Millôr Fernandes - Cartunista - Humorista - Escritor - Parte 1


 

 

Millôr Fernandes é um grande cartunista, humorista, dramaturgo, escritor, tradutor, entre outras, provavelmente um dos poucos escritores universais que o Brasil possui. Foi um dos fundadores do jornal "O Pasquim" e um ferrenho lutador pela liberdade. Escreve há muitos anos na revista "Veja" e se intitula enfim um escritor sem estilo.

 

 

Millôr nasceu como Milton Viola Fernandes, é um carioca da gema, nascido no dia 16 de agosto de 1923, mas somente registrado oficialmente no dia 27 de maio de 1924. Descobriu na adolescência que havia sido registrado erroneamente, graças a uma caligrafia duvidosa, como Millôr. Ele é filho de Maria Viola Fernandes e de Francisco Fernandes, que morreu pouco tempo depois de seu nascimento, em 1925. Ele era um imigrante espanhol, era engenheiro e morreu muito cedo, aos 36 anos de idade, somente.

 

 

Devido a sua morte prematura, a mãe de Millôr teve que sustentar seus quatro filhos, costurando dia e noite para colocar algo para comer dentro de casa. Apesar da pobreza, Millôr lembra que passou uma infância muito feliz ao lado de seus tios, primos e de sua avô, a italianíssima Dona Concetta de Napole Viola. Estudou numa escola pública, Escola Ennes de Souza, entre 1931 a 1935.

 

 

Nos tempos da escola adorava ler as histórias em quadrinhos, em especial, os gibis do "Flash Gordon". Talvez por influência de Alex Raymond começa a fazer os seus primeiros rabiscos e criar os seus próprios quadrinhos. Incentivado pelo seu tio Antônio Viola consegue ter seu primeiro trabalho publicado no "O Jornal", editado pelo órgão da imprensa do Rio de Janeiro e onde recebe o seu primeiro “tostãozinho”, cerca de 10 mil reis.

 

 

Em 1936, sua mãe morre aos 36 anos de idade fazendo com que a vida se tornasse ainda pior para Millôr e seus irmãos e eles vão para casa do seu tio Francisco, por parte da mãe, que era casado e tinha também quatro filhos.

 

 

Em 1938 começa a trabalhar entregando remédios em farmácias e drogarias, depois foi ser contínuo numa pequena editora, que na época editava uma pequena revista "O Cruzeiro". Com o tempo passou para a função de repaginador e factótum. Certo dia escreve uma crônica com o pseudônimo de "Notim" e ganha o concurso e passa a ser promovido para a revista "Cigarra" como arquivista.

 

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