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Oduvaldo Vianna Filho - Dramaturgo - Ator


 

Foto - Deocélia, Vianinha e Oduvaldo Vianna

 

A história do grande dramaturgo, ator e diretor de teatro e televisão no brasileiro Oduvaldo Vianna Filho ou Vianinha, como também era conhecido, começa alguns anos antes de seu nascimento, quando o dramaturgo Oduvaldo Vianna separa-se da atriz Abigail Maia, com quem tinha duas filhas e se casa com Deocélia Vianna no dia 11 de março de 1935, e em 4 de julho de 1936, Vianinha chega ao mundo, e desde criança vai convivendo com o mundo cercado pelo amor pelo teatro de seu pai e sua mãe.

 

Foto - Vianinha e Oduvaldo

 

Na adolescência entra para a Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie, em São Paulo, mas larga a escola no terceiro ano, por volta de 1955, quando começa a atuar Teatro Paulista do Estudante, que na época era dirigido por Ruggero Jacobbi e por volta de 1956, ingressa no Teatro de Arena de São Paulo e começa a atuar em peças como “A Escola de Maridos”, “Dias Felizes”, “Só o Faraó Tem Alma”, “Marido Magro, Mulher Chata”, “Enquanto Eles Forem Felizes” e “Juno, o Pavão”, onde ganha o Prêmio Saci como Melhor Ator Coadjuvante.

 

 

Em 1958, Vianinha atua também na peça “Eles não usam Black Tie” de Gianfrancesco Guarnieri e depois começa a participar de seminários voltados a criação de textos relacionados com a realidade brasileira e em 1959, estreia com a sua primeira peça de sua autoria “Chapetuba Futebol Clube”, e com ela ganha o Prêmio Governador do Estado e da Associação Paulista dos Críticos Teatrais.

 

 

Por esse tempo o Brasil começa a passar por momentos de grande efervescência político-cultural e não muito satisfeito com sua atuação dentro do Teatro de Arena, Vianinha deixa o Arena e com o Teatro Jovem monta a peça “A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar”, que começa a percorrer as escolas, sindicatos, favelas e organizações de bairro, ganhando grande repercussão.

 

 

Começa a se aproximar mais ao grupo da União Nacional dos Estudantes, a UNE, e em 1961, cria o primeiro núcleo do Centro Popular de Cultura, a CPC, e juntamente com o cineasta Leon Hirszman e o sociólogo Carlos Estevam Martins, compõe a diretoria do CPC. Aliado com outros jovens intelectuais começam a se organizar para a criação de novo papel do artista dentro da arte, e assim interferir também no processo político do país, completamente comprometida com os trabalhadores, e nesse tempo escreve várias peças curtas como “Brasil Versão Brasileira”.

 

 

Em 1962, o CPC produz o filme “Cinco Vezes Favela” onde Vianinha atua num episódio sob a direção de Cacá Diegues, e em 1963, recebe o Prêmio Latino Americano de Teatro da Casa de Lãs Américas, de Havana, pela sua peça “Quartos Quadras de Terra”. Em 31 de março de 1964, um conjunto de eventos começam a acontecer, que culminam no dia seguinte em 1 de abril, com um golpe de estado encerrando o governo do então presidente João Goulart, momento esse que passou a ser conhecido por Golpe Militar de 1964, ou então pelos militares como a Revolução de 1964.

 

 

Uma das consequências desse golpe é a extinção do CPC, e então Vianinha começa a participar do Grupo Opinião, que inicia uma arte dedicada a protestar contra os militares que estão no poder, criando o Show Opinião, escrito em conjunto entre Vianinha, Armando Costa e Paulo Pontes, que começa a influenciar diversos setores artísticos.

 

 

Em 1965, Millôr Fernandes escreve a peça “Liberdade, Liberdade”, que critica a repressão imposta pelo regime militar de 64, e a primeira montagem ocorrem num teatro improvisado no Rio de Janeiro, no dia 21 de abril deste mesmo ano, sob a direção de Flávio Rangel, com Paulo Autran, Tereza Rachel, Nara Leão e Vianinha, entre outros, numa produção em conjunta com o Teatro Opinião e Teatro de Arena de São Paulo, com repercussão nacional e internacional onde até o New York Times descreveu como “mais ambicioso dos espetáculos de protesto”.

 

 

Por esse tempo Vianinha escreve juntamente com o poeta Ferreira Gullar a peça “Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come”, que chega aos palcos em 1966. Dois anos depois em 1968, o marechal Arthur da Costa e Silva comanda o país, e é desafiado pelos movimentos estudantis e artísticos por todo o país.

 

 

Dentro desse quadro acontece também o II Festival Internacional da Canção, onde duas músicas começam a chamar a atenção do país, “Pra não Dizer que não Falei de Flores” de Geraldo Vandré e “É Proibido Proibir” de Caetano Veloso. Essas duas músicas principalmente causam um grande alvoroço no Festival e repercute no Brasil inteiro. Vianinha atua na peça “A Saída, Onde fica a Saída?” e também escreve a peça “Dura Lex Sed Lex no Cabelo só Gumex”, e também consegue a primeira colocação com a peça “Papa Highirte” no Concurso de Dramaturgia do SNT, mas a peça é imediatamente censurada e ela seria somente encenada 11 anos depois.

 

 

Também escreve um artigo denominado “Um Pouco de Pessedismo não Faz mal a Ninguém”, na qual propõe aos artistas e intelectuais de teatro a se rebelarem contra a ditadura militar. Logo depois Vianinha e Paulo Pontes se desligam do Grupo Opinião para fundar o Teatro do Autor, e durante esse tempo escreve a peça “A Longa Noite de Cristal” e “Corpo a Corpo” em 1971. Também em 1969, Vianinha atua no filme “As Duas Faces da Moeda”, uma comédia sob a direção de Domingos de Oliveira, e em 1971, protagoniza o filme “Um Homem sem Importância” sob a direção de Alberto Salvá, onde Vianinha interpreta o personagem Flávio, um desempregado de 30 anos, que enquanto procura emprego dá de encontro com inusitados personagens alheios e seus objetivos.

 

 

 

Em 1972, Vianinha escreve a peça “Nossa Vida em Família” e nesse mesmo ano, no dia 30 de maio, morre o seu pai o grande inovador do teatro e rádio e cinema, Oduvaldo Vianna, aos 79 anos de idade. Por esse tempo o Teatro de Autor começa a encerrar suas atividades, assim como Vianinha começa a se afastar do teatro popular e direciona sua carreira principalmente para a televisão, e cria juntamente como Armando Costa, a série cômica “A Grande Família”, inspirada no sitcom americano “All in the Family”, pela Rede Globo de Televisão.

 

 

O programa se transforma num grande sucesso, sob a direção de Milton Gonçalves e Paulo Afonso Grisolli, com roteiros de Max Nunes, Vianinha, Armando Costa e Paulo Pontes, e  tem sua estreia em 26 de outubro de 1972, e paralelamente a televisão, Vianinha escreve a peça “Allegro Desbum” em 1973 e um ano depois começa a escrever a sua última peça teatral, “Rasga Coração”, já bastante debilitado por causa de um câncer no pulmão. A peça ganhou o concurso do SNT, mas foi também imediatamente censurado pela ditadura.

 

 

No dia 16 de julho de 1974, Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, morre no Rio de Janeiro, com apenas 38 anos de idade. Com a sua morte, Paulo Pontes assumiu o cargo de redator principal da “A Grande Família”, mas o clima de consternação na equipe foi tão grande que a série acabou sendo encerrada em 27 de março de 1975. Infelizmente Vianinha não pode ver as suas duas peças mais famosas “Allegro Desbum” e “Rasga Coração” serem encenadas.

 

 

A peça “Allegro Desbum” foi encenada em 1976 e “Rasga Coração” apresentado por José Renato por volta de 1977, e depois as duas peças ganharam diversas montagens no Brasil, em diferentes épocas. A mãe de Vianinha, Deocélia Vianna, morreu no Rio de Janeiro, em 2 de agosto de 1987.

 

 

Principais Peças Teatrais

 

Rasga Coração - 1974

Allegro Desbum - 1973

Nossa Vida em Família - 1972

Corpo a Corpo - 1971

A Longa Noite de Cristal - 1971

Papa Highirte - 1968

A Mão na Luva - 1966

Moço em Estado de Sítio - 1965

Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come - 1965

Opinião - 1964

Quartos Quadras da Terra - 1963

A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar - 1961

Chapetuba Futebol Clube - 1959

 

Vídeo

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=5929

http://pt.wikipedia.org/wiki/Oduvaldo_Viana_Filho

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/Vianinha.html

http://dramaturgos.multiply.com/photos/album/58

http://www.almanaquebrasil.com.br/personalidades-tearo-4876-vianinha.html

 

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