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Wilson Simonal - Cantor Brasileiro


 

 

O cantor Wilson Simonal nasceu como Wilson Simonal de Castro, também conhecido pelo apelido de Simona, nasceu no dia 23 de fevereiro de 1938, no Rio de Janeiro, numa pequena casa na Avenida Presidente Vargas, mas foi criado no Leblon, num pequena favela que havia por lá naquela época.

 

 

Seus pais eram de Minas Gerais, Lúcio Pereira de Castro, que trabalhava como radio técnico e de dona Maria Silva de Castro, que era cozinheira e empregada doméstica, que se mudou para o Rio de Janeiro e dizem que recebeu o nome Simonal em homenagem ao médico que realizou o seu parto, o Doutor Roberto Simonard de Castro, de onde vem o nome do meio Simonal.

 

 

Já nos tempos de escola participava do canto orfeônico e mais tarde passou a frequentar a Praça Antero de Quental, onde se reuniu com outros amigos conversando e cantando diversas músicas americanas que eles escutavam na rádio e foi neste local que acabou ficou amigo de Edson Bastos, filho da famosa pianista Alda Pinto Bastos, que passou a dar as primeiras noções de violão e também de piano, pois Simonal e seus amigos pretendiam criar um conjunto musical.

 

 

Mas esse sonho teve de ser adiado quando ele foi convocado para prestar o serviço militar obrigatório e dizem que foi lá no quartel que ele ao entrosar com o time de futebol e se tornar chefe da torcida aprendeu a lidar com a plateia, além disso, promovia diversos bailes onde ele também cantava.

 

 

Ao sair do exército, Simonal já era sargento e voltou a pensar no velho sonho de formar um conjunto e assim juntamente com seu irmão Zé Roberto e seus amigos Marcos Moran, Zé Ary e Edson Bastos formaram o conjunto Dry Boys, e resolveram se apresentarem no programa "Os Brotos Comandam" que era apresentado por Carlos Imperial.

 

 

Por esse tempo o grupo tentou através de Imperial conseguir um contrato com uma gravadora, mas nada foi conseguido e o conjunto acabou se desfazendo. Simonal, no entanto sonhava em se tornar um cantor e após o rompimento do grupo conseguiu trabalhar como secretário de Imperial, que também arranjou um cantinho para morar na casa do cantor Eduardo Araújo.

 

 

Mas, logo em seguida foi morar no apartamento de Carlos Imperial. Durante esse tempo fez parte do conjunto Os Guaranis, além de trabalhar como secretário de Imperial, também realizava apresentações esporádicas nas rádios, até conseguir um contrato com uma gravadora e por esse tempo conheceu Tereza Pugliesi que mais tarde se tornaria sua primeira mulher.

 

 

Em 1961, conseguiu gravar o seu primeiro disco, um compacto simples, contendo as músicas "Teresinha" e "Biquinis e Borboletas", compostas por Carlos Imperial e Fernando César e por esse tempo também passou a se apresentar como crooner em algumas casas noturnas famosas como Drink e Top Club. Em 1962, grava outro compacto simples com as músicas "Eu te Amo" e "Beija, Meu Bem" e também participou do LP chamado "Isto é o Drink" juntamente com outros artistas onde cantava as músicas "Tem que Balançar", "Olhou Pra Mim" e "Ôba" com Luis Bandeira, Simonal e Sandra.

 

 

Um ano depois continuou a gravar outros compactos e também chegar ao seu primeiro LP denominado "Wilson Simonal Tem algo mais", onde consegue emplacar o seu primeiro sucesso nas rádios com a música "Balanço Zona Sul" de Tito Madi. Também em 24 de outubro de 1963, Simonal se casaria com sua namorada Tereza, que já estava grávida, filho esse que nasce em 1964, batizado como Wilson Simoninha Pugliesi de Castro.

 

 

Simonal depois do seu primeiro sucesso musical começa a ficar mais conhecido no meio artístico e desta forma recebe um convite da dupla Miele e Bôscoli a participar de seus shows realizados na boate Beco das Garrafas. Assim sendo Simonal deixa o Top Club e inicia uma série de apresentações entre os anos de 1964 a 1965.

 

 

Ainda em 1964, paralelamente as suas atividade na boate, grava outro compacto contendo as músicas "Nanã" e "Lobo Bobo", que também faz sucesso nas rádios, e isso acaba abrindo caminho para gravar o segundo LP denominado "A Nova Dimensão do Samba" e depois excursiona pela Colômbia fazendo shows juntamente com a dançarina Marly Tavares e o conjunto Bossa Três e em 1965, muda-se para São Paulo para apresentar o programa "Spotlight" na extinta TV Tupi.

 

 

Simonal continua a gravar outros discos e em 1966, é contratado pela TV Record, de São Paulo, para apresentar o programa "TV Show em Si....monal", sob a direção de Carlos Imperial e justamente neste programa que ele começa a se revelar como um showman, um termo ainda pouco usual no Brasil, derivada de artistas norte-americanos que conseguiam sozinhos comandar um espetáculo fazendo diversas coisas ao mesmo tempo, cantando, dançando, contando piadas, etc.

 

 

 

Também por essa época lançou os seus maiores sucessos como "Pais Tropical", "Mamãe Passou Açúcar em Mim", "Meu Limão, Meu Limoeiro" e "Sá Marina", entre outros. O programa durou até 1967, tempo suficiente para que Simonal se tornasse um ídolo nacional e um artistas mais bem pagos do Brasil, assim como foi o primeiro negro a apresentar sozinho um espetáculo de televisão.

 

 

Em 1969, durante o IV Festival Internacional da Canção, realizado pela Rede Globo, fez uma apresentação memorável ao reger em coro a plateia de mais de 15 mil pessoas, e fazendo-os cantar "Meu Limão, Meu Limoeiro". Em 1970, o país chegava ao momento da Copa do Mundo de Futebol, que foi realizada no México, onde o Brasil conquistaria o tricampeonato e por esse tempo Simonal acompanha a seleção brasileira, pois era muito amigo de Pelé, Carlos Alberto e Jairzinho e foi durante essa copa que conheceu e se tornou amigo do maestro Erlon Chaves.

 

 

Também por esse tempo o Brasil passava pelo crivo da censura e da ditatura, com diversas contestações, diversos artistas presos e outros tendo que deixar o país apressadamente, e todos vivendo um clima de aprisionamento, e é dentro deste contexto que a vida de Wilson Simonal começa a mudar radicalmente. No início da década de 70, Simonal acusou o seu contador Raphael Viviani por um desfalque e este por sua vez também moveu uma ação trabalhista contra o cantor.

 

 

Durante agosto de 1971, Simonal pediu a dois amigos seus militares para obter uma "confissão" do suposto desfalque, e assim Raphael foi levado até as dependências do Dops e torturado, e por fim confessando sua culpa. Por outro lado, Simonal também passou a ser processado sob a acusação de extorsão de sequestro do contador Raphael Viviani, e assim ele acabou sendo condenado em 1972, a pena de cinco anos e quatro meses que ele cumpriu em liberdade.

 

 

Durante esse inquérito, passou a ser acusado como sendo um agente do Dops e de ter sido informante daquele órgão. A acusação começou a tomar dimensões tão grandes que passou a diretamente interferir em sua carreira artística e também pessoal e familiar. Sua carreira começou a entrar em declínio rapidamente, mas ainda assim continuou a gravar diversos LPs e compactos até 1998, quando gravou o LP denominado "Bem Brasil - Estilo Simonal", que seria o seu último disco de estúdio.

 

 

 

A partir do episódio do Dops, Wilson Simonal passou a ser acusado por vários artistas como "dedo duro" da ditadura, principalmente pelo compositor Paulo Vanzolini que o acusa abertamente de ser um delator até os dias atuais. Os principais meios de comunicação começaram a fechar as portas, dificilmente aparecia na televisão e praticamente a partir da década de 80 seu nome caiu no esquecimento.

 

 

Por esse tempo já estava com sua segunda esposa, Sandra Cerqueira, passou a ficar cada vez mais deprimido, começou a beber cada vez mais vindo a causar uma cirrose hepática, que acabou levando a morte em 25 de junho de 2000, aos 62 anos de idade, em São Paulo.

 

 

Dois anos depois de sua morte, sua família entrou com um pedido junto a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, que abriu um processo para apurar a veracidade das suspeitas de colaboração de Wilson Simonal como um informante durante o regime militar no Brasil. O processo acabou concluído em 2003, e nada foi encontrado sobre o fato de Wilson Simonal ter se envolvido com o regime ditatorial e seu nome finalmente foi reabilitado pela Comissão.

 

 

Em 2009, foi lançado o livro "Nem Vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal", escrito pelo jornalista Ricardo Alexandre onde mostra uma série de fatos que levam o leitor a acreditar na inocência de Simonal naqueles anos da ditadura e apontando o contador Raphael Viviani como um possível terrorista que foi delatado por Simonal e por causa disso teria assinado um documento que deu margem a toda essa controvérsia.

 

 

Nesse mesmo ano de 2009, também chegou aos cinemas o filme "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei", um documentário sob a direção de Cláudio Manoel, com roteiro dele próprio juntamente com Micael Langer e Calvito Leal. O filme mostra a vida de Simonal desde sua infância até chegar ao sucesso nos anos 60 a 70, e sua história envolvendo o rumoroso caso onde teria sido acusado de "informante" e trabalhado para os militares da ditadura. O espetáculo também é intercalado com suas apresentações com alguns artistas e também depoimentos de Pelé, Chico Anysio, Nelson Motta, Toni Tornado, seus filhos e sua segunda mulher, que conta os últimos anos de sua vida.

 

 

Em 2011, o historiador Gustavo Alonso lançou o livro "Simonal: quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga", através da Editora Record, onde conta a complexidade dos anos 60 e 70 e o suposto envolvimento de Simonal e também aponta que outros artistas famosos da MPB também flertaram com a ditadura como Elis Regina, Jair Rodrigues, Tom Jobim, João Nogueira, Os Originais do Samba, Tonico e Tinoco, Chico Buarque, e diversos outros, e também promove diversas reflexões sobre aqueles tempos.

 

 

Simonal teve dois filhos que também seguiram a carreira do pai, um deles é Wilson Simonal Pugliesi de Castro, também conhecido artisticamente como Wilson Simoninha, nascido em 6 de abril de 1964, no Rio de Janeiro e iniciou sua carreira de cantor na Banda Zé Pretinho de Jorge Ben Jor e mais tarde nos anos 80, integrou a banda Suíte Combo junto com João Marcelo Bôscoli, filho de Elis Regina e Ronaldo Bôscoli. Participou do Free Jazz Festival e Hollywood Rock, também é compositor de jingles e trilhas de propaganda e permanece até hoje no mundo musical como um músico consagrado.

 

 

 

Outro filho de Simonal é Maximiliano Simonal Pugliese de Castro, conhecido simplesmente por Max de Castro, nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de novembro de 1972, e também se tornou cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor e arranjador. Começou a ter destaque dentro do cenário artístico brasileiro de 2000 para cá, onde tem gravado discos, realizado show e diversos outros trabalhos e continua na estrada até os dias atuais.

 

Discografia Parcial

 

 

Bem Brasil - Estilo Simonal - 1998

Brasil - 1995

Os Sambas da Minha Terra - 1991

Alegria Tropical - 1985

Wilson Simonal - 1981

Se Todo Mundo Cantasse Seria Bem Mais Fácil Viver - 1979

A Vida é Só Cantar - 1977

Ninguém Proibe o Amor - 1975

Dimensão 75 - 1974

Olhai, Balândro.. é Bufo no birrolho Grinza! - 1973

Se Dependesse de Mim - 1972

Jóia, Jóia - 1971

México 70 - 1970

Simona - 1970

Alegria, Alegria - Volume 4 - 1969

Alegria, Alegria - Volume 3 - 1969

Alegria, Alegria - volume 2 - 1968

Alegria, Alegria !!! - 1967

Show em Simonal - 1967

Wilson Simonal ao Vivo - 1967

Vou Deixar Cair... - 1966

S´imbora - 1965

Wilson Simonal - 1965

A Nova Dimensão do Samba - 1964

Wilson Simonal Tem "Algo Mais" - 1963

Vídeo

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Principais Fontes Bibliográficas

 

http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/wilson-simonal-um-assassinato-artistico/

http://www.dicionariompb.com.br/wilson-simonal

http://www.velhosamigos.com.br/Foco/simonal.html

http://www.culturabrasil.com.br/generos/mpb/wilson-simonal-qualidade-e-popularidade

http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilson_Simonal

 

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