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Fulvio Pennacchi - Pintor - Muralista - Ceramista - Desenhista


 

 

 

Fulvio Pennacchi nasceu na Itália, na Villa Collemandina, Garfagnana Toscana, no dia 27 de dezembro de 1905 e por volta de 1924, muda-se para a cidade de Lucca onde inicia sua formação artística no Régio Istituto di Belle Arti, onde tem aulas com o pintor Pio Semeghini. Por essa mesma época a Itália passava por uma grande instabilidade econômica após a Primeira Guerra Mundial.

 

 

 

Diante desse quadro na Itália, Pennacchi revolve vir para o Brasil e passa a fixar sua residência na capital paulista, onde começa a trabalhar em diversas atividades para sobreviver que vão desde dar aulas no Colégio Dante Alighieri até ser dono um açougue, até que por volta de 1933, é descoberto casualmente pelo escultor Galileo Emendabili que fica curioso com o incrível afresco que decorava o seu estabelecimento comercial.

 

 

 

Logo em seguida passa a colaborar com o escultor Emendabili na execução de projetos como o “Monumento em Homenagem aos Mortos na Revolução Constitucionalista de 1932", além de outros trabalho do seu atelier. Aos poucos começa a conhecer e a interagir com outros artistas brasileiros e mais tarde passa a freqüentar o ateliê de Francisco Rebolo.

 

 

 

O ateliê de Francisco Rebolo começou quase perto dele se aposentar como jogador de futebol e logo depois passou a dividir o espaço com o pintor Mário Zanini, e em pouco tempo uma gama de pintores, sem maiores pretensões e sem nenhum compromisso conceitual foram se formando em torno desse ateliê, entre eles Fulvio Pennacchi.

 

 

 

A maioria deles formados por imigrantes e filhos de italianos como Fulvio Penacchi, Aldo Bonadei, Alfredo Rizzotti, Humberto Rosa, mas também descendentes de espanhóis e portugueses como o Francisco Rebolo e Manuel Martins, entre outros. Essa reunião de amigos no ateliê de Rebolo passou a mais tarde a ser conhecida como Grupo Santa Helena.

 

 

 

Todos eles eram de origem humilde e autodidata, e para sobreviverem trabalhavam em atividades artesanais ou proletárias como pintores de parede, açougueiro, bordador, torneiro mecânico, jogador de futebol, entre outros. A união desse grupo perdurou por muitos anos, provavelmente devido a um enorme preconceito em relação a eles, aos imigrantes pobres, por parte não só das elites, mas também por parte dos imigrantes que tinham conseguido fortuna no Brasil. Esse preconceito ficou mais evidente quando os trabalhos do Grupo começaram a despertar interesse e ameaçar posições já definidas.

 

 

Em 1937, é idealizado um evento que ficou conhecido por Salão de Maio, na cidade de São Paulo, com vistas a consolidar as pesquisas artísticas modernas, após as diversas experimentações estéticas da década anterior. O primeiro salão contou com a participação dos grandes nomes do modernismo como Tarsila do Amaral, Victor Brecheret, Livio Abramo, Lasar Segall, entre diversos outros.

 

 

Essa exposição era constituída de um grupo fechado, de vanguardistas, com suas idéias próprias sobre a arte, mas por outro lado, não aceitavam aqueles que não estivessem de acordo com os seus conceitos e qualificações, indo de encontro principalmente ao grupo de artistas operários como os do Grupo Santa Helena, por exemplo. O Grupo Santa Helena por sua vez conseguiu o apoio de Paulo Rossi Osir e desta forma criaram a exposição denominada Família Artística Paulista, que aconteceu em novembro de 1937.

 

 

 

No entanto alvo, esta exposição foi alvo de muitas críticas dos jornalistas e críticos de arte, que passaram a acusar os pintores operários de estarem presos ainda ao velho tradicionalismo, fazendo uma arte arcaica e ultrapassada. Por sorte o grupo também passou a contar com o apoio de Mário de Andrade, um dos grandes defensores do Modernismo Brasileiro, que através dos jornais passou a defender o grupo dos ataques do pessoal do Salão de Maio.

 

 

 

A defesa do Grupo Santa Helena, de alguma maneira, fez com que se criasse uma certa abertura e assim alguns amigos do Grupo Santa Helena, como Volpi, por exemplo, teve também acesso ao segundo Salão de Maio, que aconteceu em junho de 1938, e no terceiro e último Salão realizado em 1939 estava presentes outros artistas operários como Clóvis Graciano e Fulvio Pennacchi, além de participações estrangeiras como de Alexander Calder, Josef Albers e Alberto Magnelli.

 

 

 

A partir de então, Pennacchi passa a executar diversos trabalhos, entre murais, afrescos, ilustrações e naturalmente as suas pinturas à óleo e cerâmica. Em 1945, realiza uma exposição individual na Galeria Muller, em Buenos Aires, Argentina, e um ano mais tarde participa da I Bienal de São Paulo e em 1952, recebe uma Medalha de Ouro no Salão Paulista de Arte Moderna.

 

 

 

Em 1967, participa da Exposição “O Grupo Santa Helena – 30 Anos Depois” e em 1972 leva ao conhecimento do público e da crítica toda a sua obra desenvolvida no período entre 1965 a 1972. Em 1973, sua vida e obra são retratadas no filme documentário, que foi promovido pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.

 

 

Também é organizada uma grande retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo, juntamente ao lançamento do livro “Pennacchi – 40 anos de Pintura”. Durante este período Pennacchi realiza uma exposição em Milão, organizada pelo Itamarati e também recebe a Medalha de Ouro da cidade de Lucca, Itália, onde ele estudou. Também participa da “Exposição Panorama da Arte Atual Brasileira, Pintura 1973” realizado no MAM – SP.

 

 

 

Em 1975, recebe a Ordem “Al Mérito Della República Italiana”, através do Presidente da República Italiana e até o final dos anos 70, participa de exposições individuais na Galeria Emy Bonfim; na Galeria CCBEU; também na Galeria Entreartes e Galeria do Clube dos Amigos da Arte. Em 1979, do evento em Brasília, Distrito Federal, “50 Anos de Pennacchi”, realizada na Oscar Seraphico Galeria de Arte. Também em São Paulo, de uma exposição na Paulo Figueiredo Galeria de Arte.

 

 

 

Nos anos 80, faz diversas individuais em São Paulo, na Acedemus Galeria de Arte Decorações (1980); na Gerot Galeria (1981); na Galeria de Arte André (1984); na Academus Galeria de Arte Decorações (1985); na Galeria Grossman (1985) e também do evento “Pennacchi: 80 anos” realizada na Galeria Grossman, em São Paulo.

 

 

 

Também da individual na BEMGE (1986); no evento “Pennacchi: Sessenta Anos de Pintura” na Galeria de Arte André (1987); outra individual na Simões de Assis Galeria de Arte, em Curitiba em 1988 e a individual em São Paulo na Galeria Jacques Ardies. Em 5 de outubro de 1992, Pennacchi morre aos 87 anos de idade, deixando-nos diversas decorações em Mural, afrescos e um grande número de pinturas com temas populares, retratando camponeses, pescadores, as festas populares e imagens religiosas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=in=1

http://www.netsaber.com/biografias/ve_biografia_c_3400.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fulvio_Pennacchi

http://www.escritoriadearte.com/listarQuadros.asp?artista=38

http://www.ceca.org.br/Artes_Pennacchi.htm

http://www.portalartes.com.br/modernos/318-fulvio-pennacchi.html

http://www.espacoarte.com.br/obras/4657-natureza-morta

 

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