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Oscarito - Ator - Comediante - Compositor - Parte 1


 

 

Dizem que um dia antes do Grande Circo do Teatro Coliseu dos Recreios de Lisboa, fazer a sua grande estréia na cidade de Málaga na Espanha, numa das tendas do circo nascia o garoto Oscar Lorenzo Jacinto de la Inmaculada Concepción Teresa Díaz, no dia 16 de agosto de 1906, que mais tarde seria conhecido no Brasil pelo nome de Oscarito.

 

 

Também falam que por pouco Oscarito não nasceu marroquino, pois alguns dias antes, o circo onde seus pais trabalhavam em turnê por Marrocos. Seu pai se chamava Oscar Vicente Teresa e sua mãe Clotilde Teresa, uma família circense com mais de 400 anos de tradição. Alguns autores mencionam que o pai de Oscarito era de origem alemã, sua mãe espanhola, outros, no entanto, dizem que era portuguesa, e outros parentes seus eram italianos, franceses, ingleses, espanhóis e até dinamarqueses.

 

 

Alguns autores dizem que Oscarito veio para o Brasil com apenas um ano de idade, outros dois, e também não foram encontradas explicações se os seus pais deixaram o circo e vieram para cá sozinhos ou vieram juntamente com alguma trupe do circo em que eles trabalhavam, outros afirmam que a família chegou ao Brasil em 2 de dezembro de 1908, e foram contratados pelo Circo Spinelli. Enfim, dizem, dizem e dizem até que coqueiro já deu banana.

 

Foto - Casamento de Oscarito e Margot Louro

 

Na realidade o pouco que se sabe sobre sua infância é que Oscarito desde que chegou ao Brasil passou a ser treinado pelos seus pais para sua vida no circo onde aprendeu as técnicas do trapézio, fazer acrobacias, tocar violino (?) e também atuar como palhaço, ao lado de sua mãe chamada Clotilde e de uma irmã chamada Lili.

 

 

Quando Oscarito estava perto dos seus 20 anos de idade, seu tio que também era um comediante de circo foi trabalhar para a Companhia de Antônio Neves no Teatro Recreio, e assim tempos depois a sua irmã Lili Brennier também foi lá trabalhar, e de vez em quando Oscarito substituía o seu tio nos papéis cômicos, até que acabou ficando de vez na companhia.

 

Foto - Margot Louro

 

 

Depois passou a trabalhar no Democrata Circo Teatro, onde conheceu a atriz Margot Louro com quem casou em 2 de outubro de 1934, na Igreja da Candelária, e tiveram dois filhos: uma menina chamada Miriam Teresa que também virou atriz e o garoto José Carlos que tornou-se um baterista.

 

 

 

Dizem também que como violinista Oscarito tocava em salas de projeções de cinema mudo da época, além disso, e quando dava atuava no circo em diversas funções e especialidades, até que em 1932, o empresário Alfredo Breda, convidou o jovem rapaz, que na época estava com 26 anos de idade, a participar fazer uma imitação do então presidente Getúlio Vargas.

 

 

O Brasil passava por tempos turbulentos, com o espírito da Revolução Constitucionalista que estava se manifestando naquele momento histórico, época que houve um movimento armado no Estado de São Paulo, para tentar derrubar o Governo Provisório de Getúlio e promulgar uma nova constituição para o Brasil.

 

 

Foto - Teatro de Revista - Teatro Recreio 1930

Esquerda à direta (em pé) - Ary Barroso, Augusto Vasseur, Antônio Neves, Cardoso de Menezes

Esquerda à direita (sentados) - Marques Porto e Luiz Peixoto

 

Dizem que baseado em toda essas confusões políticas por essas épocas, Getúlio Marinho e Eduardo Souto resolveram criar uma marchinha de carnaval de 1932, chamada “Calma Gegê”, que foi gravado por Jaime da Rocha Vogeller em 1931, que por sua vez inspiraram Alfredo Breda, Djalma Nunes e Amador Cisneiros a criar uma revista de mesmo nome, que teve vez no Teatro Recreio, em fevereiro a março deste mesmo ano.

 

Foto - Eduardo Souto

 

Calma Gegê

De Eduardo Souto e Getúlio Marinho

 

Tenha calma, Gegê

Tenha calma, Gegê

Vou ver se faço

Alguma coisa por você

 

Não se aborreça

Nem é preciso chorar

Guenta um pouco meu amor

Que as coisas vão melhorar

 

O seu pedido

Já foi, meu bem, despachado

O decreto já saiu

É na enxada e não no machado

 

Foto - Luiz Peixoto

Ainda em 1932, Oscarito participou de revistas no Teatro Recreio como “Que e Que Há?”, de Alfredo Borba; “Prato do Dia”, de Floriano Faissal e Alfredo Borba; “Frente Única” de Luiz Peixoto, Ari Pavão e Sá Pereira; “Elas por Elas” de Joracy Camargo, e depois no Teatro Carlos Gomes com “Salada de Frutas”, de Alfredo Borba e Miguel Santos.

 

 

 

Foto - Araci Cortez em Linda Flor

 

Pouco tempo depois em 1933, ainda no Teatro Carlos Gomes, fez as revistas “Traz a Nota!”, de Jardel Jércolis e Luís Iglesias e “Pra Mim, Chega!”, também dos mesmos autores. Depois Oscarito e sua esposa foram fazer uma temporada em Portugal onde apresentaram as revistas “Morangos com Creme”, “Café Paulista” e “Alô... Alô... Rio?”. Por essa época Oscarito também formou uma dupla famosa com Araci Cortes.

 

Foto - Adhemar Gonzaga - diretor

Fonte - Cinédia.com.br

 

 

Assim que fizeram as apresentações regressaram ao Brasil, Oscarito fez sua estréia no filme “A Voz do Carnaval” de 1933, um longa-metragem musical, em preto e branco, sob a direção de Adhemar Gonzaga e Humberto Mauro, pela produtora Cinédia, onde o cômico fazia uma pequena participação.

 

Fonte - Cinédia.com.br

 

Fonte - Cinédia.com.br

 

Era um filme cantado e falado num tom de semi-documentário, com cenas reais do carnaval do Rio de Janeiro e contava com a presença de Carmem Miranda ao microfone, em cenas que foram gravadas nos estúdios da Rádio Mayrink Veiga e a outra provavelmente na Cinédia.

 

Foto - Mário Lago

 

Em 1934, passaram a também realizar revistas novamente no Teatro Recreio com “ Uma Forte Corrente”, de Luiz Iglesias e Freire Junior; “Flores à Cunha”, de Álvaro Pinto e Mário Lago. Depois foi para o Teatro Carlos Gomes onde participou de “Alô... Alô... Rio?” e “Ondas Curtas” de Jardel Jércolis e Luís Iglesias, e “Fala P.R.” de Heitor Muniz. Logo em seguida Oscarito casou e foi junto com a companhia foram para o Porto Alegre e depois para Uruguai e Argentina, onde fizeram diversas apresentações.

 

 

 

Foto - Custódio Mesquita ao piano

Carlos Vivan ao centro

Enrique Cadicano à direita

Fonte - Cinédia.com.br

 

Em 1935, participou do filme “Noites Cariocas”, um musical também da Cinédia, sob a direção do argentino Enrique Cadicano, onde Oscarito fazia uma pequena participação numa cena do bar. Curiosamente que este foi o primeiro filme em que Oscarito se cruzava com uma outra grande personalidade chamada Grande Otelo, e juntos mais tarde se tornariam uma das duplas cômicas mais famosas do cinema brasileiro em vários filmes, além de apresentações no teatro de revista.

 

 

 

 

Foto - Carmem Miranda em Alô Alô Carnaval

 

Foto - Carmem Miranda em Alô Alô Carnaval

 

Foto - Carmem Miranda em Alô Alô Carnaval

 

 

Foto - Carmem Miranda em Alô Alô Carnaval

 

Foto - Carmem Miranda em Alô Alô Carnaval

 

Foto - Aurora e Carmem Miranda - cena de Alô Alô Carnaval

 

Foto - Carmem Miranda em Alô Alô Carnaval

 

Pouco tempo depois entre 1935 a 1936, fez parte do filme “Alô, Alô Carnaval”, uma comédia musical sob a direção de Adhemar Gonzaga, pela Cinédia, com pré-lançamento em 15 de janeiro de 1936, na sala Alhambra, no Rio de Janeiro, e onde Oscarito aparecia rapidamente numa cena no cassino.

 

 

Durante o ano de 1935, Oscarito participou no Teatro João Caetano de “Goial!” de Jardel Jércolis e Luís Iglesias, e “Carioca” de Geysa Bôscoli”. Depois apresentam no Teatro João Caetano as revistas “Rio-Follies” de Jardel Jércolis e Geysa Bôscoli, e “De Ponta a Ponta” de Jorge Murada. Depois se juntou com a trupe de Jardel Jércolis e foram para uma excursão pela Europa.

 

Foto - Teatro de Revista - Companhia Tro-lo-ló

 

Em 1936, Oscarito voltou para o Teatro Recreio e participou de “Co-co-ro-có” de Luís Iglesias e Freire Junior; “Aleluia” de Joracy Camargo; “Paz e Amor”, de Luís Iglesias e Freire Junior; “Figa de Guiné” de Custódio Mesquita e Mário Lago, e ainda “É Batata!” de Luís Iglesias e Freire Junior.

 

Foto - Olympio Bastos - "Mesquitinha" - diretor

 

 

Em 1937, Oscarito participou do filme “Bombonzinho” sob a direção de Mesquitinha, com roteiro baseado na peça teatral de mesmo nome, de Viriato Correia, com estréia no dia 23 de setembro de 1937, na sala Alhambra, no Rio de Janeiro. Oscarito aparecia como conselheiro mor e também contava com a presença entre outros, de Carmem Miranda já caracterizada de baiana, juntamente com o Bando da Lua caracterizados com suas camisas de malandro.

 

 

 

Neste mesmo ano participou no Teatro Recreio de “O Palhaço o Que é?” de Carlos Bittencourt e Cardoso Menezes; “Mamãe Eu Quero” de Luís Iglesias e Freire Junior; “A Mascote do Morro”; “Rumo ao Catete” de Iglesias, Freire Jr, Mário Lago e Custódio Mesquita; “Qual dos Três?” e “Bandeira Única” de Luís Iglesias e Freire Junior.

 

Foto - cena de Banana da Terra

 

 

 

Foto - cena de Banana da Terra

 

Em 1938, Oscarito apareceu em dois filmes. Uma delas foi “Banana da Terra”, uma comédia musical com direção de Ruy Costa, com roteiro e argumento de João de Barro e Mário Lago. A história acontecia numa ilha do Oceano Pacífico, chamada Bananolândia, que naquele ano produziu muita banana, mas não tinha pra quem vendê-los, então a Rainha da Terra (Dircinha Batista) avisada pelo conselheiro-mor (Oscarito) resolve vendê-la para o Brasil. O filme estreou simultaneamente no Rio de Janeiro e em São Paulo em 10 de fevereiro de 1939.

 

Foto - Mesquitinha

 

 

O outro filme deste mesmo ano foi “Está Tudo Ahi”, uma comédia sob a direção de Mesquitinha, baseada na peça teatral “Ri de Palhaço” de Paulo Orlando e Agostinho José Marques Porto. O filme era centrado no personagem central que era um funcionário público daqueles que procuram qualquer pretexto para fugir de casa na segunda-feira de Carnaval, mesmo sabendo que terá de enfrentar a fúria da mulher na quarta-feira de cinzas.

 

 

 

Esse funcionário tinha duas filhas, cujos namorados eram o Baptista (Paulo Gracindo) e Juquinha, interpretado por Oscarito. O filme fez sua estréia em 27 de fevereiro de 1939, no Rio de Janeiro, na sala Broadway. Ainda neste mesmo ano, no Teatro Recreio fez as revistas “Yes, Nós Temos Bananas” de João de Barro e Alberto Ribeiro; “Cordão do Catete” de Ary Barroso; “O Fim do Mundo” de Custódio Mesquita e Mário Lago, e “Sempre Sorrindo” de Luiz Peixoto e Gilberto de Andrade.

 

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