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Nélson Gonçalves - Cantor - Parte 1


 

 

Foi na cidade de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, que no dia 1 de junho de 1919, nascia aquele que seria conhecido em todo o Brasil, como um dos maiores cantores brasileiros e um dos recordistas de vendas de cópias, ficando somente atrás de Roberto Carlos. Seu nome, Antônio Gonçalves Sobral ou Nélson Gonçalves.

 

 

Sua vida ainda criança é cercada de certos fatos pitorescos, como citam alguns autores, que dizem que seu pai não era lá muito chegado ao trabalho, sendo assim, o velho Manuel, pai de Nélson, que tocava violino nas feiras-livres, fingia-se de cego e para arrecadar uns trocados, colocava o seu filho Antônio, que na época tinha por volta de seis anos, para cantar sobre um caixote.

 

 

Dizem também que quando era pequeno ganhou o apelido de Metralha, pois como era bastante gago, falava como que estivesse cuspindo uma porção de palavras ao mesmo tempo, parecendo uma metralhadora falante. Quando pequeno trabalhou como jornaleiro, engraxate, mecânico, polidor e tamanqueiro e aos 17 anos de idade, resolveu lutar boxe.

 

 

E como boxeador até que se deu muito bem, pois conseguiu conquistar o título de Campeão Paulista dos Meio-Médios, com um placar de 24 lutas por nocaute e ter perdidos somente duas, por pontos. Pouco tempo depois decidiu ser cantor e montou uma banda, e também resolveu tentar a sorte no programa de calouros de Aurélio Campos. Na primeira vez que tentou sua voz não saiu e acabou sendo reprovado. Na semana seguinte voltou novamente e tentou a sorte, mas desta vez tudo saiu a contendo, cantando a música “Chora Cavaquinho” de Dunga.

 

 

A sua apresentação chamou a atenção pela sua possante voz e pouco tempo depois já estava contratado pela PRA-5 e dizem que foi essa época, que os amigos aconselharam ele a mudar a utilizar o nome artístico para Nélson Gonçalves. Seu emprego na rádio não durou muito e logo foi dispensado, e foi trabalhar como garçom no bar de seu irmão, que ficava na Avenida São João, capital paulista. Foi nesta época que casou com Elvira Molla, com quem teve dois filhos.

 

 

Por volta de 1939, Nélson ainda com o sonho de ser cantor foi tentar a sorte novamente, desta no Rio de Janeiro, onde foi fez diversas tentativas em programas de calouros, inclusive com Ary Barroso. Dizem que o velho Ary aconselhou Nélson a voltar para São Paulo e continuar sua vida de garçom.

 

 

Decepcionado voltou para São Paulo, mas não desistiu de seu sonho em ser cantor e um tempo depois, em 1941, conseguiu gravar um disco em 78 rotações, a música “Se Eu Pudesse um Dia”, de Orlando Monella e Oswaldo França, e começou a trabalhar nele e até que foi bem recebido pelo público. Com o disco debaixo do braço, Nélson voltou ao Rio de Janeiro e mostrou ao pessoal da RCA Victor, que gostou e acabou contratando-o.

 

 

Pouco tempo depois em 1943, a música gravada por ele “Renúncia”, composta por Roberto Martins e Mário Rossi, chegava às paradas de sucesso. Isso abriu caminho para ele ser contratado como crooner do Cassino do Hotel Copacabana Palace e também um contrato com a Rádio Mayrink Veiga.

 

 

Nos anos 40 fez sucesso com diversas músicas como “Maria Bethânia”, “Normalista” e “Caminhemos”, entre outros tantos. Em 1952, já estava separado de sua primeira esposa e casou novamente com a cantora Lourdinha Bittencourt. Por essa mesma época conheceu aquele que seria o seu melhor parceiro, o compositor Adelino Moreira.

 

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