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Wassily Kandinsky - Pintor Russo - Parte 1


 

 

Kandinsky foi um famoso pintor russo e a ele é creditado como o autor da primeira pintura moderna abstrata. Nasceu como Wassily Kandinsky no dia 4 de dezembro de 1866, em Moscou, Rússia e passou uma parte de sua infância em Kyakhta, na Sibéria Oriental, onde seus pais viviam como produtores de chá.

 

 

Quando tinha cinco anos de idade em 1971, seus pais se mudaram para a cidade de Odessa, na Ucrânia, que no século XIX era considerada como a quarta maior cidade da Rússia Imperial. Por essa mesma época, seus pais se separaram e ele foi morar com uma tia, e onde começou a freqüentar a escola e também tomar aulas de desenho e aprender a tocar alguns instrumentos.

 

 

Mais tarde foi para a Universidade de Moscou para estudar Direito e Economia e nas horas de lazer continuava a se dedicar à pintura e a música, sem muitas pretensões. Depois se tornou se juntou a uma equipe etnográfica para estudar os costumes jurídicos das diversas comunidades ao norte da Rússia e acreditava ter sua vida dedicada ao que ele estudara na faculdade.

 

 

Foi nessa época também, que Kandinsky passou a ter contato com a riqueza cultura local que ele visitou, principalmente das aldeias, as topografia exuberantes e também as cores fantásticas que compunham vários cenários daquele local, o que deixou no jovem rapaz uma grande impressão e isso acabaria por marcar muito a sua vida futura.

 

 

Em 1892 começou a trabalhar como assistente na Universidade de Moscou e também nessa época casou-se com sua prima Anya Chimiakine. Tempos depois foi convidado para lecionar na Universidade Russa de Língua Alemã de Dorpat, mas ele não aceitou, pois preferiu se dedicar mais a sua arte, principalmente marcadas pela obras de Claude Monet que ele presenciara numa exposição expressionista em Moscou e também pelas óperas de Wagner, que ele assistiu no teatro de Moscou.

 

 

Esses dois acontecimentos despertaram em Kandinsky a descoberta de relações entre as cores e os sons, o que marcariam todo um conjunto de obras de sua vida. Para desenvolver sua arte mudou-se para a cidade de Munique, na Alemanha, pois naquela época era considerada a cidade artística da Europa. Lá passou a estudar com o pintor iuguslavo Anton Azbé, mas insatisfeito tentou por algumas vezes estudar com o professor Von Stuck. No começou foi rejeitado, mas depois aceito e assim permaneceu estudando até por volta de 1900.

 

 

Um ano mais tarde se juntou a uma associação de artistas conhecidos por “Phalanx” e assim fez várias exposições juntamente com outros colegas seus, também alunos do professor e entre eles estavam Stern, Hecker e Paul Klee, entre outros. Essas exposições continuaram até por volta de 1904, quando a associação acabou.

 

 

Algum tempo depois, por volta de 1909, Kandinsky começa a propor diversos projetos e também a pintar sobre vidro, com inspiração na cultura tradicional da Bavária, assim como se junta a um grupo de artistas conhecidos pela sigla NKVM, abreviatura de “Nova Associação dos Artistas de Munique”.

 

 

Com a cidade se tornando cada vez mais o centro da arte vanguardista da época, Kandinsky pinta o quadro “Composição II” onde consegue chamar a atenção da crítica especializada de Munique. Outras pinturas também começam a brotar refletindo emoções mais espontâneas.

 

 

Passado um ano ele conclui seu livro intitulado “Do Espiritual na Arte” e também começa a pintar as suas primeiras obras não figurativas, utilizando aquarela em formas abstratas. Apesar do livro não causar nenhum grande alvoroço no meio artístico, causou uma boa impressão principalmente aos jovens artistas na busca de novos conhecimentos.

 

 

Todas essas evoluções artísticas propostas por Kandinsky começaram a despertar crítica de seus próprios colegas da “NKVM”, que passaram a rejeitar suas obras, sob diversas alegações. Revoltado, Kandinsky deixa o grupo e em 1912, Kandinsky faz a sua primeira exposição individual, o que representou o ponto de partida para a sua arte abstrata.

 

Foto - Kandinsky e Gabriele Münter

 

Começa a trabalhar com afinco em pinturas abstratas e suas principais obras são expostas no “Primeiro Salão de Outono Alemão”, em Berlim. Pouco tempo depois eclode a Primeira Guerra Mundial e em 1914, Kandinsky foge e consegue chegar a Moscou junto com sua outra companheira, Gabriele Münter. Dois anos depois seu relacionamento com ela também acabaria.

 

 

Por volta de 1917, conhece Nina Andreewsky e se casa com ela e um ano depois nasceu seu filho Vsevdov, que acabou morrendo três anos mais tarde. Por esse tempo suas obras abstratas possuem uma tendência crescente para a geometrização de cada um dos elementos.

 

 

Nos anos seguintes até 1921, trabalhou também na pedagogia de arte e reforma de museus e também publicou seis longos ensaios que foram de 1919 a 1920, entre outras atividades culturais, bem como na organização de museus em diversas cidades russas. Em 1921 foi lecionar na Bauhaus, em Weimar, a convite de Walter Gropius.

 

 

Nessa época passou a se preocupar cada vez mais com os materiais próprios da pintura e os diferentes meios de ligação. Também se dedicou ativamente pelas aulas, fez sete exposições e, além disso, apresentou várias conferências e publicou diversos ensaios sobre as questões fundamentais relativas à pintura.

 

 

Alguns anos depois a Rússia começou a passar sob influência do partido bolchevista conduzindo a criação do chamado “realismo socialista”. Nessa época quadros de muitos artistas, entre Kandinsky foram retiradas dos museus e passaram a não ser mais apresentada na extinta União Soviética.

 

 

Mas, Kankinsky se negava a aceitar esses pressupostos socialistas e participou da “Primeira Exposição da Arte Russa”, em Berlim, onde além das pinturas realizou murais para a “Exposição de Arte sem Júri de Berlim”, causando um grande desagrado aos seus colegas pintores russos. Ainda em 1923, Kandinsky faz sua primeira exposição individual na cidade de Nova Iorque, chamando a atenção dos americanos para sua arte.

 

 

Em 1924 a Bauhaus é obrigada a fechar por motivos políticos em Weimar e nessa época Kandinsky funda juntamente com Paul Klee, Lyonel Feininger e Alexej Jawlensky o chamado “Die Blaue Vier”. Um ano mais tarde a Bauhaus reabre novamente em Dessau, e Kandinsky e Klee pedem a Gropius autorização para introduzir pinturas livres fazendo com que pudessem continuar suas investigações sobre a pintura. Nesse período Kandinsky e Paul Klee se tornam grandes amigos.

 

 

Em 1926, Kandinsky publica o seu segundo trabalho teórico denominado “Ponto e linha em relação à superfície”, assim como a Bauhaus em comemoração ao 60 anos de sua existência, dedica a ele o seu primeiro número de sua revista. Alguns anos mais tarde, Gropius é demitido da Bauhaus, que passa a ser dirigida por Hannes Meyer, entre 1928 a 1931, época que coincidiu com a aproximação dos estudantes com a política.

 

 

Nesse período Kandinsky e Klee sofriam ataques violentos de todos os lados, mas logo depois Meyer também foi demitido e no seu lugar tomou posse Ludwig Mies van der Roher, que transformou a Bauhaus numa escola voltada especialmente para a arquitetura, indo totalmente em sentido contrário às idéias de Gropius. Kandinsky e Klee passaram então a lecionar na Academia de Belas Artes de Dusseldórfia e aos poucos Kandinsky foi deixando a atividade de ensino.

 

 

Em 1933, Kandinsky se muda para Paris, onde esperava reencontrar seus velhos amigos, mas como isso não aconteceu ele ficou bastante desanimado, mas apoiado pela galerista Jeanne Bucher, Kandinsky retoma novamente seu entusiasmo e volta ao trabalho escrevendo em defesa da arte abstrata. Por volta de 1940, termina sua última e grande obra “À Volta do Círculo”.

 

 

Logo após, Kandinsky já começara a ficar bastante debilitado e só conseguia pintar pequenos cartões devido à arteriosclerose que tomava cada vez mais conta do seu corpo. Kandinsky morreu em Neuilly-sur-Seine, no dia 13 de dezembro de 1944, aos 77 anos de idade.

 

 

Kandinsky juntamente com Piet Mondrian e Kasimir Malevich faz parte do chamado “trio sagrado da abstração", sendo ele o mais famoso. Além de pintor, Kandinsky também deixou poemas brilhantes, abstratos, que faziam referência a cores e linhas, tais quais surgiam na percepção do artista e de sua genialidade.

 

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