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Olavo Bilac - Poeta - Jornalista - Tradutor


 

 

Olavo Bilac nasceu como Olavo Brás Martins Bilac, no Rio de Janeiro, no dia 16 de dezembro de 1865, filho de Brás Martins dos Guimarães Bilac e de Delfina Belmira dos Guimarães Bilac, e desde criança se mostrou estudioso, além de muito aplicado na escola, e conseguindo aos 15 anos de idade, ingressar no curso de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e segundo consta, mais para satisfazer ao pai que era médico, do que propriamente pela sua vontade.

 

 

Durante o tempo escolar, passou também a trabalhar como redator da Gazeta Acadêmica e existem muitos relatos de que Olavo não chegou a concluir o curso de Medicina devido a sua necrofilia, ou seja, uma atração mórbida pelos cadáveres. Segundo algumas fontes, existem alguns depoimentos de seu tempo na escola, as quais muitas delas foram tentadas a abafar, que ele mantinha relações sexuais com os cadáveres da faculdade. Mas, legalmente e oficialmente não existem provas que comprovem esses fatos.

 

 

O que se sabe ao certo é que Bilac não chegou a concluir a Medicina e nem o curso de Direito, e passou a trabalhar como jornalista, além de gostar de poesia e também a freqüentar a famosa boêmia carioca e suas rodas literárias. Aos poucos foi criando uma projeção no meio jornalístico e também como poeta, e fazendo contato com a nata intelectual e política daquela época, que acabaram por conduzi-lo a assumir a cargos públicos, como inspetor escolar e também membro do Conselho Superior do Departamento Federal.

 

 

Conseguiu publicar o seu primeiro soneto denominado “Sesta de Nero” no jornal Gazeta de Notícia em 1884, chegando a receber elogios do poeta e cronista Arthur de Azevedo. E vejam só que curioso, pois Olavo Bilac também foi um pioneiro, ou seja, considerado como o primeiro motorista do Brasil a sofrer um acidente automobilístico, quando perdeu o controle de seu carro e bateu fortemente numa árvore na Estrada da Tijuca, no Rio de Janeiro.

 

 

Por volta de 1891, acabou sendo preso por quatro meses na Fortaleza do Laje, no Rio de Janeiro, devido as suas idéias políticas contrárias ao do então presidente da república Floriano Peixoto. Conta-se que o grande amor de Bilac foi a senhorita Amélia de Oliveira, irmã do poeta Alberto de Oliveira, considerado um dos grande líderes do Parnasianismo brasileiro, ao lado de Bilac e Raimundo Correia.

 

 

Consta que eles chegaram a ficar noivos, mas o romance logo acabou, por intrigas do irmão da noiva, que o considerava como um poeta sem futuro. Logo depois ficou noivo de Maria Selika, filha do violinista Francisco Pereira da Costa, mas também esse romance não deu certo e acabou, e depois nunca mais quis saber de casamento, e viveu sozinho pelo resto de sua vida.

 

Foto - Olavo Bilac - Alberto de Oliveira - Raimundo Correia

 

Em 1907, escreveu a letra do Hino à Bandeira Nacional e neste mesmo ano foi eleito pela revista Fon-Fon como “Príncipe dos Poetas”, juntamente como Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, ficando os três conhecidos por “Tríade Parnasiana”. Em 1917, recebeu o título de professor honorário da Universidade de São Paulo e pouco tempo depois morria, aos 53 anos de idade, no dia 28 de janeiro de 1918, no Rio de Janeiro.

 

 

Olavo Bilac, além de ser conhecido como o letrista do Hino à Bandeira, também ficou famoso pela sua literatura infantil, e também um grande defensor da participação cívica e do serviço obrigatório militar. Era um republicano e nacionalista convicto e também membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896, e ocupou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias, assim como um dos maiores defensores da abolição da escravatura.

 

 

 

Primavera

 

Ah! quem nos dera que isso, como outrora,

linda nos comovesse! Ah! que nos dera

que inda juntos pudéssemos agora

ver o desabrochar da primevera!

 

Saímos com os pássaros e a aurora,

e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,

sentavas-te sorrindo, de hora em hora:

“Beijemo-nos! amemo-nos! espera!”

E esse corpo de rosa recendia,

e aos meus beijos de fogo palpitava,

alquebrado de amor e de cansaço...

A alma da terra gorjeava e ria...

Nascia a primavera... E eu te levava,

primavera da carne, pelo braço!

 

 

Principais obras de Olavo Bilac

 

Antologia poética

Através do Brasil

Poesias – 1888

Crônicas e novelas -1894

Crítica e fantasia – 1904

Conferência literária – 1906

Contos Pátrios

Tratado de versificação – 1910

Dicionário de rimas – 1913

Hino à Bandeira

Ironie e piedade, crônicas – 1916

Língua Portuguesa, soneto sobre a língua portuguesa

Livro de Leitura

Tarde – 1919

Teatro Infantil

 

 

Traduções para o Português

 

Max und Moritz - de Wilhelm Busch

com o título de Juca e Chico

 

 

 

Hino à Bandeira Nacional

 

Letra de Olavo Bilac

Música de Francisco Braga

 

Salve, lindo pendão da esperança,

Salve, símbolo augusto da paz!

Tua nobre presença à lembrança

A grandeza da Pátria nos traz.

 

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil.

 

Em teu seio formoso retratas

Este céu de puríssimo azul,

A verdura sem para destas matas,

E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

 

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

 

Contemplando o teu vulto sagrado,

Compreendemos o nosso dever;

E o Brasil, por seus filhos amado,

Poderoso e feliz há de ser.

 

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

 

Sobre a imensa Nação Brasileira,

Nos momento de festa ou de dor,

Paira sempre, sagrada bandeira,

Pavilhão da Justiça e do Amor!

 

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

 

Vídeo

O artista Eliezer Setton participando do programa Sr. Brasil

ao de Rolando Boldrin fazendo uma curiosa interpretação

envolvendo o Hino à Bandeira

 

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://pensador.uol.com.br/autor/olavo_bilac/

http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u166.jhtm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Olavo_Bilac

http://www.aindamelhor.com/poesia/poesias13-olavo-bilac.php

http://www.brasilescola.com/historiab/hinobandeiranacional.htm

 

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