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Oduvaldo Vianna - Dramaturgo - Diretor - Roteirista


 

 

O dramaturgo, diretor, produtor e roteirista Oduvaldo Vianna nasceu na cidade de São Paulo, no bairro do Brás, em 27 de fevereiro de 1892, filho do professor Justiniano Vianna e de dona Leonor, e já aos 10 anos começava a mostrar suas tendências para a escrita, quando fundou com seu amigo de escola Afonso Schmidt um pequeno jornalzinho chamado Zig-Zag.

 

 

Depois passou a escrever para o órgão literário, humorismo e crítica denominada Aurora Paulista e aos 14 anos escreveu o livro de poesia "Hora de Angústia" e aos 17 anos já trabalhava como suplente de revisor no jornal Diário da Manhã, além de outros bicos como repórter e redator.

 

 

Entretanto, seu pai, o senhor Justiniano não via com bons olhos essas profissões do filho e assim fez com que o filho entrasse para a Escola de Odontologia de São Paulo, mas Oduvaldo logo descobriu que isso não combinava muito com ele e abandonou a escola e foi trabalhar como escriturário e bibliotecário no Instituto Bacteriológico, e continuava a colaborara com A Platéia, onde de vez em quando envia alguns contos.

 

 

Em 1914, já como jornalista foi para a Europa, alguns dizem que ele foi trabalhar como correspondente de guerra, mas outros afirmam que ele foi mesmo atraído por uma bela bailarina espanhola. Em 1915, já de volta para o Brasil começou a trabalhar como redator do jornal Diário da Noite e também nesse ano participou de concurso de comédia com a peça "Amigos de Infância" que acabou conquistando a terceira colocação.

 

 

Provavelmente empolgado com a conquista da colocação e a montagem de sua peça, largou tudo e foi para o Rio de Janeiro em 1916 resolvido a ser um dramaturgo, e também por essa mesma época outra peça sua chamada "Ordenança do Coronel" foi encenada em São Paulo. Mas, viver só de teatro não dava e assim para continuar sua atuação como dramaturgo, paralelamente começou a trabalhar para diversos jornais do Rio de Janeiro como A Razão e a Gazeta de Notícias, entre outras.

 

 

Foi também no Rio que ele passou a ter um contato mais direto com os intelectuais e as boêmias, e diversos caricaturistas, chegando a colaborar com eles em diversos artigos, e de alguma maneira isso fez com seu lado humorístico começasse a ficar mais acentuado em suas obras. Dizem que para conhecer melhor o teatro, pesquisava diversas funções de bastidores e se metia em tudo, principalmente na parte de carpintaria, por exemplo, que o amigo Lima Barreto apelidou de "rato de teatro". Em 1917, já bem conhecido no meio jornalístico e teatral passou a lutar pela regulamentação dos direitos autorais, e foi um dos co-fundadores da SBAT - Sociedade Brasileira de Autores Teatrais.

 

 

Mas, foi no ano de 1919, que sua vida como teatrólogo realmente teve um grande impulso quando nove de suas peças passaram a ser encenadas, incluindo "Amor de Bandido", "O Almofadinha", "O Clube dos Pierrôs", "Viva a República" e "Flor da Noite". Na década de 20, Oduvaldo, Viriato Corrêa e o empresário Nicolino Viggiani, fundam o Teatro Trianon considerado o mais importante desta época, e lá Oduvaldo apresentou três de suas peças, entre elas "Terra Natal".

 

 

Também por essa época fundou com a atriz Abigail Maia, com quem era casado na época, a Companhia Abigail Maia, e fizeram turnês ao sul do país, Montevidéu e Buenos Aires com a peça "Última Ilusão", e considerado com a primeira companhia de teatro brasileiro a conseguir ultrapassar as nossas fronteiras. De volta ao Brasil, dirigiu a Companhia Brasileira de Comédias e depois foi para a Companhia Brasileira de Espetáculos Modernos onde passou a dirigir suas próprias peças como  "Sorrisos de Mulher", assim como passou a escrever para o grande ator Procópio Ferreira, em peças como "O Vendedor de Ilusões", "Feitiço", "Segredo", "Mas que Mulher!" e "Fruto Proibido".

 

Foto - Dom Helder Câmara - Aloísio Chaves

Oduvaldo Vianna e Provenzzano

 

Por essa época o cinema no mundo inteiro iniciou sua grande expansão, afetando diretamente o mercado teatral e em sua defesa, Oduvaldo passou a dirigir a Companhia Brasileira de Sainetes Abigail Mail - Raul Roulien, onde começa a apresentar diversas peças, inclusive estrangeiras, a maioria delas traduzidas e adaptadas por ele, mas isso não foi o suficiente para salvaguardar o teatro. Por esse tempo deixou um pouco o teatro e passou a se interessar pela essa nova onda, o cinema, e em 1929, Oduvaldo foi para os Estados Unidos estudar as técnicas do filme sonoro e sua viabilidade no Brasil.

 

Foto - Joel Silveira e Oduvaldo Vianna

 

Ao voltar para o Brasil, passou a introduzir algumas técnicas do cinema e espetáculo da Broadway, através da Companhia Brasileira de Espetáculos Modernos e lançou a revista teatral "Diz Isso Cantando" na qual foi lançado o samba "Boneca de Piche" de Ary Barroso e o musical "Um Tostãozinho de Felicidade". Em 1933, consagrou-se no teatro com a peça "Amor" que foi encenada pela Companhia Dulcina Durães Odilon, e que ele próprio dirigiu. Por essa época suas perspectivas passaram a serem direcionadas também para o cinema , apesar de continuar firmemente ligado ao teatro e dirigir a Escola de Teatro Martins Pena, na metade da década de 30. Oduvaldo consegue anular seu casamento com Abigail e casa-se com Doecélia, em 11 de março de 1935, com quem teve o filho Vianinha.

 

Foto - Oduvaldo e Vianinha

 

Foto - Deocélia Vianna

 

Em 4 de julho de 1936, nasceu seu filho Oduvaldo Vianna Filho, que mais tarde ficaria também como Vianinha, e assim como o pai tornaria um dramaturgo, ator e diretor do teatro brasileiro de grande consagração nacional. Também nesse mesmo do nascimento do filho, Oduvaldo escreveu o roteiro e dirigiu o filme "Bonequinha de Seda", considerado um clássico do cinema brasileiro e também escreveu para alguns outros filmes e na década de 40 vai para o rádio onde começou a escrever diversas radionovelas que ficaram famosas como "Pensão Familiar do Beco do Paraíso", "Encontro com a Morte" e "Obrigado, Doutor", entre outras tantas.

 

Foto - Deocélia, Vianinha e Oduvaldo Vianna - familia Vianna

 

Em 1946, tentou entrar na política candidatando-se para Deputado Federal por São Paulo, pelo Partido Comunista Brasileiro, e conquistando a primeira suplência, mas nunca chegou ocupar o cargo, pois logo depois o PCB foi colocado na ilegalidade e todos seus parlamentares cassados. Começaram as perseguições aos artistas e acabou sendo demitido em 1953, das Emissoras Associadas, mas dois anos depois, Assis Chateaubriand convidou para assumir a direção da TV Tupi do Rio de Janeiro, onde permaneceu somente por quatro meses.

 

Foto - Ismênio dos Santos - Oduvaldo Vianna e Eurico Silva na Rádio Nacional

 

 No ano seguinte foi para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde trabalhou como produtor, ensaiador e roteirista de radio teatro e também lançou mais de 20 radionovelas. Por volta de 1964, Oduvaldo Vianna e mais diversos outros artistas e profissionais começaram a serem perseguidos pela ditadura e tendo seus direitos políticos cassados, apesar disso, suas radionovelas continuaram a serem apresentadas, omitindo-se naturalmente a autoria. Por essa época, Oduvaldo Vianna alguns de seus textos e obras começaram a serem adaptadas para a televisão, entre os quais "Marcados pelo Amor", "Renúncia" e "Fatalidade" na década de 60. Em 30 de maio de 1972, Oduvaldo Vianna falecia no Rio de Janeiro, aos 79 nos de idade.

 

 

Filmografia Parcial

 

Amigos de Infância - 1916 - Teatro

Amor Bandido - 1919 - Teatro

O Almofadinha - 1919 - Teatro

O Clube dos Pierrots - 1919 - Teatro

Viva a República - 1919 - Teatro

Terra Natal - 1920 - Teatro

A Casa do Tio Pedro - 1920 - Teatro

Manhãs de Sol - 1921 - Teatro

A Vida é um Sonho - 1921 - Teatro

O Castagnaro da Festa - 1928 - Teatro

Diz isso Cantando - 1928 - Teatro

O Vendedor de Ilusões - 1931 - Teatro

O Homem que Nasceu duas Vezes - 1931 - Teatro

Feitiço - 1931 - Teatro

Bonequinha de Seda - 1936 - Cinema - direção e roteiro

El hombre que nació dos veces - 1938 - cinema argentino - direção e roteiro

Quase no céu - 1949 - cinema - direção e roteiro

Teatro hogareño - 1955 - cinema - baseado na obra de Oduvaldo Vianna e Oscar Wilde

Marcados pelo Amor - 1964-1965 - telenovela - TV Record - baseado na obra de Oduvaldo Vianna

Renúncia - 1964 - telenovela - TV Record baseado num texto de Oduvaldo Vianna

Fatalidade - 1965 - telenovela - TV Tupi - baseado na radionovela de Oduvaldo Vianna de 1947

Fonte - wikipedia

 

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Oduvaldo_Viana

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/

http://www.funarte.gov.br.brasilmemoriadasartes/acervo/familia-vianna/

http://www.spescoladeteatro.org.br/enciclopeida/index.php/Oduvaldo_Vianna

http://memorialdafama.com/biografiasMP/OduvaldoVianna.html

 

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