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Katherine Hepburn - Atriz - Parte 1


 

 

A grande atriz Katherine Hepburn nasceu como Katharine Houghton Hepburn, em Hartford, em Connecticut, Estados Unidos, no dia 12 de maio de 1907, segunda de seis filhos de Norval Thomas Hepburn, um médico urologista que trabalhava no Hospital Hartford e de Katharine Martha Houghton, uma mulher forte, idealista que dirigiu a Associação Connectituct e lutou pelo sufrágio da mulher, e também pelo controle da natalidade juntamente com a famosa educadora sexual, enfermeira e ativista Margaret Sanger.

 

 

Desde criança sua mãe incutiu em seus filhos as virtudes como perseverança, coragem e independência, assim como encorajadas pelos pais a pensar e debater sobre qualquer assunto que desejassem, bem como lutar pelos obstáculos que encontrarem pela frente. Katherine sempre foi uma criança travessa, parecia até um garoto, gostava de cortar o cabelo curto e gostava de chamar-se a si próprio de Jimmy. Seu pai era um homem que gostava de colocar seus filhos no limite de suas mentes e corpos, e assim ensinou-lhes a nadar, correr, cavalgar, lutar e jogar tênis e golfe.

 

 

Em 3 de abril de 1921, seu irmão mais velho morreu, provavelmente cometendo um suicídio, que deixou Katherine muito abalada, afastando-se de outras crianças, deixou a Oxford School e passou a tomar aulas particulares. Por muitos anos ela utilizou a data do aniversário de seu irmão Tom, 8 de novembro, como sendo a sua própria. Somente em sua autobiografia “Me: Stories of My Life”, lançada em 1991, ela revelou a verdadeira data de seu nascimento.

 

Foto - Ludlow Odgen Smith e Katherine Hepburn

 

Em 1924, entrou no Bryan Mawr College e se formou em história e filosofia, mas estava determinada a ser uma atriz. Ainda por essa época conheceu Ludlow Ogden Smith, um empresário e socialite da Filadélfia e começaram um namoro que terminou em casamento no dia 12 de dezembro de 1928, e nesta época ela estava com 21 anos e ele com 29. Apesar de casada, Katherine nunca se dedicou muito ao casamento, dando prioridade sempre a sua carreira.

 

 

 Eles permaneceram casados oficialmente até 1934, quando se divorciaram, mas continuaram a serem amigos até a morte dele em 1979. Em sua autobiografia, Katherine muitas vezes expressa a sua gratidão a Smith por seu apoio financeiro e também pelo incentivo principalmente no inicio de sua carreira.

 

 

Depois de formar-se viajou para Baltimore para encontrar-se com Edwin H. Knopf, um dirigente teatral, que impressionado por sua determinação, colocou-a na peça “Czarina”, onde passou a ser bastante criticada, principalmente pela sua voz aguda, assim deixou a peça e foi estudar com um tutor de voz em Nova Iorque. Depois de passar por alguns tropeços conseguiu fazer sua estreia na Broadway em 12 de novembro de 1928, no Cort Theatre, mas o espetáculo durou apenas oito noites e acabou. Katherine continuou a procura de outras peças teatrais para trabalhar, mas nunca acertava, era criticada, e acabava sempre sendo demitida, até mesmo antes de iniciar a peça.

 

 

Em 1931, quando começou a participar da peça “The Animal Kingdom”, ao lado do famoso ator Leslie Howard, outra vez acabou sendo demitida, mas não desistiu de seu sonho e logo em seguida conseguiu um papel na fábula grega “The Warrior´s Husband”, que estreou em 11 de março de 1932, no Morosco Theatre, e pela primeira vez recebeu uma crítica positiva, chamando a atenção do agente de Hollywood Leland Hayward que conseguiu um teste nos estúdios da RKO.

 

Foto - Katherine e George Cukor

 

Mas Katherine não conseguiu impressionar com o teste, porém o teste acabou chegando às mãos do diretor George Cukor, que ficou impressionou e fê-la assinar um contrato temporário de três semanas, e assim passou a encabeçar o elenco da RKO, mesmo a contragosto do famoso produtor David O. Selznick.

 

 

Katherine fez sua estreia no cinema com o filme “A Bill of Divorcement”, um drama sob a direção de George Cukor, e atuando ao lado de John Barrymore, Billie Burke e David Manners, entre outros. O espetáculo chegou aos cinemas americanos em setembro de 1932 e Katherine recebeu boas críticos, assim como nascia um bom relacionamento profissional com o diretor George Cukor, e juntos ainda iriam fazer dez filmes.

 

 

Logo em seguida começou as filmagens de seu segundo filme, "Christopher Strong", sob a direção de Dorothy Arzner, produzido por David O. Selznick, que narra a história de um amor ilícito entre uma aristocrata inglesa e aviadora de 21 anos chamada Lady Cynthia Darrignton, interpretada por Hepburn, que se apaixona pelo homem fiel membro do Parlamento chamado Strong Christopher, protagonizado por Colin Clive, trazendo muito sofrimento para sua esposa e sua filha. O espetáculo chegou aos cinemas em março de 1933, não obteve um sucesso comercial, mas trouxe elogios a Katherine.

 

 

Logo após o encerramento das filmagens, começou a trabalhar em seu terceiro filme "Morning Glory", um drama que narra a história de uma jovem ingênua e aspirante atriz em sua jornada ao estrelato. O espetáculo teve a direção de Lowell Sherman e Katherine atuou ao lado de Douglas Fairbanks Jr e Adolphe Menjou, entre outros, e o filme estreou em agosto de 1933, e com este filme Katherine ganhou o seu primeiro Oscar como Melhor Atriz.

 

 

Voltou a filmar sob a direção de George Cukor no filme dramático "Little Women" baseado num clássico romance de mesmo nome de Louisa May Alcott, e contracenou com Joan Bennett, Paul Lukas, Jean Parker, Edna May Oliver e Henry Stephenson, entre outros, e o filme chegou aos cinemas em novembro de 1933 e se transformou num imenso sucesso de bilheteria e Hepburn ganhou o prêmio de Melhor Atriz no famoso Festival de Veneza.

 

 

Estranhamente, logo em seguida Katherine trabalharia no seu próximo filme, que é considerado por todos os críticos como sendo a pior de sua carreira. "Spitfire" narra a vida de dois engenheiros de uma barragem nas montanhas que se apaixonam por uma caipira local apelidada de "Spitfire", interpretada por Katherine Hepburn, que contracenou com Robert Young e Ralph Bellamy, entre outros. O espetáculo chegou aos cinemas em março de 1934 e Hepburn foi duramente criticada em sua atuação. Curiosamente, Katherine sempre manteve a imagem da personagem caipira deste filme em seu quarto durante toda sua vida e dizia que era para "manter-se humilde".

 

 

Ao final de "Little Woman", Katherine resolveu fazer outra peça na Broadway, pois nunca conseguira nenhum sucesso no teatro, e assim comprometeu-se a participar da peça "The Lake". Devido a diversos contratempos, sem muito ensaio, uma pobre direção entre outras, a peça acabou se transformando num fracasso e Katherine novamente duramente criticada. Após o fracasso no teatro e com o filme "Spitfire", Katherine voltou as filmagens de "The Little Minister", que também se transformou num fracasso de bilheteria, e depois vieram outros três filmes que também resultaram em insucesso. Os fracassos foram tantos que passou a ser rotulada em Hollywood como "veneno de bilheteria".

 

 

Mas, Katherine nunca foi mulher de desistir e ficar magoada com seus fracassos e assim logo depois conseguiu dar volta por cima com o filme "Alice Adams", um drama romântico da RKO, sob a direção de George Stevens, onde Katherine interpretava a personagem título, filha de família modesta, mas que sonhava um dia chegar a alta sociedade e assim inicia sua escalada ao seu sonho. O filme chegou aos cinemas americanos em agosto de 1935 e Katherine indicada ao Oscar de Melhor Atriz e o filme como Melhor Filme.

 

 

Inacreditavelmente a sorte de Katherine mudou novamente e ela passou a realizar mais quatro filmes que foram todos mal sucedidos e criticados. Para complicar ainda mais, passou a ter uma série de problemas em seu relacionamento com a imprensa, chegando a ganhar o apelido de "Katherine a arrogante", enquanto o público também ficava perplexo diante de seu comportamento infantil e muito impopular. Tentou disputar o papel de Scarlett Ohara em E o Vento Levou, mas foi recusado pelo produtor David O. Selznick. Por volta de 1936, começou um relacionamento com o empresário Howard Hughes que durou mais ou menos por dois anos.

 

 

Em 1937, trabalhou no filme "Stage Door" onde contracenou ao lado de Ginger Rogers, Adolphe Menejou, Gail Patrick e Constance Collier, entre outros, contando a história de várias aspirantes a carreira de atriz, que viviam juntas em uma pensão em Nova Iorque. O filme foi muito bem elogiado pela crítica, chegou a ser indicado ao Oscar como Melhor Filme, mas não obteve a bilheteria desejada, e novamente a culpa recaiu sob Hepburn, mas o estúdio não perdia as esperanças e confiança nela.

 

 

Assim sendo, em 1938, retornou na comédia "Bringing Up Baby" ao lado de Cary Grant, outro filme que também não chegou a ser uma grande bilheteria, provavelmente por empatia do público com Katherine, mas com o passar do tempo popularidade do filme começou a crescer e atualmente ela é vista na lista de os 100 maiores filmes de todos os tempos, bem como considerado com um dos mais engraçados de todos os tempos. Em 1990, o filme foi selecionado para sua preservação no National Film Registry da Library of Congress. Como se tudo isso não bastasse, ainda por essa década de 30, também começaram a correr boatos de que Hepburn era lésbica ou bissexual.

 

 

Depois de “Bringing Up Baby”, Katherine foi liberada de seu contrato com a RKO e passou a atuar corajosamente no cinema independente, e outra avalanche de fracassos tomou conta da vida de Katherine. Muitos autores chegam a afirmar de nunca ter visto uma atriz se tornar tão impopular com tanta rapidez e em tão pouco tempo. A carreira cinematográfica de Katherine entrou em declínio, e em vista disso deixou Hollywood e voltou para o teatro onde ela nunca se deu bem, e passou a ensaiar a peça "The Philadelphia Story", escrito por Philip Barry a pedido de Katherine.

 

 

A peça começou fazendo uma turnê pelos Estados Unidos, onde começou a receber críticas muito boas, e assim chegou a Cidade de Nova Iorque, no Shubert Theatre, em 29 de março de 1939, dando início a um imenso sucesso tanto de crítica quanto de bilheteria, perfazendo cerca de 417 apresentações e uma segunda turnê pelo país bem sucedida. Esse estrondoso sucesso no teatro abriu a volta triunfal de Katherine novamente a Hollywood, ao perceber que todos os grandes estúdios estavam interessados em comprar os direitos da peça.

 

 

Katherine logo percebeu que estava com a faca e o queijo nas mãos, e depois de várias propostas acertou com a Metro-Goldwyn-Mayer, com a condição de que ela fosse a estrela, o diretor George Cukor. Também queria Clark Gable ou Spencer Tracy para contracenar com ela, mas eles estavam indisponíveis no momento e o estúdio ofereceu James Stewart que foi aceito, e também escolheu o seu velho amigo Cary Grant para contracenar com ela.

 

 

Com tudo acertado deram início as filmagens com Katherine, Stewart e Cary Grant, entre outros. O filme chegou aos cinemas em dezembro de 1940, e se tornou um grande sucesso de bilheteria e de crítica, sendo indicado para seis Oscar daquele ano. O ator James Stewart ganhou o Oscar como Melhor Ator e o Donald Ogden Stewart como Melhor Roteiro e Katherine ganhou o prêmio New York Film Critics Circle Award por sua performance. Em 1995, o filme foi selecionado para sua preservação no United States National Film Registry.

 

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