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Artigos  - Inezita Barroso - Cantora - Atriz - Apresentadora - Instrumentista


 

 

No dia 4 de março de 1925, no bairro da Barra Funda, capital paulista, num domingo de carnaval nascia a pequena Ignez Madalena Aranha de Lima, que mais tarde ficaria conhecida como Inezita Barroso. Nascida em berço esplendido numa família aristocrática, a pequena Ignez desde cedo começou a se interessar pela cultura e principalmente pela música, coisas que talvez somente os cientistas e o DNA possa explicar, pois a sua família sempre foi musical e muitos tocavam instrumentos e cantavam.

 

 

Uma menina sapeca, gostava de correr, brincar com os seus amiguinhos, enfim uma verdadeira espevitada, que aos sete anos de idade já dedilhava algumas canções em seu viola e cantava para quem quisesse ouvir, mas o seu estudo musical, propriamente dita começou aos 11 anos quando entrou para um conservatório musical para estudar piano.

 

 

Ela fez os seus estudos na tradicional escola paulista, a Caetano de Campos e se formou em biblioteconomia pela Universidade de São Paulo, o que provavelmente aumentou ainda mais sua curiosidade sobre a cultura brasileira, mas a sua veia artística falou mais alta. Antes de começar sua carreira casou com o cearense Adolfo Cabral Barroso, com quem passou a viajar por todo o nordeste brasileiro e mais tarde, a convite de Evaldo Ruy, estreou oficialmente como cantora na Rádio Bandeirantes, em São Paulo.

 

 

Em 1950, também participou da transmissão de inauguração da TV Tupi e depois tornou-se cantora exclusiva da Rádio Nacional de São Paulo e depois na Record. Ainda por essa época iniciou sua carreira como atriz participando do filme “Ângela” sob direção de Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida e assim foi construindo uma sólida carreira. Em 1951, gravou o disco com as músicas “Funeral de um Rei Nagô” do folclore afro-brasileiro e “Curupira” uma canção amazônica pelo selo Sinter, disco de 78 rpm.

 

 

Em 1953, gravou outro disco contendo de um lado a música “Ronda” e de outro “Marvada Pinga” de Ochelsis Laureano e Raul Torres, que se tornou um grande sucesso e requisita a cantá-la até os dias de hoje, e também voltou a participar do filme “Destino em Apuros” sob direção de Ernesto Remani e “Mulher de Verdade” de Alberto Cavalcanti, entre outros, e por esse tempo recebeu o cobiçado prêmio Roquete Pinto como a melhor cantora de rádio, e o prêmio Guarani, além de outros que foi recebendo no decorrer de sua próspera carreira.

 

 

A partir de 1954 passou a atuar em programas folclóricos na TV Record de São Paulo, a fazer cinema, teatro, gravar discos e viajar sempre divulgando o folclore brasileiro. Nos anos 50, alguns artistas em visita pelo Brasil como Vittorio Gassman e Jean Louis Barrault, e outros, levaram seus discos para a Europa, onde foram divulgadas nas principais emissoras européias. Em 1958, Inezita grava a música “Lampião de Gás” do compositor Zica Bérgami e “Meu Limão, Meu Limoeiro”, uma música do nosso folclore e de domínio público, que se tornam também um dos grandes sucesso da nossa Inezita.

 

 

Nos anos 60, continuou sua atividade sempre com sucesso e em 1968, começou a participar de “Viola, Minha Viola”, juntamente com Moraes Sarmento. Depois quando Moraes deixou o programa Inezita assumiu o programa e assim vem mantendo até os dias atuais com verdadeira garra, mostrando o nosso folclore e os nossos cantores raízes de todos os cantos do Brasil.

 

 

Também apresentou no SBT um programa musical que levava seu nome, já virou enredo de várias escolas de samba, assim como desde a década de 80, passou a dar aulas de folclore, quando o tempo lhe permitia evidentemente, e recentemente recebeu o título de doutora Honoris Causa em Folclore Brasileiro. Assim foi, assim é, assim sempre será Inezita Barroso e falar dela é começar pra nunca mais poder parar, “êta viola que eu gosto...”.

 

 

Discografia Parcial

 

Funeral de um Rei Nagô / Curupira – 1951

Marvada Pinga / Ronda – 1953

O Canto do Mar / Maria do Mar – 1953

Taieiras / Retiradas – 1954

Moleque vardema ; Prece à São Benedito – 1955

Mineiro Tá me Chamando / Minha Terra – 1955

Estatutos de Boate / Ser Mãe é Dureza – 1956

Chimarrita-Balão / Quero Nana – 1956

No Bom do Baile / Nhô Locádio – 1957

Fiz a Cama na Varanda / Meu Limão, Meu Limoeiro – 1958

Lampião de Gás / Engenho Novo – 1958

Moda do Bonde-Camarão / Moda da Onça – 1960

Tatu / Pezinho – 1961

Nhô Leocádio / Prece a São Benedito – 1962

Cavalo Preto / Mineirinha – 1963

O Melhor de Inezita – 1968

Clássicos da Música Caipira I – 1969

Modinhas – 1970

Clássicos da Música Caipira II – 1972

Danças Gaúchas – 1974

Modas e Canções – 1975

Inezita em Todos os Cantos – 1975

Inezita Barroso – 1977

Jóias da Música Sertaneja I – 1978

Inezita Barroso Canta e Evandro no Choro – 1979

Jóias da Música Sertaneja II – 1980

Inezita Barroso, a Incomparável – 1985

Seleção de Ouro – 1992

Alma Brasileira – 1993

Voz e Viola – 1996

Caipira de Fato – 1997

Voz e Viola II – 1998

Sou Mais Brasil – 2000

Hoje Lembrando – 2003

Ronda – Inezita Barroso – Revivendo – 2005

 

Clique na música desejada para escutar

 

 

Vídeo

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://www.dicionariompb.com.br/inezita-barroso

http://www.mpbnet.com.br/musicos/inezita.barroso/

http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia_c_4483.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Inezita_Barroso

 

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