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Xanadu - Cidade - Filme - Música


 

 

De tempos em tempos a palavra Xanadu reaparece como tema de algum livro, peça teatral, música ou filme, entre outras e toda vez que assim acontece ela nos envolve a um cenário místico ou relacionado a um sonho ou até mesmo dentro do imaginário criativo do homem, mas ela não é somente uma lenda.

 

 

Xanadu na realidade existiu e foi a capital de verão de Kublai Khan, neto de Gengis Khan, que reinou durante os anos de 1260 a 1294 e em 1271, estabeleceu a Dinastia Yuan, que governou áreas atualmente ocupadas pela Mongólia, China e algumas áreas adjacentes. No momento atual a região onde localizava Xanadu é conhecida por Mongólia Interior ou Região Autônoma da República Popular da China, cuja capital é Hohhot, composta por várias etnias.

 

 

No local onde se localizava a antiga cidade de Xanadu atualmente restam somente algumas ruínas, cercado por um grande gramado que invadem os muros da cidade morta, e ela foi descrita para o ocidente pela primeira vez através dos relatos do navegador veneziano Marco Polo descritos entre 1298 a 1299, que muitos autores acreditam ter visitado Xanadu por volta do ano de 1275.

 

 

Com base nestes relatos, o clérigo inglês Samuel Purchas em 1614, publicou o livro "Purchas his Pilgrimage - or Relations of the World and the Religions", onde ele faz uma breve descrição da cidade de Xanadu, mostrando-o como tendo um palácio imponente, que se abrangia por aproximadamente 16 km de uma região plana e que era cercada por muros, e que eram excepcionalmente férteis, contendo diversos tipos de animas de caça e perseguição. Em 1625, Samuel Purchas publicou uma edição ampliada por livro, narrando às viagens de viajantes famosos e incluindo uma descrição mais detalhada sobre Xanadu, atribuída a Marco Polo.

 

 

 

Mais tarde, o poeta inglês Samuel Taylor Coleridge, lendo sobre os livros de Samuel Purchas, e sobre as descrições de Xanadu, inspirou-se e começou a escrever sobre o famoso poema "Kubla Khan", que foi concluída em 1797 e publicada em 1816. Atualmente os críticos consideram o poeta Coleridge, bem como os seus poemas "The Rime fo the Ancient Mariner" e "Christabel", entre um dos mais famosos exemplos do romantismo na poesia inglesa e a sua importância é tamanha que uma cópia do manuscrito permanece em exposição permanente no Museu Britânico em Londres.

 

 

Graças a poesia de Samuel Taylor Coleridge, o termo Xanadu passou a tornar-se conhecida e difundida como uma metáfora para esplendor e opulência e em tempos recentes passou a integrar a cultura popular, e uma de suas manifestações aparece numa história em quadrinhos chamado "Mandrake the Magician", que começou a ser publicada a partir de 11 de junho de 1934, como uma tira de jornal, ilustrado por Phil Davis e roteiro de Lee Falk, que criou o personagem.

 

 

Posteriormente a tira passou a ser distribuída pela King Features Syndicate e as suas aventuras envolve um mágico chamado Mandrake, um defensor dos fracos e oprimidos, que utiliza da técnica do hipnotismo contra uma variedade de vilões, gangsteres, cientistas loucos, e até ETs e personagens de outras dimensões.

 

 

Mandrake mora numa residência de alta tecnologia, chamada Xanadu, que incluem circuito fechado de televisão, uma estrada transversal que divide ao meio e portão de ferros verticais. Seu parceiro de combate chama-se Lothar que ele conheceu durante suas viagens pelo continente africano e ele é considerado um "Príncipe das Sete Nações" de uma poderosa tribo da selva, e que passa a seguir junto com Mandrake em viagens ao redor do mundo. A história em Quadrinho de Mandrake se tornou famoso no mundo inteiro, inclusive no Brasil e também foi transposta para o rádio, cinema, televisão, teatro e até em videogames.

 

 

 

O termo Xanadu também reaparece no filme "Citizen Kane", um espetáculo dramático sob a direção e também estrelado por Orson Welles no papel principal, lançado pela RKO Pictures e considerado pela grande maioria dos críticos como um dos melhores filmes de todos os tempos. A história narra a vida de Charles Foster Kane, um homem extremamente rico, um mega empresário dos meios de comunicação que vive sozinho em sua mansão denominada de Xanadu, e quase próximo a sua morte manda chamar um repórter e começa a narrar a trajetória de sua vida.

 

 

 

Ao final do filme, o magnata morre em sua cama segurando um globo de neve e diz suas últimas palavras "Rosebud..." que contem todo o significado de sua vida e do filme. O espetáculo recebeu nove indicações ao Oscar daquele ano, mas ganhou somente uma na categoria de Melhor Roteiro, apesar disso com o decorrer dos anos passou a ser tão admirado, que atualmente ocupa um lugar de destaque dentro da filmografia mundial.

 

 

No ano de 1968, o grupo britânico Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick e Tich chegaram ao primeiro lugar das paradas do Reino Unido e também em diversos outros países com a música “The Legend of Xanadu”, composta por Ken Howard e Alan Blairkley, apresentando como novidade uma seção de trompete e também o som característico de um chicote em meio à música. A canção foi lançada em 17 de janeiro de 1968, gravado na Phillips Studios, em Londres e liberado através do selo Fontana no Reino Unido e Imperial nos Estados Unidos. De um lado o disco tinha a música “The Legend of Xanadu” e do outro “Please” composta por Dave Harman, John Dymond e Trevor Davies.

 

 

Também nos anos 70, o grupo canadense de rock Rush, lançou o seu quinto álbum intituado "A Farewell to Kings" em 1977, e que chegou a se tornar o primeiro disco do grupo a receber o disco de ouro por sua venda e um certificado de platina. As músicas "A Farewell to Kings" e "Xanadu" se tornaram grandes sucessos mundiais.

 

 

Três anos depois, o termo Xanadu se tornou título de um filme romântico musical e fantasia sob a direção de Robert Greenwald, cujo título é uma referencia ao poema "Kubla Khan" de Samuel Taylor Coleridge e a trama do espetáculo foi inspirado no filme "Down to Earth", uma comédia musical de 1947, sob a direção de Alexander Hall e tendo no elenco principal Rita Hayworth, Larry parks e Marc Platt, entre outros.

 

Foto - Olivia e Gene Kelly

 

Já o filme "Xanadu" foi interpretado por Olivia Newton-John, Michael Beck e Gene Kelly nos papéis principais, com músicas a cargo de Olivia Newton-John, Electric Light Orchestra , Cliff Richards e The Tubes. O filme é uma fantasia musical onde Kira, a musa da dança na mitologia resolve descer ao mundo dos mortais para ajudar um sonhador chamado Danny McGuire e um jovem artista Sony Malone a realizarem o sonho de abrir uma danceteria, justamente no momento em que Sonny atravessava por uma crise profissional.

 

 

Sonny acaba se apaixonando por Kira resultando num encontro entre a realidade e o sonho, uma fantasia mágica, pois em Xanadu tudo é possível. O espetáculo chegou aos cinemas dos Estados Unidos em 8 de agosto de 1980, com duração de 95 minutos, mas não agradou aos críticos e também não teve boa repercussão de bilheteria, no entanto a sua trilha sonora logo se transformou num álbum de sucesso mundial e críticas muito positivas e onde as canções "Magic" e "Xanadu" chegou a primeira posição, tanto nos Estados Unidos e Reino Unido, e em diversas outros países.

 

Foto - William Dalrymple

 

Em 1989, surgiu o livro "In Xanadu: a Quest" de William Dalrymple onde ele volta a traçar um novo caminho rumo a Xanadu, atual Mongólia Interior, na China, mas não percorrendo a trajetória de Marco Polo, mas sim a partir da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém para a localidade de Shangdu ou Xanadu. Nesta obra, Dairymple compara o esplendor dos velhos tempos das cidades na rota da seda para as suas atuais condições físicas e políticas, assim como ilustra as mudanças que ocorrem no decorrer do tempo.

 

 

Também são descritas o emaranhado burocráticos que ele teve de passar para obter licença para a China através de Gilgit, no Paquistão, assim como passou alguns dias no vale de Swat, às margens do rio Indo, onde supostamente Alexandre, o Grande parou antes de voltar a oeste, parando sua conquista do Oriente.

 

 

 

Em 2006, a União Astronômica Internacional, apelidou de Xanadu uma área brilhante no meio da parte inferior de Titã, a maior lua do planeta Saturno, pela imagem realizada pela sonda Cassini a uma distância de 810.000 km. Cada ponto da imagem equivale a uma área de 4,8 km de diâmetro, que vem despertando um grande interesse pela comunidade científica após suas imagens de radar mostrar um terreno bastante semelhante ao da Terra, contendo provavelmente metano e etano, montanhas de gelo e dunas de areia.

 

 

Também nos anos mais recentes, um romance juvenil japonês da série "Shakugan no Shana" mostra Xanadu como um nome de um local a ser criado pelo "Deus da Criação", como uma réplica exata do mundo localizado na fenda entre o mundo humano e o "Mundo Vermelho", e considerado como um paraíso. A obra foi publicada entre 2002 a 2011, escrito por Yashichiro Tanahashi e ilustrado por Noizi Ito e também foi transposta para o mangá, anime para a televisão, videogame e filme de animação de grande sucesso.

 

 

 

Outras menções sobre Xanadu são descritas no romance sci-fi/cyberpunk/fantasy denominado "Otherland" de Tad Williams e também numa canção por Jon Mclaughlin intitulada "You Can Never go Back", e também em diversas outras colocações, incorporadas ao mundo da cultura popular contemporânea.

 

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Principais Fontes Bibliográficas

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Xanadu

http://www.online-literature.com/coleridge/640/

http://www.thenagain.info/webchron/china/kublaikhan.html

http://www.imdb.com/title/tt0081777/

http://www.filmsite.org/citi.html

http://www.cineplayer.com/film.php?id=1945

 

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