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Steeleye Span - Grupo Folk Rock Britânico - Parte 1


 

Foto - esquerda p direita

Ashley Hutchings - Terry Woods - Gay Woods - Tim Hart e Maddy Prior

 

Steeleye Span é o nome de um grupo inglês de folk rock que começou no final de 1969, em Londres, Inglaterra e que continua na estrada até os dias atuais. Suas canções são tipicamente baseadas nas tradicionais músicas folclóricas e muitas vezes incluem até baladas infantis. Apesar do passar do tempo terem sido influenciados por diversos outros gêneros, eles nunca se afastaram completamente das tradições indígenas e pan-britânicas.

 

Foto - Ashley Hutchings

 

O nascimento do grupo tem duas colocações diferentes, conforme os autores. Uns afirmam que Steeleye Span nasceu quando o baixista Ashley Hutchings, que também foi um dos co-fundadores de um outro grupo denominado Fairport Convention, em 1967, participou do envolvimento da banda num acidente aéreo em 1969, onde o baterista do grupo Martin Lamble acabou morrendo e outros membros gravemente feridos, inclusive ele. Esse traumatismo que fez com Ashley se afastasse do grupo e procurasse uma outra formação, nascendo assim a banda Steeleye Span.

 

 

Outros, no entanto, dizem que foi depois do lançamento do álbum “Liege & Lief” por Fairport Convention, considerado como um dos primeiros discos folk rock, que Ashley Hutchings resolveu deixar o grupo, ao querer continuar a explorar essa linha de trabalho deste disco, enquanto os outros não concordavam, pois achava este disco apenas uma nova experiência. Seja qual forem às razões, Ashley Hutchings acabou se unido aos outros dois músicos, Tim Hart e Maddy Prior, que ele conheceu num clube folk de Londres, depois o grupo foi completado pelo casal Terry e Gay Woods.

 

 

O chamado Folk Rock foi um gênero musical, uma combinação de músicas folclóricas com o Rock and Roll. Esse movimento começou a crescer em meados dos anos 60, e geralmente eram compostas por harmonias vocais muito afinadas e faziam uma abordagem bem limpa na utilização da instrumentação eletrônica, como a guitarra, por exemplo.

 

 

Esse estilo também passou pela Europa, em especial pelo Reino Unido onde o gênero passou a ser bastante conhecida por “folk rock britânico”, tendo como bandas pioneiras o Pentangle e Fairport Convention, de onde a banda Steelye Span é derivada. Na década de 70, o folk rock começou a se ramificar em relacionamentos com outros gêneros musicais da época, surgindo assim o acid folk, o folk psicodélico e folk progressivo, que sofreu uma grande influência do rock progressivo, tão em voga nos anos 70.

 

 

O Steleeye Span quando surgiu tinha uma formação incomum até então, pois era difícil encontrar-se duas cantoras num só grupo, assim como o nome estranho da banda, Steeleye Span, que é o nome de um personagem de uma música tradicional inglesa chamada “Horkstow Grand”, que narra a briga entre John “Steeleye” Span e John Browlin e que comprovadamente foram pessoas reais. As outras sugestões para o nome do grupo foram “Middlemarch Wait”, Iyubidin´s Wait”, mas optaram por Steeleye Span, e em 1970 gravaram o primeiro álbum do grupo denominado “Hark! The Village Wait”, contendo 12 faixas.   

 

 

Durante a época da gravação do primeiro disco, os cinco membros viviam todos na mesma casa, o que acabou produzindo uma tensão considerável, principalmente entre Tim Hart e Maddy Prior, bem como no casal Woods, que resolveu deixar o grupo depois da gravação do primeiro disco, sendo substituídos pelo veterano músico folk Martin Carthy e o violinista Peter Knight. Com essa nova formação gravavam o segundo disco, em 1971, o álbum denominado “Please to See the King”.

 

 

O primeiro disco foi tradicionalmente gravado com guitarras, baixo e bateria, enquanto o segundo álbum, segundo diversos autores é considerado como revolucionário pela utilização de um som totalmente eletrônico e sem a utilização da bateria, padrão esse que se manteria por alguns álbuns. Pouco tempo depois o grupo grava o terceiro álbum denominado “Ten Map Mo por Mr. Reservoir Butler Rides Again”, com as mesmas características do disco anterior.

 

 

Pouco tempo depois do lançamento do terceiro álbum, a banda passou a contar com Jo Lustig como um empresário fazendo com que o grupo passasse a fazer gravações mais comerciais e também assinou com a gravadora Chysalis para mais dez álbuns. Nesta época, os tradicionalistas Martin Carthy e um dos fundadores do grupo, Ashley Hutchings resolveram deixar a banda e seguir outros projetos puramente folk. Eles foram substituídos então pelo guitarrista Bob Johnson e pelo baixista Rick Kemp, que trouxe uma forte influência do blues ao som do conjunto. Com esse novo grupo gravou um outro disco, ainda em 1972, denominado “Below the Salt”.

 

 

Em 1973, o Steeleye Span gravava o álbum “Parcel of Rogues”, considerado por muitos como um dos melhores álbuns do grupo, mas continuavam ainda sem um baterista, assim sendo Nigel Pegrum, que já havia sido baterista de outros grupos famosos como Grindrolog, The Small Faces e Uriah Heep, juntou-se ao grupo para tocar bateria e ocasionalmente flauta e oboé.

 

 

Com essa nova formação, agora como um sexteto, o Steeleye Span gravou o álbum “Now We Are Six”, em 1974, contendo as faixas Thomas the Rymer, Drink Dwon the Moon, Two Magicians, Now We Are Six, Seven Hundred Elves, Long-A-Growing, The Mooncoin Jig, Edwin, Twinkle Twinkle Little Star e To Know Him is to Love Him, com o grupo formado por Tim Hart, Maddy Prior, Peter Knight, Rick Kemp, Bob Johnson e Nigel Pegrum. Este disco contou com Ian Anderson, do grupo Jethro Tull, como produtor deste disco e se tornou um álbum muito bem sucedido.

 

 

Em 1975, o Steeleye Span lançam o álbum “Commoner´s Crown”, contendo nove faixas, com músicas bastante alegres, que incluía inclusive até o ator Peter Sellers tocando na faixa “Newy York Girls”. Também contou com a balada épica “Long Lankin” e uma novidade instrumental em “Bach Góes to Limerick”.O disco contou novamente com o sexteto Tim Hart, Maddy Prior, Peter Knight, Rick Kemp, Bob Johnson e Nigel Pegrum.

 

 

Ainda neste ano, o Steeleye Span  lançam o álbum “All Around My Hat”, onde contou com o produtor Mike Batt para trabalhar nesse disco, cuja faixa título se tornaria um de seus grandes sucessos, chegando ao quinto lugar para paradas de sucesso do Reino Unido, no final de 1975. Outras músicas como “Black Jack Davey” e “Hard times of Old England” foram de grande sucesso. O disco contém nove faixas e gravado pelo sexteto dos discos anteriores.

 

 

Um ano despois em 1976, o grupo lançam o álbum “Rocket Cottage”, também produzido por Mike Batt, mas ao contrário do anterior torna-se um fracasso, principalmente por ser muito parecido musicalmente com o disco anterior. A primeira faixa, “London” foi escrito por Rick Kemp, como uma resposta ao “All Around My Hat", a pedido da gravadora, mas não alcançou o sucesso. O disco também incluía a faixa experimental como “Fighting for Strangers” e ainda na última faixa aparecem trechos de brincadeiras de estúdio entre os integrantes da banda. Este disco marca o declínio do grupo.

 

 

Depois desse disco o Steeleye Span nunca mais iriam recuperar o sucesso comercial de antes, mas permaneceu muito popular entre os fãs do folk eletrônico e também muito respeitado dentro da indústria musical. Nesta época Peter Knight e Bob Johnson deixaram a banda para trabalhar em outros projetos juntos. A banda gravou o disco “Storm Force Ten” em 1977, agora com os músicos Tim Hart, Maddy Prior, Rick Kemp, Nigel Pegrum e com a chegada de John Kirkpatrick tocando acordeon e a volta de Martin Carthy na guitarra.

 

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