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Oswald de Andrade - Poeta - Romancista - Escritor - Jornalista


 

 

Oswald de Andrade nasceu como José Oswald de Sousa Andrade no dia 11 de janeiro de 1890, em São Paulo, filho de José Oswald Nogueira de Andrade e de Inês Henriqueta Inglês de Sousa Andrade. Iniciou seus estudos na Escola Modelo Caetano de Campos, depois no Ginásio Nossa Senhora do Carmo, e mais tarde transferiu-se para o Colégio São Bento. Durante o tempo escolar teve como colega, entre outros, Guilherme de Almeida, que também se tornou um grande poeta, jornalista e escritor.

 

 

Por volta de 1905, ainda em São Paulo, começou a participar de rodas literárias e três anos mais tarde concluiu seus estudos no Colégio São Bento e se tornou um Bacharel em Humanidades. Mesmo sendo de família rica, Oswald começou trabalhando como jornalista e também como crítico teatral para o Diário Popular, onde ele escrevia uma coluna.

 

 

A partir de 1910, fundou um atelier com o pintor Oswaldo Pinheiro, e neste mesmo ano lançou “O Pirralho” e em 1912, partiu para a Europa, onde entrou em contato com os movimentos de vanguarda como o Futurismo e o Cubismo, entre outros. Ao retornar ao Brasil, voltou acompanhada da estudante francesa Henriette Denise Boufflers, também conhecida por Kamiá.

 

 

No ano seguinte começou a participar das reuniões da Vila Kirial e também escreveu “A recusa”. Em 1914, nasceu o seu filho José Oswald Antônio Andrade, fruto de sua união como Kamiá e também se tornou Bacharel em Ciências e Letras pelo Colégio São Bento, e continuou estudando Filosofia no Mosteiro de São Bento.

 

Mário de Andrade - pintura de Tarsila do Amaral - 1922

 

Em 1917, conheceu o escritor Mário de Andrade e um ano mais tarde começou a participar juntamente com ele do primeiro grupo modernista, ao lado de outros nomes como Di Cavalcanti, Guilherme de Almeida e Ribeiro Couto e durante esse tempo até por volta de 1922, escreveu também no Jornal do Comércio. Ao defender através do jornal a pintora Anita Malfatti das severas críticas feitas por Monteiro Lobato, também acabou por angariar a sua amizade.

 

 

Retrato de Oswald de Andrade por Tarsila do Amaral - 1922

 

Em fevereiro de 1922, juntamente com outros nomes como Mário de Andrade, Menotti del Picchia, Luis Aranha, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Victor Brecheret, entre outros, promovem a Semana da Arte Moderna, com o objetivo de discutir a identidade nacional e implementar novos rumos das artes na cultura brasileira.

 

 

O evento tomou proporções inimagináveis e acabou por disseminar as idéias que expressavam os novos tempos, fazendo o Brasil entrar na modernidade, assim como denunciou a alienação das camadas mais cultas da sociedade em relação à realidade do país, criticando suas desigualdades, assuntos esses que permanecem atuais até os dias de hoje.

 

 

Foto - Oswald e Tarsila

 

Foto - Tarsila do Amaral

 

Em 1923, viajou novamente para a Europa em companhia de Tarsila do Amaral e passou a residir em Paris. Pouco tempo depois retornou ao Brasil, onde em 1924, publicou no jornal Correio da Manhã o “Manifesto da Poesia Pau Brasil”, juntando as idéias estéticas da Semana de Arte Moderna de 22. Este Manifesto ocorreu quase que simultaneamente ao Manifesto Surrealista de André Breton, colocando o Brasil em plena forma a acompanhar o movimento das vanguardas mundiais.

 

Foto - Anita Malfatti - Tarsila - Oswald

 

 

Neste Manifesto, Oswald, defendia uma poesia que não fosse contaminada por formas preestabelecidas na sua maneira de pensar e fazer arte, ao invés disso, defendia a tese que o Brasil deveria expressar uma cultura de exportação, muito semelhante ao que aconteceu com o pau-brasil, ou seja, um produto cultural que já não devesse em nada à cultura européia e que também pudesse influenciar as coisas lá fora.

 

 

 

 

Em 1926, oficializou seu casamento com a pintora Tarsila do Amaral e durante esse tempo escreveu o “Manifesto Antropofágico”, onde objetivava a criação de uma nova cultura tipicamente brasileira, através da assimilação da cultura estrangeira. O Manifesto foi lido em 1928 para seus amigos na casa de Mário de Andrade e publicado na Revista de Antropofagia, sendo mais político que o da Poesia Paul-Brasil, reafirmando os e apregoando uma linguagem literária não catequizada.

 

Foto - Oswald de Andrade - Pagú - Ruda

 

 

Em 1929, a crise da bolsa de valores dos Estados Unidos passou a afetar financeiramente o mundo inteiro, inclusive a sua, e durante esse tempo também acabou por se separar de Tarsila do Amaral, e pouco tempo depois se casou com a Patrícia Galvão, também conhecida por Pagú, uma conhecida escritora e militante política, assim como se filiou ao Partido Comunista Brasileiro, onde permaneceu até 1945, quando houve um rompimento com o partido, mesmo continuando de esquerda.

 

Foto - Pagú e Oswald

 

Foto - Julieta Bárbara e Oswald

 

Participou da Revolução de 32 e em 1936, separou-se de Pagú e casou com a poetisa Julieta Bárbara, e em 1939, os dois viajaram para Europa para participar do Congresso do Pen Club, em Estocolmo, que acabou não se realizando por causa da guerra, e assim retornou ao Brasil. Começou a escrever no Jornal da Manhã, sobre a vida econômica, política e social de São Paulo.

 

 

 

 

A partir de 1942, passou a publicar diversas obras como “Cântico dos Cânticos para Flauta e Violão”, “Marco Zero: I A Revolução melancólica”, entre outros e em 1943 casou-se com Maria Antonia d´Alkmin com quem viveu até a sua morte. No ano seguinte inicia a série “Telefonema”, publica no jornal Correio da Manhã, até 1954. Oswald morreu no dia 22 de outubro de 1954, em sua casa em São Paulo, aos 64 anos de idade.

 

 

 

Oswald de Andrade tem como suas obras principais a Poesia Paul-Brasil escrita em 1924 e o Antropófago de 1928, além de ser considerado com um dos grandes nomes do modernismo literário brasileiro, sendo o mais rebelde e inovador entre os de sua época. Escreveu poesias importantes como "Pau-Brasil" em 1925, "O escaravelho de Ouro" em 1945, entre outros, além de romances como “Memórias Sentimentais de João Miramar” (1924) e “Serafim Ponte Grande” de 1933, e outros.

 

 

Além disso, escreveu importantes textos teatrais como “O Homem e o Cavalo” (1934), “A Morta” (1927) e o famoso “Rei da Vela” de 1937, uma peça que focalizava a sociedade brasileira daquela época, de um modo pouco convencional, mas que somente foi levada à cena quase trinta anos depois. As idéias, principalmente as poesias de Oswald se reacenderam novamente e marcou a cultura brasileira da década de 60, dentro de uma nova roupagem no Tropicalismo, que por sua vez acabou por modificar e impor novos conceitos na música e nas artes em geral, e que são admiradas até os dias atuais.

 

 

Canto de Regresso à Pátria

 

Minha terra tem palmares

Onde gorjeia o mar

Os pássaro daqui

Não cantam como os de lá

 

Minha terra tem mais rosas

E quase que mais amores

Minha terra tem mais ouro

Minha terra tem mais terra

 

Ouro terra amor e rosas

Eu quero tudo de lá

Não permita Deus que eu morra

Sem que volte para lá

Não permita Deu que eu morra

Sem que volte para São Paulo

Sem que veja a Rua 15

E o progresso de São Paulo

 

 

Balada do Esplanada

 

Ontem à noite

Eu procurei

Ver se aprendia

Como é que se fazia

Uma balada

Antes de ir

Pro meu hotel

 

É que este

Coração

Já se cansou

De viver só

E quer então

Morar contigo

No Esplanada.

 

Eu qu´ria

Poder

Encher

Este papel

De versos lindos

É tão distinto

Ser menestrel

 

No futuro

As gerações

Que passariam

Diriam

É o hotel

Do menestrel

 

Pra m´inspirar

Abro a janela

Como um jornal

Vou fazer

A balada

Do Esplanada

E ficar sendo

O menestrel

De meu hotel

 

Mas não há poesia

Num hotel

Mesmo sendo

´Splanada

ou Grand-Hotel

 

Há poesia

Na dor

Na flor

No beija-flor

No elevador

 

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://www.releituras.com/oandrade_bio.asp

http://www.culturabrasil.pro.br/oswald.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswald_de_Andrade

http://www.suapesquisa.com/biografias/oswalddeandrade/

http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u316

http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet171.htm

 

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