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Umberto Eco - Escritor - Filósofo, Ensaísta Italiano


 

 

Umberto Eco é provavelmente um dos mais conhecidos, filósofo, crítico literário, romancista, semiólogo e ensaísta italiano do nosso tempo, que nasceu na cidade de Alessandria, na região de Piemonte, ao norte da Itália, no dia 5 de janeiro de 1932. Pouco tempo despois do seu nascimento seu pai Giulio, que era um contador, foi convocado para a guerra e durante a Segunda Guerra Mundial, o pequeno Umberto e sua mãe Giovanna, foram morar num pequena aldeia que ficava na encosta de uma montanha piemontês.

 

 

Lá frequentou a escola salesiana, um instituto religioso católico romano fundado no século XIX por Saint Don Bosco como um propósito de através das obras de caridade, cuidar de crianças e pobres da revolução industrial (1750-1850). Curiosamente o sobrenome Eco, supostamente vem do acrônimo latino "ex caelis oblaus" que significa algo como "um presente dos céus", que fora dado ao seu avô, que era um órfão abandonado por um oficial da cidade.

 

 

Dizem que seu pai queria que Umberto fosse estudar advocacia, mas ao invés disso resolveu entrar na Universidade de Turim para aperfeiçoar suas teses sobre a filosofia medieval e literatura, chegando a ganhar a sua Láurea, algo como uma pós-graduação em filosofia em 1954, através da tese sobre Tomás de Aquino e conta-se que foi durante esse período que Umberto perdeu sua crença em Deus e abandonou a Igreja Católica Romana.

 

 

Depois de deixar a faculdade passou a trabalhar numa estação da RAI - Rádio e Televisão Italiana, e também passou a lecionar na Universidade de Turim, onde permaneceu até 1964. Dentro da RAI passou a ter contato com a vanguarda artística como pintores, músicos, escritores com quem ele desenvolveu uma grande amizade, assim como se tornou um elemento importante e de grande influência em sua carreira de escritor.

 

 

Em 1956, publicou o seu primeiro livro que nada mais era do uma extensão de sua tese de doutorado. Três anos mais tarde, publica o seu segundo livro "Sviluppo dell´estetica medievale", também conhecido no Brasil como "Arte e Beleza na Estética Medieval", com que Eco se posicionou como um grande pensador da filosofia medieval. Nesse mesmo ano de 1959, deixou a RAI e foi ser um editor sênior na editora Bompiani em Milão, onde permaneceu até 1975.

 

 

Em 1962, casou-se com Renate Ramge, uma professora de arte alemã com tem um filho e uma filha, e nesse mesmo ano publicou a obra "Opera aperta" ou "Obra Aberta", onde fazia argumentações de que os textos literários na realidade eram campos de significado, ao invés de somente sequências de significados, e que a literatura não podia ser limitada apenas a compreensão potencial de uma linha única e inequívoca, que ele chamou de texto fechado, portanto menos gratificante, enquanto os textos chamados de textos abertos deixariam mais ativa a mente, a sociedade e a vida.

 

 

Entre o final da década de 50 até o final dos anos 60, Umberto passou a interessar pela semiótica, que é uma ciência que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos ou sistemas de significação, um ramo mais abrangente que a linguística, mas envolve também as artes visuais, a música, fotografia, cinema, culinária, vestuário, gestos, religião, ciência, entre outras.

 

 

Em 1961, escreveu um curto ensaio "Fenomenologia di Mike Bongiorno" onde faz um estudo sobre o fenômeno popular do anfitrião de um Quiz Show chamado Mike Bongiorno e também em seu livro "Apocalitiici e Integrati" de 1964, onde Eco analise o fenômeno de comunicação de massa a partir de uma perspectiva sociológica, e onde defende nova orientação nos estudos dos fenômenos de cultura de massa, criticando as posturas negativas principalmente daqueles que acreditam que a cultura de massa é a ruína dos chamados "altos valores” das artes.

 

 

A partir dos anos 70, Umberto Eco passa a dedicar-se quase exclusivamente ao desenvolvimento da semiótica e começa a escrever diversos ensaios como "As formas do conteúdo" (1971), "Mentiras que parecem verdades" (1972), "O super-homem de massa” (1978) e "Lector in fábula" de 1979.

 

 

Em 1980, Eco usa todo seu conhecimento sobre a educação da era medieval para escrever o seu primeiro romance "Il nome della rosa" cuja história gira em torno das investigações de uma série de crimes misteriosos, cometidos dentro de uma abadia medieval. As investigações ficam a cargo de um frade franciscano chamado William de Baskerville, que é auxiliador pelo noviço Adso de Melk.

 

 

Apesar da resistência de alguns religiosos, William vai cada vez mais aprofundando em suas investigações, e aos poucos vai desvendando as causas dos crimes, assim como vai mostrando os segredos que estão ligados às obras apócrifas, obras essas que não aceitas por todos pela igreja cristã da Idade Média.

 

 

Esse romance de Eco se transformou numa de suas obras mais lidas e comentadas e também chegou às telas dos cinema em 1986, num filme de mesmo nome, sob a direção de Jean-Jacques Annaud, uma co-produção entre a França, Itália e Alemanha, ficando as principais interpretações a cargo de Sean Connery como William de Baskerville; Christian Slater como Adson de Melk e Helmut Qualtinger como Remigio da Varagine, entre outros.

 

 

Ainda nos anos 80, Umberto Eco escreveu diversos outros ensaios como "Viagem na irrealidade cotidiana" (1983), "O conceito de texto" (1984), "Semiótica e filosofia da linguagem" (1984), "Sobre o espelho e outros ensaios" (1985), "Arte e beleza na estética medieval" em 1987. Em 1988, Umberto Eco publica o romance "O Pêndulo de Foucault", um livro dividido em dez segmentos representados pelos de Sefirot, ou seja, por dez emanações de Ain Soph na cabala e que segundo ela, o Ain Soph significa um princípio que permanece não manifestado e é incompreensível à inteligência humana, e essas sucessões de emanações formam a árvore da vida.

 

 

Além destas referências à cabala, também se relaciona com a alquimia e as chamadas teorias conspiratórias, que é qualquer teoria que explica um evento histórico ou atual como sendo resultado de um plano secreto. O livro de Eco mostra uma trama envolvendo sociedades secretas num suposto plano de governar a humanidade, além disso, o texto é rico em informações e ideias, e também contem trechos de livros antigos e muito raros.

 

 

Também em 1988, Eco criou na Universidade de Bolonha um programa incomum chamada "Antropologia do Ocidente" a partir da perspectiva dos africanos e estudiosos chineses, onde foi desenvolvido uma rede transcultural internacional na África Ocidental, que resultou na primeira conferência em Guangzhou, na China em 1991, intitulada de "Fronteiras do Conhecimento".

 

 

Na década de 90, Eco desenvolveu outros ensaios tais como "Os Limites da Interpretação" (1990), "O Signo de três" (1991), "Segundo diário mínimo" (1992), "Interpretação e superinterpretação" (1992), "Seis passeios pelos bosques da ficção" (1994), "Como se faz uma tese" (1995), "Kant e o ornitorrinco" (1997), "Cinco escritos morais" (1997), "Entre a mentira e a ironia" (1998) e "Em que creem os que não creem?" de 1999, em co-autoria com Carlo Maria Martini.

 

 

Também em 1994, publicou o livro "L´isola del giorno prima", também conhecido no Brasil como "A ilha do dia anterior", onde a história se passa no século XVII, na era da arte barroca, quando o jovem Roberto Pozzo de San Patrizio da nobreza de Montferrato naufraga nos mares do sul. O jovem consegue se agarrar a uma tábua até conseguir chegar a outro barco, estranhamento e completamente desabitada, mas cheio de objetos e recordações.

 

 

Neste ponto que o romance propriamente se inicia, onde o jovem começa a ler os manuscritos deixados pela tripulação desaparecida do barco, suas vidas a bordo, as memórias de suas peripécias nas cortes europeias e os seus encontros com personagens históricas como de Colbert e Richilieu.

 

 

Em 2000, Eco publica a obra "Baudolino", que narra a história de um cavaleiro que salva o historiador bizantino Niketas Choniates, durante o saque de Constantinopla na Quarta Cruzada. Niketas fica surpreso com Baudolino, por falar diversas línguas que ele nunca ouvira falar e seus questionamentos, se ele é ou não parte da cruzada, e quem ele é. A partir de então começa a narrar sua história de vida para Niketas.

 

 

Em 2004, Eco publica na Itália a obra "La misteriosa fiamma della Regina Lona", conhecida no Brasil como "A Misteriosa chama da Rainha Loana", cuja história acontece em Milão, em 1991, quando um vendedor de livros antigos e raros acaba perdendo a memória e começa a reconstruir sua história e para isso conta com a ajuda da família e de pessoas que o conheciam.

 

 

Aos poucos vai se descobrindo a partir de livros juvenis e infantis, cadernos escolares, gibis e outros, e principalmente edição de um livro repleta de gravuras dos anos 40, que mostra o panorama da Itália nesse período, o fascismo, a guerra, assim como referências literárias, históricas, filosóficas, religiosas e políticas.

 

 

Seu livro mais recente é "Il cimitero di Praga", ou "O Cemitério de Praga", publicada pela primeira vez, na Itália em 2010, e a obra é ambientada na metade do século XIX, principalmente nas cidades de Turim, Sicília e também em Paris, mostrando os momentos distintos da unificação italiana, em especial as conspirações carbonárias, a expedição dos Camisas Rosas de Garibaldi. Também mostra o Segundo Império Francês que foi entre 1852 a 1870 e a Terceira República Francesa, que acontece entre 1870 a 1940.

 

 

O tema principal da história gira em torno da criação de documentos falsificados, um relato de agentes secretos e conspiradores, que tem início em Paris em março de 1897 até chegar a era de Adolf Hitler, que acaba por aproveitar desses malfadados documentos. Entre os ensaios mais recentes de Umberto Eco estão "A busca da língua perfeita" (2001), "Sobre a literatura" (2002), "Quase a mesma coisa" (2003), "História da beleza" (2004), "La production des signes" (2005), "Le signe" (2005), "Storia della Bruttezza" (2007), "Dall´abero al labirinto" (2007) e "Não contem com o fim do livro" escrita em 2010, em parceira com Jean-Claude Carrière.

 

Umberto Eco gosta de dividir seu tempo entre o apartamento em Milão onde tem uma vasta coleção de livros antigos e sua casa de féria perto de Urbino. Em 1992 a 1993, atuou como professor na Harvard University e em maio de 2002, recebeu um diploma honorário como Doutor em Letras pela Universidade Rutgers, em Nova Jersey, Estados Unidos e atualmente perto dos seus 80 anos de idade é membro da organização italiana CICAP, sigla italiana para Comissão Italiana para o Controle de Alegações de Paranormalidade, organização essa que trata de assuntos referentes ao ceticismo científico.

 

 

Eco é um homem que gosta de provocar reações nas pessoas com quem ele conversa, está sempre de bom humor e apesar de não gostar das coisas escritas na Internet, está revendo suas posições e até comprou um iPad recentemente, mas não deixa de dar sua "picadas" dizendo que "O excesso de informação provoca amnésia. Informação demais faz mal".

 

 

Noutra parte afirma também que "a Internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para que já conhece e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando Internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes". Palavras retiradas de uma matéria na Revista Época, de uma entrevista realizada em dezembro de 2011, por Luis Antonio Giron, de Milão, disponibilizada pela Internet, cuja página encontra-se abaixo mencionada em Principais Fontes Bibliográficas.

 

Romances Publicados

 

 

Il Nome della Rosa - 1980

Il Pendolo di Fourcault - 1988

L´isola del giorno prima - 1994

Baudolino - 2000

La Misteriosa Fiamma della regina Loana - 2004

Il cimitero di Praga - 2010

 

Livros para Crianças

 

 

La bomba e il generale - 1966

I tre cosmonauti - 1966

Gil gnomi di Gnu - 1992

 

Vídeo

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Umberto_Eco

http://revistaepoca.globo.com/ideias2011/12/umberto-eco-o-excesso-de-informacao-provoca-amnesia.html

http://www.biografiasyvidas.com/biografia/e/eco.htm

http://www.italialibri.net/autori/ecou.html

 

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