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Orlando Silva - O Cantor das Multidões


 

 

Muitos o citam como o mais perfeito cantor popular do Brasil, outros como o mais perfeito do mundo, mas sejam quais forem os adjetivos a Orlando Silva, inegavelmente ele é "O Cantor das Multidões" como foi chamado em seu tempo. Nasceu como Orlando Garcia da Silva, em Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro no dia 3 de outubro de 1915, e era filho de peixe. Seu pai, José Celestino da Silva era um excelente violinista que chegou a integrar o conjunto Oito Batutas e também era operário da Estrada de Ferro Central do Brasil.

 

 

Quando o pequeno Orlando era ainda um bebe contraiu a famosa gripe espanhola e acabou morrendo quando o pequeno Orlando tinha apenas três anos de idade. Apesar de uma infância pobre, sua mãe dona Balbina Garcia conseguiu que Orlando e seus irmãos estudassem. Orlando trabalhou como entregador de marmitas, operário, aprendiz de cortador de calçados e entregador de encomendas, mas nunca chegou a estudar música ou canto.

 

 

Curiosamente, ao que parece Orlando estava mesmo predestinado a ser cantor, pois segundos diversos autores, tudo começou com um acidente ocorrido em 1932, quando ele perdeu parte de seu pé ao cair de um bonde em movimento e assim um bom tempo internado no hospital Souza Aguiar, com fortes dores, a tal ponto dos médicos aplicarem morfina para aliviar sua dor. Ao sair do hospital, Orlando teve de passar grande parte em sua casa e andando de muletas, e sem poder trabalhar. Assim passava as horas ouvindo rádio, decorando as letras das canções de sucesso da época.

 

 

Logo depois passou a trabalhar como cobrador de ônibus, pois era uma profissão em que ele podia exercer sentado. Segundo o site do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, Orlando vivia a cantarolar no ônibus, e assim por sugestão do motorista começou a se apresentar num circo em frente à empresa. O filho do dono da empresa, impressionado com a voz de Orlando tirou-o do ônibus e colocou fazendo serviço de escritório. Depois ele foi levado à Rádio Cajuti e ensaiou com o violinista Brito um número para ser apresentado ao diretor da rádio, mas depois de quatro tentativas frustradas sem ser ouvido, acabou sendo descoberto pelo compositor Bororó que o apresentou ao cantor Francisco Alves.

 

 

Num outro texto, porém, de autoria do jornalista Álvares da Silva, para a revista O Cruzeiro de 17 de outubro de 1959, postado no site www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/17101959/171059_2.htm conta outra versão, que diz que certo dia, o vizinho Luis Pimental que o apresentou a Luís Barbosa, que o levou para ser ouvido pelo diretor da Rádio Cajuti e toda vez Orlando ficava apenas esperando por uma entrevista com ele, mas nada acontecia e numa dessas vezes ficou a espera do técnico de som e passou a cantarolar numa das salas, quando o compositor Bororó ouviu Orlando cantando e ficou admirado. Apresentou Orlando ao maior cantor da época, Francisco Alves, e com a ajuda dele iniciou sua carreira, cantando em seu programa na Rádio Cajuti.

 

 

Independentemente de quem esteja certo ou errado, o que se sabe de concreto é que Orlando Silva gravou seu primeiro disco pela gravadora Columbia, tendo de um lado o samba "Olha a Baiana" de Kid Pepe e Germano Augusto e do outro a marcha "Ondas Curtas" de Kid Pepe e Zeca Ivo, que foi lançada no carnaval de 1935.

 

 

O sucesso destas músicas levou Orlando a atuar na Rádio Transmissora em março de 1935, e logo mais Francisco Alves conseguia para ele um contrato com a gravadora RCA Victor, onde gravou um disco contendo as músicas "No Quilômetro 2" de J. Aimbere e "Para Deus Somos Iguais" de J. Cascata e Jaime Barcelos. Continuou a gravar as músicas chegando inclusive a participar do filme "Cidade-mulher" onde aparecia cantando a marchinha de Noel Rosa, que dava título ao filme.

 

 

Em 1936, já estava na Rádio Nacional e fazendo sucesso com "Caprichos do destino" de Pedro Caetano e Claudionor Cruz e sua popularidade não parava de crescer. Em 1937, em São Paulo, no bairro do Brás, em frente à sacada do Teatro Colombo, Orlando Silva conseguiu reunir cerca de 10 mil pessoas para ouvi-lo cantar e foi nessa ocasião que o locutor Oduvaldo Cozzi chamou pela primeira vez de "O Cantor das Multidões", título esse que nunca mais o deixou.

 

 

Ainda em 1937, fez sucesso com a valsa "Aliança Partida", "Amigo Leal", "Boêmio" e também foi o primeiro cantor a gravar o samba "Carinhoso" de Pixinguinha e João de Barro, onde também aparecia outro sucesso "Rosa", música preferida de sua mãe e após a morte dela ele nunca mais a cantou. Em 1938, fez sucesso com "Abre a Janela", "Nada Além", "Meu pranto ninguém vê" e "Errei, erramos", entre outras e também participou do filme "Banana da Terra" onde interpretou a marchinha "A Jardineira", de Benedito Lacerda e Humberto Porto.

 

 

Em 1939, foi a vez de "Meu Console é Você", "Dá-me Tuas Mãos", "Sertaneja", "Maria, Maria", "Em Pleno Luar" e "Curare", composição de Bororó. Nos dois anos seguintes fez sucesso com "Eu te Amo", "Perdão Amor", "Mentirosa", "Lágrimas de Caboclo" e "Faixa de Cetim". Por volta de 1942, a carreira de Orlando Silva começa a entrar em declínio, com desentendimentos amorosos, brigas com a direção da RCA e sua transferência para a Odeon, entre outras.

 

 

Alguns autores tentam explicar a causa desse declínio. Segundo o site www.almacarioca.com.br/osilva.htm, por volta de 1942, Orlando teve uma séria complicação para tratar seus dentes, onde passou a sofrer de dores horríveis devido a uma gengivite ulcerativa necrosante aguda, considerada como uma das piores dores de serem suportadas, e sem recursos médicos na época para esse tratamento, começou a usar drogas como morfina para aliviar a dor, mas como é de conhecimento de que a droga acaba causando dependência e ataca os nervos periféricos.

 

 

Também narra que sua voz começou a mudar por causa do tratamento dentário, quando obrigado a extrair os dentes da arcada superior, que contribuiu enormemente para afetar sua voz. Quando isso começou a acontecer, muitos boatos começaram a sair dizendo que Orlando estaria envolvido com bebida, drogas e mulheres. Somente após a sua morte a verdade veio a tona e tudo causado pela dependência de morfina adquirida com os seus problemas dentários.

 

 

Entre 1943 a 1947, gravou músicas como "Duas Vidas", "Podes Mentir" "Estrela Dalva", "Tudo é possível", "Quando Dois Destinos Divergem", "Canção do Trabalhador Brasileiro", "Pássaro Cativo", "Eterno Castigo" e "Saudade", de Dorival Caymmi e Fernando Logo. Em 1945, rescindiu seu contrato com a Rádio Nacional e em 1947, passou a viver com Maria de Lourdes com quem viveu até o final dos anos 70, quando Orlando morreu. Continuou a gravar até vários discos até o início dos anos 60, depois praticamente caiu no anonimato até ressurgir entre 1975, onde seu nome voltou novamente a ser noticiado e gravou vários números musicais para o programa "Brasil Especial" pela Rede Globo sob a direção de Augusto Cesar Vanucci.

 

 

Logo depois sua saúde começou a deteriorar rapidamente e acabou falecendo no dia 7 de agosto de 1978, aos 62 anos de idade, no Rio de Janeiro, vítima de um ataque cardíaco. Em 1993, dois CDs foram lançados com alguns de seus sucessos e em 1995, a BMG lançou mais três CDs, com gravações originais dos seus tempos áureos, 1935 a 1942. A partir de então de tempos em tempos tem surgido novos lançamentos contendo antigos sucessos seus.

 

 

Alguns de seus Sucessos

 

1937 - Amigo leal - Aldo Cabral e Benedito Lacerda

1937 – Carinhoso - João de Barro e Pixinguinha

1937 - Juramento falso - J. Cascata e Leonel Azevedo

1937 - Lábios que beijei - J. Cascata e Leonel Azevedo

1937 - Meu romance - J. Cascata

1937 – Rosa - Otávio de Sousa e Pixinguinha

1938 - Caprichos do destino - Claudionor Cruz e Pedro Caetano

1938 - Errei, erramos - Ataulfo Alves

1938 - Meu consolo é você - Nássara e Roberto Martins

1938 - Nada além - Custódio Mesquita e Mário Lago

1939 - A jardineira - Benedito Lacerda e Humberto Porto

1939 - Mal-me-quer - Cristóvão de Alencar e Newton Teixeira

1939 - Número um - Benedito Lacerda e Mário Lago

1939 – Sertaneja - René Bittencourt

1940 – Curare - Bororó

1940 – Súplica - José Marcílio e Otávio Gabus Mendes

1942 - Aos pés da cruz - Marino Pinto e Zé da Zilda

1942 - Lero-lero - Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão

1942 - Quero dizer-te adeus - Ary Barroso

1944 - Atire a primeira pedra - Ataulfo Alves e Mário Lago

1945 – Brasa - Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues

1947 – Pecadora - Agustín Lara, versão de Geber Moreira

1955 - Quero beijar-te ainda - Paulo Tapajós

1957 - Eu chorarei amanhã - Ivo Santos e Raul Sampaio

Fonte - Wikipedia

 

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Principais Fontes Bibliográficas

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Orlando_Silva

http://www.almacarioca.com.br/osilva.htm

http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/17101959/171059_2.htm

http://dsaviosores.wordpress.com/2011/06/20/orlando-silva-o-cantor-das-multidoes-poderia-ter-sido-o-nosso-maradona-na-cancao/

http://memorialdafama.com/biografiasMP?OrlandoSilva.html

http://www.dicionariompb.com.br/orlando-silva

 

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