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My Fair Lady - Peça Teatral e Filme - Parte 1


My Fair Lady surgiu inicialmente como um musical baseado na obra Pigmalião de George Bernard Shaw e estreou em 1956 na Broadway com um grande sucesso e estabelecendo desde então o recorde como a produção teatral musical de mais longo prazo da história, sendo quase que apresentada ininterruptamente há mais de 50 anos.

 

Foto - Gabriel Pascal

 

Tudo começou em meados de 1930, quando o produtor de cinema Gabriel Pascal adquiriu os direitos para produzir versões cinematográficas de diversas peças de George Bernard Shaw, incluindo Pygmalion, que ele levou para o cinema em 1938.

 

 

Pygmalion chegou ao cinema dirigido por Anthony Asquith e Leslie Howard, produzido por Gabriel Pascal, baseado na obra de Bernard Shaw e com roteiros de W.P.Lipscomb e Cecil Lewis. O elenco contou com Lesli Howard, Wendy Hiller, Wilfrid Lawson e Leueen McGrath, entre outros.

 

 

As músicas do filme ficaram ao cargo de Arthur Honegger e foi lançado nos cinemas do Reino Unido em 6 de outubro de 1938. O filme foi um sucesso de bilheteria e também de crítica, chegou a receber três indicações ao Oscar e ganhou uma como Melhor Roteiro. As indicações foram para Melhor Ator para Howard Lewis e Melhor Atriz para Wendy Hiller. Aindaem 1938, no Festival de Veneza, o ator Leslie Howard ganhou a Volpi Cup e o filme também recebeu uma indicação ao Mussolini Cup.

 

Foto - Bernard Shaw

 

Mas, como Bernard Shaw havia tido uma experiência amarga com o filme “The Chocolate Soldier”, baseada em sua peça “Arms and the Man”, recusou veemente a permitir que Pigmalião fosse adaptada para um musical, com medo de que o mesmo pudesse acontecer com ela.

 

 

Somente depois da morte de Bernard Shaw em 1950, Pascal solicitou ao compositor Alan Jay Lerner para escrever uma adaptação musical. Assim Lerner e seu companheiro Frederick Loewe logo começaram a trabalhar, mas depois de um tempo perceberam que eles haviam violado várias regras fundamentais para a construção de um musical.

 

 

Para eles a história principal não tinha uma história de amor, não havia nenhuma subtrama de história de amor ou secundária, e não havia um lugar de conjunto. Desiludidos e acreditando que a peça não pudesse ser transposta para um musical, os dois resolveram abandonar o projeto e os dois, Lerner e Loewe ficaram alguns anos separados.

 

 

Muitas outras pessoas também haviam tentado fazer uma adaptação de Pigmalião, como Oscar Hammerstein II e Richard Rodgers, mas no fim todos eles também acabaram por desistir e por um longo tempo se acreditou que uma adaptação a essa peça era praticamente impossível.

 

Foto - Rex Harrison e Julie Andrews

 

Depois da morte de Gabriel Pascal, Lerner voltou a pensar novamente em Pigmalião. Conseguiu se reunir novamente com Loewe e descobriram que o projeto anterior feito por eles não era tão estranho assim, precisaria somente de algumas poucas mudanças que na época eles não haviam percebido e então animadamente os dois voltaram escrever o espetáculo.

 

Foto - Rex Harrison e Julie Andrews

 

Também passaram a enfrentar problemas legais, mas depois de algum tempo, após muita luta, Lerner, Loewe e a MGM conseguiram que a Chase Manhattan Bank, que detinha os direitos musicais para Pigmalião acabasse por ceder-lhe os direitos.

 

Foto - Rex Harrison e Julie Andrews

 

Depois trabalharam na escolha do elenco e convidaram Noel Coward para interpretar o papel de Henry Higgins, mas ele não aceitou, então um dos produtores sugeriu Rex Harrison que topou a parada. Para o papel de Eliza Doolittle foi indicada Mary Martin, mas ela não aceitou e assim uma jovem atriz chamada Julie Andrews foi chamada para o papel.

 

Foto - Rex Harrison e Julie Andrews

 

As músicas ficaram a cargo dos experientes orquestradores Robert Russell Bennett e Phlip J. Lang, assim como passaram a pensar também em outros títulos para a peça como “Come to the Ball” e “Lady Liza”. Após diversas discussões acharam por bem colocar o nome da peça de “My Fair Lady”, fazendo uma alusão a uma canção de ninar chamada “London Bridge is Falling Down

 

 

A peça musical fez sua estréia off-Broadway em New Haven´s Shubert Theatre, em seguida o musical foi apresentado por quatro semanas no Teatro Erlanger na Filadélfia, com início em 15 de fevereiro de 1956. Pouco tempo depois ela finalmente estreou na Broadway no dia 15 de março de 1956, no Mark Hellinger Thetre na Cidade de Nova Iorque.

 

 

Depois disso a peça musical passou a ser apresentada em diversas outras localidades, até em outros países e assim permanece até os dias atuais, bem como passou a ganhar diversos importantes prêmios, que até hoje lhe são conferidas.

 

 

Em 1964, recebeu uma adaptação cinematográfica do musical de Lerner e Loewe, baseado na peça teatral, que por sua vez também fora baseada em Pigmalião de George Bernard Shaw. O filme recebeu a direção de George Cukor, produzido por Jack Warner, com roteiro de Alan Jay Lerner e a parte musical a cargo de Frederick Loewe e Alan Lerner Jay.

 

 

O filme contou no elenco novamente com Rex Harrison no papel de Henry Higgins, mas a surpresa ficou com a convocação de Audrey Hepburn, em vez de Julie Andrews para o papel de Eliza. A voz cantada de Hepburn teve de ser dublado por Marni Nixon que cantou todas as músicas, exceto em “Just You Wait” onde a voz de Hepburn foi deixada durante a parte tonal do coro da música, mas Nixon cantou a seção da ponte melódica.

 

 

Julie Andrews não foi convidada para o filme, mas acabou ganhando o Oscar como Melhor Atriz pelo filme Mary Poppins, neste mesmo ano. My Fair Lady contou ainda como a participação de Stanley Holloway como Alfred P. Doolittle; Wilfrid Hyde-White como o Coronel Hugh Pickering e Gladys Cooper como Mrs. Higgins, entre outros.

 

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