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Noel Rosa - Cantor - Compositor


 

 

Quando eu estava pesquisando sobre a vida de Noel Rosa encontrei na página do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, uma frase genial que diz: “Noel Rosa pode não ter sido o melhor compositor da chamada Época de Ouro da música popular brasileira (1930-1945), mas foi, decerto, o mais importante”, e acredito ser essa uma ótima definição deste sambista, cantor, compositor, bandolinista e violonista brasileiro.

 

 

Noel de Medeiros Rosa chegou ao mundo já cercado por alguns dramas e tragédias que iriam influenciar enormemente a sua obra. Quando a mãe estava no trabalho de parte, o médico teve de usar um instrumento que auxilia a saída da criança da barriga da mãe chamado fórceps e também nasceu com um desenvolvimento limitado em sua mandíbula que o incomodou toda sua vida, levando inclusive a fazer duas cirurgias reparadoras, sem muito efeito, da qual deixava muito envergonhado.

 

 

Chegou ao mundo no dia 11 de dezembro de 1910, no bairro de Vila Isabel, onde praticamente viveu toda sua vida, no Rio de Janeiro, numa família caucasiana de classe média. Filho de Manuel Garcia de Medeiros Rosa, um homem sempre às voltas com problemas financeiros, que fora um inventor frustrado, teve uma loja de roupas que acabou falindo, trabalhou como construtor e depois um funcionário público.

 

 

Tinha um caráter invejável por um lado, mas que também que lhe trouxe uma série de problemas, ou seja, tinha uma honestidade ao extremo que o levou a algumas desavenças com seus colegas de trabalho, e com isso passou poucas e boas, passou a ter depressão e internado numa clínica e acabou se suicidando em maio de 1935. Noel tinha um irmão mais novo chamado Hélio e sua mãe, dona Martha de Rosa Medeiros que sustentava a casa dando aulas particulares em sua casa, e assim conseguiu mandar seus filhos para a escola.

 

 

 Noel fez o grupo escolar perto de sua casa, depois o antigo ginásio no Colégio São Bento, no Rio de Janeiro e nos anos 30 chegou a cursar por dois anos a faculdade de medicina. Desde muito cedo aprendeu a tocar bandolim de ouvido, depois passou a tocar violão e isso abriu caminho para se tornar um boêmio, adorava uma cervejinha e de samba naturalmente.

 

 

Quando estava com 19 anos de idade, em 1929, juntamente com amigos de escola como Almirante, Braguinha, Henrique Brito e Alvinho, fundou o Bando de Tangarás, um conjunto musical inspirado logicamente por grupos famosos da época como Os Turunas Pernambucanos e Os Turunas da Mauricéia. O grupo chegou a gravar um disco pela Odeon e depois o grupo passou a contar também com Manoel de Lino, Sérgio Brito e os ritmistas Abelardo Braga e Daniel Simões, e por volta de 1933, o grupo se dissolveu.

 

 

Também foi por volta de 1929, que Noel começou a fazer as suas primeiras composições como a embolada "Minha Viola" e a toada "Festa no Céu", que foi gravado por ele posteriormente, mas seu primeiro sucesso foi o samba bem humorado "Com que Roupa?". Todas essas músicas foram gravadas por Noel paralelamente as suas atuações junto ao Bando dos Tangarás. Aos poucos começou a mostrar um talento extraordinário fazendo composições narrando as crônicas do cotidiano com uma visão muito humorada e crítica.

 

 

 Noel Rosa viveu num período que também coincidiu com a época de intenso crescimento do Rio de Janeiro, assim como o envolvimento de diversos acontecimentos importantes dentro do cenário brasileiro como, por exemplo, a revolução constitucionalista de São Paulo em 1932 e a chegada ao poder de Getúlio Vargas, entre outras. Apesar desses acontecimentos políticos importantes, as composições de Noel Rosa não tinham muito a ver com sua visão política.

 

 

Suas músicas são voltadas ao seu modo de vida, que envolviam a boemia, as festas, as mulheres, a convivência com diversas camadas sociais e os diversos acontecimentos pessoais que o marcaram profundamente, como as dificuldades financeiras de seu pai, a sua exagerada honestidade e seu suicídio, e também sua deformidade no rosto. A sua vida amorosa também renderam várias e boas composições e foi marcada principalmente por cinco mulheres.

 

Foto - Ceci

 

Foto - Lindaura chorando no túmulo de Noel

 

A primeira foi a sua namorada Clara, nos tempos de escola, depois Fina e Julinha que morava num modesto barracão na Penha. Em 1934, casou com Lindaura, sob a pressão das duas famílias e até da polícia, acusado de raptar a moça ainda de menor. Também por essa mesma época de seu casamento, envolveu-se com uma bailarina de um cabaré na Lapa chamada Ceci, e assim passou a conviver com as duas mulheres por certo tempo, até que Ceci trocou Noel pelo compositor Mário Lago, mas Noel viveu com Lindaura até a sua morte, e não tiveram filhos.

 

 

 Noel, como já dito anteriormente era um boêmio, adorava passar as noites no cabaré, beber, fumar e isso fez com que a sua saúde se declinasse cada vez mais e assim pegou tuberculose e ficou vários anos brigando com a doença até sua morte em 4 de maio de 1937, com apenas 26 anos de idade, deixando sua mulher Lindaura e sua mãe dona Martha. Alguns autores em seus artigos, como encontrado na página www.mpbnet.com.br/musicos/noel-rosa/ cita que Noel era muito tímido, recatado e sentia muita vergonha da deformidade em seu rosto, evitando inclusive comer em público, e somente se relaxava depois de algumas cervejas.

 

 

Também vivia sempre sem dinheiro e geralmente dependia do dinheiro que ganhava de sua mãe ou de algum ganho com suas composições, que ele acabava por torrá-las na boemia e com as mulheres. Segundo o e-book "Noel Rosa para Ler e Ouvir" de Eduardo A. de Vasconcelos, pela editora Barcarola e também presente no site da Google Livros, e baseado nos levantamentos realizados por João Máximo e Carlos Didier, foram encontradas 258 composições, porém acredita-se que existam outras músicas além dessas, pois Noel Rosa, assim como diversos compositores de sua época, vendiam suas músicas as outras pessoas.

 

 

Dentre as 258 músicas encontradas, várias são músicas tradicionais, outras operetas, paródias e até música instrumental, e muitas delas realizadas com diversos parceiros, sem nenhum critério de escolha, assim como quase a metade de suas músicas tem como tema as mulheres e o amor, e entre os diversos interpretes se destacam Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida.

 

 

Também é citada por vários autores a sua curiosa polêmico com outro compositor Wilson Batista, que também era outro boêmio, que num certo momento fez uma apologia do malandro em seu samba chamado "Lenço no Pescoço", mas Noel não gostou e respondeu com outro samba contestando, isso acabou gerando e réplicas e tréplica, e quem acabou ganhando com isso fomos nós com o surgimento de diversas músicas como "Feitiço da Vila" e "Palpite Infeliz", entre outras. Mais tarde, os dois se tornaram amigos.

 

 

Apesar de sua morte prematura, a vida de Noel é retratada em diversas bibliografias, filmes e peças teatrais, e em 2010, no centenário de seu nascimento, a GRES Unidos de Vila Isabel, o homenageou com o samba enredo "Noel: A Presença do Poeta da vila", de Martinho da Vila. Também foi homenageados pelo seu centenário com a exposição "Noel é 100", reunindo diversos caricaturistas que mostraram diversos desenhos de vários artistas, inclusive de Nássara, que também foi parceiro em "Poeta da Vila".

 

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Vídeo

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Principais Fontes Bibliográficas

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Noel_Rosa

http://www.mpbnet.com.br/musicos/noel-rosa/

http://www.dicionariompb.com.br/noel-rosa

http://books.google.com.br/books?id=k_arbvP-7xcC&printsec=frontcover&hl=pt-BR

Livro – Noel Rosa: para ler e ouvir – de Eduardo Alcântara de Vasconcellos

 

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