ele nasceu como Friedrich Anton Christian Lang, na cidade de Viena, na Áustria, no dia 5 de dezembro de 1890, e fez trabalhos na Alemanha, França e Estados Unidos, sendo ocasionalmente um ator e produtor cinematográfico.

 

 

Fritz era o segundo filho do arquiteto e gerente de uma empresa de construção civil Anton Lang e de Pauline Lang, católicos romanos praticantes, apesar de sua mãe ter nascido como judia ish e depois se convertido ao catolicismo quando Fritz tinha 10 anos de idade. Lang nunca demonstrou interesse pela sua herança judaica e identificou-se mais com o catolicismo, porém não era um devoto praticante, apesar de ter utilizado regularmente imagens católicas e temas em seus filmes.

 

 

Fritz começou estudando engenharia civil na Universidade Técnica de Viena, mas depois acabou migrando para a arte. Por volta de 1910 resolveu sair de Viena e viajou para conhecer a Europa e também a África, depois foi para a Ásia e conheceu parte do Pacífico, e em 1913 resolveu ir para a Paris, onde passou a estudar pintura.

 

 

Pouco tempo depois eclodiu a Primeira Guerra Mundial e Lang retornou a Viena e passou a servir no exército austríaco e lutou na Rússia e Romênia, onde acabou se ferindo em três ocasiões. Na última, enquanto recuperava de seus ferimentos e traumas de guerra, por volta de 1916, passou a idealizar e escrever alguns cenários e idéias, e contribuir com seus roteiros para filmes como “Die Peitsche”, dirigido por Adol Gärtner; “Die Hochzeith Excentricclub im” e “Hilde und der Tod Warren”, todos os dois dirigidos por Joe May.

 

 

Um ano depois em 1918, foi dispensado do exército com a patente de tenente e nesse período continuou a escrever roteiro para o diretor Erich Kober para o filme “Lilith und Ly”, que chegou ao cinema em 1919, e roteiro para os filmes “Die Rache ist mein”; “Bettler GmbH” do diretor Alwin NeuB e também para o filme “Wolkenblau und Flimmerstern” dos diretores Jose Coenen e Wolfgang Geiger, que Fritz escreveu juntamente com Wolfgang Geiger.

 

 

Ainda nesse ano de 1919, dirigiu dois filmes, um denominado “Der Herr der Liebe”, produzido por Erich Pommer, com roteiro de Leo Koffler, que narrava uma trágica história de amor na alta sociedade, e estrelado por Carl de Vogt, Gilda Langer, Erika Unruh, Max Narlinski, Sadjah Gezza e também com a participação do próprio Lang como ator, entre outros. Uma produção alemã que chegou aos cinemas em setembro de 1919, e tinha a duração de 60 minutos. Este filme é considerado como perdida.

 

 

O outro filme que Lang dirigiu em 1919 foi um filme mudo de fantasia chamado “Halbblut”, produzido por Erich Pommer, com roteiro de Leo Koffler e do próprio Lang, estrelado por Ressel Orla, Carl de Vogt, Gilda Langer, Carl-Gerrard Schroder e Paul Morgan, entre outros. Outra produção alemã e também considerada como perdida. Os dois filmes “Der Herr der Liebe” e “Halbblut” foram filmadas no estúdio da Decla, em Berlim, na Alemanha.

 

 

Por essa mesma época Fritz Lang voltou a escrever roteiro para os filmes “Die Frau mit den Orchideen”, “Der Totentanz” e também “Die Pest em Florenz”, todos sob a direção de Otto Rippert. Além desses roteiros dirigiu o filme “The Spiders”, produzido por Erich Pommer, com roteiro do próprio Lang, e narrava a história de um conhecido desportista que anuncia para um clube que ele encontrou uma mensagem numa garrafa.

 

 

Nesta garrafa havia um desenho feito por um ex-professor seu que se encontrava desaparecido, e que falava de uma perdida civilização dos Incas, que possuíam um imenso tesouro. Assim uma expedição é formada para encontrá-lo, mas um temido chefe de uma organização conhecida como Aranhas, também fica interessado em conseguir o tesouro.

 

 

O filme contou no elenco com Carl de Vogt, Ressel Orla, George John e Lil Dagover, entre outros, e foi lançado em duas partes. A primeira em outubro de 1919 e a segunda em fevereiro de 1920, com duração total de 137 minutos, e filmada na Alemanha. Por muito tempo este filme foi considerado como perdida, mas uma cópia foi encontrada na década de 70 e a restauração concluída em 1978, e lançada em DVD em 1999.

 

 

Também dirigiu o filme “Harakiri”, produzido por Erich Pommer, com roteiro de Mas Jugk, a partir de uma peça teatral de David Belasco e John Luther Long, que se baseava na ópera Madame Butterfly. Esse foi um dos primeiros filmes ocidentais com temas alusivos a cultura japonesa.

 

 

Lang fez uma adaptação da ópera Madame Butterfly, deixando a maior parte do enredo intacto, fazendo apenas algumas poucas alterações nos nomes dos personagens principais. Os personagens foram interpretados por atores europeus, sem criar estereótipos, tendo muito cuidado nos detalhes e nos figurinos. O elenco contou com Lil Dagove, Paul Biensfeldt, Georg John, Meinhart Maur e Rudolf Lettinger, entre outros, e estreou em 18 de dezembro de 1919, com 80 minutos de duração.

 

 

Em 1920, escreve um roteiro para o filme “Die Herrin der Welt 8. Teil – Die Rache der Maud Fergusson”, baseado num livro de Karl Figdor e que recebeu a direção de Joe May, contando no elenco com Mia May, Hans Mierendorff, Ernst Hofmann, Rudolf Lettinger e Harry Bender, entre outros, um filme mudo misturando ação, aventura, drama e fantasia.

 

 

Nesse mesmo ano dirigiu o filme “Das Bild wandernde”, outro filme mudo alemão, produzido por Joe May, com roteiro do próprio Lang, juntamente como Thea von Harbou, contando no elenco com Mia May, Hans Marr, Harry Frank, Rudolf Klein-Rogge e Loni Nest, entre outros, com duração de 45 minutos a versão que pode ser restaurada.

 

 

Um ano depois, em 1921, escreve o roteiro do filme “The Indian Tomb”, adaptado de um livro de Thea von Harbou, uma película alemã sob a direção de Joe May, que é composta de duas partes, tendo no elenco Olaf Fenss, Mia May, Conrad Veidt, Erna Morena, Bernhard Goetzke, Lya De Putti e Paul Richter, entre outros. O filme não teve sucesso de crítica e nem de bilheteria e tem sido poucas vezes vistas, até que remakes na década de 50 foram concluídas.

 

 

Também nesse ano dirigiu o filme “hum Vier Die Frau”, um drama, com roteiro do próprio Lang, juntamente com Rolf E. Vanloo, tendo no elenco Hermann Böttcher, Anton Edthofer, Robert Forster Larrinaga, Harry Frank e Ludwig Hartau, entre outros. Um filme alemão co-produzido pela Decla-Bioscop AG, com duração de aproximadamente 52 minutos.

 

 

Fritz Lang dirigiu outro filme denominado “Destiny” e foi lançado originalmente nos Estados Unidos com o nome de “Behind the Wall”, produzido na Alemanha por Erich Pommer, com roteiro de Lang juntamente com Thea von Harbou. O filme compreende três histórias e cada história ocorre num cenário, que nominalmente parece real, mas fica num reino de fantasia. Numa é narrada uma aventura com um persa definido dentro das Mil e Uma Noites; o outro sobre um romance renascentista veneziano e finalmente o último, uma história em quadrinho em grande parte definido na China.

 

 

Mais tarde, o ator Doublas Fairbanks comprou os direitos para o território americano, adiou o lançamento nos Estados Unidos, enquanto ele copiava os efeitos do segmento persa para ser utilizado no seu filme “The Thief of Baghdad” de 1924. O elenco contou com Lil Dagover, Walter Janssen, Bernhard Goetzke, Rudolf Klein-Rogge e Hans Sternberg, entre outros, e estreou na Alemanha em 6 de outubro de 1921, com duração de 105 minutos.

 

 

A partir de 1922, Fritz Lang se fixa em ser roteirista de seus próprios filmes e não mais para produções de outros diretores, assim como passa a dirigir praticamente um ou dois filmes por ano. Em 1922 dirige o filme “Dr. Mabuse, der Spieler”, que é o primeiro filme da série Mabuse, centrado no personagem do Doutor Mabuse.

 

 

O filme foi produzido por Erich Pommer, escrito pelo próprio Lang, juntamente com Norbert Jacques e Thea von Harbou, baseado no livro de Norbert Jacques. A película tem em sua totalidade quase quatro horas de duração, por isso foi dividida em duas partes: “grobe Der Spieler: Ein bild der Zeit” e “Inferno: Ein Spiel hum unserer Menschen Zeit”.

 

 

A história é centrada no Doutor Mabuse, um doutor em psicologia e também o mestre dos disfarces, que engana muitas pessoas utilizando para isso a hipnose. Ele também mata muitas pessoas e no final começa a ver fantasmas e enlouquece. O elenco contou com Rudolf Klein-Rogge, Aud Nissen-Egede, Welcker Gertrude, Alfred Abel, Bernhard Goetzke e Paul Richter, entre outros, e estreou na Alemanha em 26 de maio de 1922.

 

 

 

 

Dois anos depois fica pronta o filme “Die Nibelungen”, uma série de dois filmes mudos de fantasia, produzido por Erich Pommer, com roteiro de Lang juntamente com sua esposa Thea von Harbou, baseado no poema épico “Nibelungenlied”, escrito por volta do ano de 1200. O elenco do filme contou com Paul Richter, Margareth Schoen, Hanna Ralph, Hans Adalbert von Schlettow, Bernhard Goetzke e Theodor Loos, entre outros, com estréia na Alemanha em duas partes: a primeira em 14 de fevereiro de 1924 e a outra parte em 26 de abril deste mesmo ano.

 

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