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Jackson do Pandeiro - Cantor Nordestino - O Rei do Ritmo - Parte 1


 

 

No dia 31 de agosto de 1909, na cidade de Areia, próximo da cidade de Alagoa Grande, na região do brejo paraibano, uma estranha luz aparecia no céu do sertão. Era a chegada de José Gomes Filho, que mais tarde o Brasil inteiro conheceria como Jackson do Pandeiro.

 

 

Jackson era filho de uma cantora de coco, um ritmo muito comum na divisa entre Alagoas e Pernambuco, onde “coco” significa “cabeça”, de onde vêm as músicas que são cantadas com letras simples e dançadas como uma dança de roda, acompanhando a cantoria. Seu nome era conhecido como Flora Mourão, mas na realidade seu nome verdadeiro era Glória Maria da Conceição, e na época do nascimento de Jackson era tida como uma das mais requisitadas nas festas da cidade de Lagoa e geralmente tocava acompanhada por João Feitosa, o zabumbeiro.

 

 

Foi nesse ambiente de muita música, forró, coco, entre outras, que o pequeno José Gomes cresceu e dizem que aos oito anos de idade, vendo sua mãe triste ao ver que o zabumbeiro João Feitosa não aparecia, o pequeno filho pegou a zabumba e começou a tocar e dizem também que foi nesse dia que a sua mãe percebeu o talento do filho para o instrumento.

 

 

Outros, no entanto, dizem que Jackson queria era mesmo tocar sanfona, mas como o instrumento era muito caro, teve que contentar com o pandeiro que sua mãe lhe dera. Mas, isso são histórias ou estórias, poucos sabem.

 

 

Alguns anos mais tarde, por volta de 1922, José Gomes, pai de Jackson veio a falecer e com isso a mãe, Jackson e seus irmãos foram morar em Campina Grande, e nessa época fazia todo e qualquer serviço que aparecia, como entregar pão, engraxar sapatos, entre outras. E foi nessa época, que na feira de Campina Grande passou a ver os grandes emboladores de coco e também cantadores de viola, que lá tocavam para poder levar o seu sustento, que deixaram no pequeno José, uma impressão muito forte.

 

 

Com algum dinheirinho que sobrava, o pequeno José ia às vezes ao cinema para assistir os faroestes que ele tanto gostava. E numa dessas ficou encantando como o ator Jack Perry e durante as brincadeiras de garotos, de mocinho e bandido, o pequeno José passou a adotar o nome de seu ídolo e intitulava-se Jack.

 

 

Em 1922, arranjou um emprego como baterista no Clube Ipiranga e assim permaneceu por vários anos. Quando já estava com cerca de 30 anos de idade, resolveu formar uma dupla com José Lacerda, que era o irmão mais velho do cantor Genival Lacerda e nesse tempo passou a ser conhecido como Jack do Pandeiro.

 

 

Pouco tempo depois a dupla foi desfeita e ele foi para João Pessoa e lá continuou a se apresentar em diversos locais, foi criando novos amigos, e conseguiu um trabalho na Rádio Tabajara por onde permaneceu até em 1946.

 

 

Dois anos mais tarde, já morando em Recife conseguiu um trabalho na Rádio Jornal do Comércio, foi quando um dos diretores do programa sugeriu-lhe que ele trocasse o nome de Jack por Jackson do Pandeiro, pois esse nome dava mais sonoridade e causava uma melhor credibilidade ao ser anunciado pelo microfone da rádio.

 

 

Apesar de toda experiência e trabalhado em diversos lugares, Jackson somente conseguiu gravar o seu primeiro disco quando já estava com 35 anos de idade, em 1953. Por sorte, logo de cara emplacou o sucesso “Sebastiana” de autoria de Rosil Cavalcanti, e logo em seguida gravou “Forró do Limoeiro”, composto por Edgar Ferreira, que também se transformou num grande hit.

 

 

Pouco tempo depois numa rádio de Pernambuco conheceu Almira Castilho de Albuquerque, se apaixonou por ela e em 1956 acabou se casando e viveram assim até 1967. Durante essa época o casal fazia um grande sucesso junto, com Jackson cantando e Almira dançando, assim como participaram de diversos filmes.

 

 

O amor de Jackson por Almira era visível e nesses quase doze anos que viveram juntos, dedicou a ela diversas canções. Mas, como nada é eterno, aconteceu a separação. Tempos depois se casou novamente com a baiana Neuza Flores do Anjos com quem permaneceu até um pouco antes de sua morte.

 

 

O sucesso de Jackson o trouxera para o Rio de Janeiro e lá passou a trabalhar para a coqueluche da época, a famosa Rádio Nacional, e foi nesse momento que começou a estourar com os seus grandes sucessos, como “O Canto da Ema”, “Chiclete com Banana” e “Xote de Copacabana”, entre outros.

 

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