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Ibrahim Sued - Colunista Social - Jornalista


 

 

Ibrahim Sued foi um jornalista, colunista social brasileiro que ficou muito famoso pela televisão e principalmente pelos seus famosos bordões como "De leve", "Ademã que eu em frente", "Os cães ladram e a caravana passa" e "Olho vivo, que cavalo não desce escada", entre muitas outras, além de um jeito de falar diferente, parecendo que se conseguia atrapalhar-se sozinho ao dar uma notícia, seus gestos marcantes, além de uma figura muito elegante, uma mistura de malandro com a aristocracia.

 

 

Pelo próprio nome, Ibrahim era filho de imigrantes árabes, que nasceu numa família muito pobre que morava no bairro do Botafogo no Rio de Janeiro, em 23 de junho de 1924. Cresceu juntamente com a garotada da Tijuca e Vila Isabel e também quando cresceu morou em muitas pensões baratas de Copacabana. Estudou até concluir o antigo ginásio, e aos 17 anos de idade já começou a trabalhar numa loja, mas devido aos seus atrasos constantes, provavelmente acabou no olho da rua.

 

 

 Depois trabalhou fazendo outras coisas até conseguir um emprego de repórter fotográfico em 1946, onde fazia plantão nas redações de sete da noite a sete da manhã. Certa vez na televisão, numa entrevista, Ibrahim contou como adquiriu grande projeção como fotógrafo, e tudo começou no momento em que ele foi enviado para fotografar a visita do famoso general americano Dwight D. Einsenhower, quando de sua visita ao Brasil.

 

 

Num determinado momento, percebeu que algo diferente estava por acontecer, e como todo e esperto fotógrafo preparou a máquina e no momento que o político líder da UDN, Otávio Mangabeira fez um gesto dando a impressão de beijar a mão de Einsehower. Ibrahim não perdeu a oportunidade e conseguiu fotografar esse momento, que deu um bafafá daqueles, pois muitos críticos utilizaram a foto para combater a chamada "servilismo" brasileiro em relação aos Estados Unidos.

 

 

Até hoje essa foto é polêmica, pois para muitos a foto apenas cria uma "ilusão de ótica" devido ao ângulo que as duas pessoas estão posicionadas, e que na realidade Mangabeira estava apenas dando as mãos para Einsenhower. Ilusão ou não foi a partir de então que seu status como fotógrafo cresceu estupendamente, passou a trabalhar com Joel Silveira na revista Diretrizes e assim conhecer a nata da sociedade carioca e passou a frequentar as festas e as deliciosas piscinas do Copacabana Palace.

 

 

Como sempre, Ibrahim foi um homem muito elegante, bom de conversa e simpático com todos, logo angariou amizades, assim nos anos 40 começou a participar das boemias juntamente com Carlinhos Niemeyer, Sérgio Porto, Paulo Soledade e Heleno de Freitas, chegando inclusive a fundar com eles o famoso Clube dos Cafajestes. Por essa época passou a dar pequenas notas na seção "Vozes da Cidade" na recém-formada Tribuna da Imprensa do polêmico jornalista e político Carlos Lacerda, pouco tempo depois começou a escrever na coluna "Zum-Zum" na Vanguarda, onde passou a cada vez mais ganhar destaque e ficar conhecido.

 

 

Pouco tempo depois começou a fazer colunismo social na revista Manchete e depois em O Globo. No colunismo social, Ibrahim também passou a eleger as dez mais belas mulheres, as dez mais elegantes e as dez melhores anfitriãs da sociedade carioca, que eram sempre alvo de muita curiosidade, expectativa e também de muita polêmica, sempre aguardada pelas possíveis candidatas e pela society brasileira.

 

 

Esperto e atento como sempre, Ibrahim se inspirou nos famosos colunistas americanos e passou a fazer notas políticas e principalmente fazer comentários sobre as pessoas da alta sociedade que ele conhecia muito bem, e criando o seu estilo leve, irônico e com seu jeito peculiar de escrever misturando diversos bordões que ele foi criando com o passar do tempo, que se tornou leitura obrigatória nas altas camadas sociais. Quem não saia na coluna do Ibrahim era sinal de insignificância e mais tarde passou inclusive a dar conselhos de etiqueta aos maiorais, e com o decorrer do tempo começou a conviver com as personalidades mais famosas do Brasil e também do exterior.

 

 

Apesar de ser conhecido como um colunista social, Ibrahim também deixava bem claro as suas opiniões políticas publicando críticas corajosas como, por exemplo, quando da implantação do regime comunista em Cuba por Fidel Castro em 1959, assim como manifestando seu desagrado pela transferência da capital do Brasil para Brasília, mas por outro lado não hesitou em apoiar os governos militares durante a época da Ditadura, e em 1989, deu seu apoio total ao então candidato a presidência da República, Fernando Collor de Mello.

 

Ainda nos anos 50, começou a fazer parcerias compondo músicas com Mário Jardim que chegaram a ser gravada por nomes como Cauby Peixoto, Bill Far, Ester de Abreu e Neusa Maria. Em 1955, chegou a ser acusado de plagiar o samba "Decepção" que virou um quiproquó daqueles nos noticiários, mas não chegou a ser condenado. Em 1958, casou e promoveu um dos maiores eventos sociais daquele ano, assim como ganhou um programa chamado "Ibrahim Sued e Gente Bem", pela antiga TV Rio, onde ele entrevistava as pessoas famosas, mostrava filmes sobre eventos importantes e como sempre faziam os seus comentários geralmente com assuntos relacionados a alta sociedade da época.

 

 

Em 1965, Ibrahim é contratado pela TV Globo, onde ficou por quase dez anos, mostrando suas colunas ao vivo, sempre com seu estilo irônico e elegante. Em junho de 1974, o programa "Ibrahim Sued Repórter" saiu da grade da programação da Rede Globo devido aos jogos da Copa do Mundo na Alemanha e logo depois em agosto saiu definitivamente do ar, e Ibrahim passou a aparecer numa sessão dentro do programa Fantástico.

 

 

Na década de 80, Ibrahim comemorou os seus 30 anos de existência da sua coluna, realizada em junho de 1983, num evento grandioso que contou com a presença de pessoas ilustres e famosas como o jornalista Roberto Marinho, a ex-miss Brasil Marta Rocha e até o general Médici, entre mais de 1500 convidados, com direito a fogos de artifício, passistas de escola de samba, tudo ao estilo Ibrahim, ou seja, grandiosíssimo.

 

 

Outro acontecimento que marcou os anos 80 foi o casamento de sua filha Isabel Cristina, que foi considerado o maior evento da época, onde foram convidadas mais de quatro mil pessoas, com muita pompa e circunstância. Também recebeu uma homenagem da escola Acadêmicos de Santa Cruz durante o carnaval carioca de 1985, com o enredo "Ibrahim, De leve eu chego lá". Em 1993, resolveu deixar o jornalismo diário e passou a publicar apenas uma coluna aos domingos pelo jornal O Globo e também recebeu o título de Professor Emérito do Curso de Jornalismo outorgado pela Faculdade da Cidade do Rio de Janeiro.

 

 

 

Em 1 de outubro de 1995, Ibrahim Sued morreu aos 72 anos, no Rio de Janeiro e em 2004, ganhou uma estátua localizado em frente ao Hotel Copacabana Palace, na Avenida Atlântico, esculpida em bronze pelo artista Marcos André Salles. Recentemente foi divulgado a notícia que sua filha Isabel Sued está concluindo o filme contando a história do pai, intitulado "Ibrahim Sued, o repórter", um documentário que tem a co-direção de José Antonio Muller, ainda sem data de lançamento, até o fechamento desta matéria em fevereiro de 2012.

 

 

Livros

 

20 anos de caviar - 1972

O Segredo do meu Su... Sucesso - 1976

Aprenda a receber: Etiqueta - 1977

Nova Etiqueta - 1978

30 anos de Reportagem - 1983

Vida, Sexo, Etiqueta e Culinária (Do Rico e do Pobre) - 1986

 

 

Músicas em parceria com Mário Jardim

 

Amor em Paris

Amor não é Brinquedo

Ciúmes

Debutante

Decepção

Se um Dia

Solidão

Você e Eu

 

Vídeo

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ibrahim_Sued

http://memorialdafama.com/biografiasEI/IbrahimSued.html

http://www.dicionáriompb.com.br/ibrahim-sued

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/retrato/informacao-sem-rodeios

http://grandesnomesradioetv.multiply.com/photos/album/23

http://www.monumentodorio.com.br/rio/018/003.htm

 

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