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Xica da Silva - Filme - Novela - Teatro Musical


 

 

Xica da Silva já foi um filme, uma novela, uma peça de teatro musicada e também é o nome de um grupo musical formada apenas por mulheres de Minas Gerais, entre outras, mas todas elas com um ponto em comum relacionadas a vida de Francisca da Silva de Oliveira, ou simplesmente Chica da Silva, que nasceu em 1732, filha do português Antonio Caetano de Sá e da escrava Maria da Costa, provinda da região do Golfo da Guiné, na costa ocidental de África chamada Costa da Mina.

 

 

Desta relação nasceu a menina Francisca que passou a ser escrava do sargento-mor Manoel Pires Sardinha, proprietário de lavras no arraial do Tijuco, onde atualmente situa-se o município de Diamantina, em Minas Gerais. Lá Francisca da Silva foi criada e em 1751, teve o seu primeiro filho, cujo pai nunca foi identificado, mas Manoel Pires Sardinha concedeu-lhe alforria, bem como o nomeou como um de seus herdeiros recebendo o nome de Simão Pires Sardinha, educado na Europa e que posteriormente veio a ocupar cargos importantes no governo da Corte.

 

 

Logo depois, Chica da Silva passou a ser escrava de José da Silva e Oliveira Rolim, também conhecido por padre Rolim e assim permaneceu até 1753, quando ela passou para as mãos de um rico contratador de diamantes chamado João Fernandes de Oliveira e um ano depois foi alforriada pelo próprio João, que passou a viver com Chica apesar de nunca se casarem, e assim eles tiveram 13 filhos durante os quinze anos que permaneceram juntos. Por aqueles tempos a união ou casamentos envolvendo brancos com escravas não era tão comum, mas também não raro assim.

 

 

O que realmente chamava a atenção deste casal em especial era o fato de João Fernandes ser um dos homens mais ricos da região, o que fazia com que Chica vivesse uma vida de rainha dentro do seu lar e também obter um lugar de destaque dentro da sociedade daquela época. A união entre eles foi muito boa, até que em 1770, João Fernandes de Oliveira teve de retornar para Portugal para receber uma herança deixada no testamento do pai e assim partiu levando consigo quatro de seus filhos e nunca mais retornou e nem se reencontrou com Chica e morreu em 1779.

 

 

Com as posses deixadas por João Fernandes, Chica passou a viver muito confortavelmente em arraial do Tijuco e seus filhos tiveram as melhores educações, assim como ela usufruía de todas as regalias que as senhoras brancas também tinham, bem como passou a pertencer a Irmandade de São Francisco e do Carmo que eram exclusivamente de brancos e também de outros como a Irmandade das Mercês compostos de brancos e mulatos e também a do Rosário que era exclusivamente de negros.

 

 

Isso tudo era conseguido através de diversas boas doações que Chica proporcionava as diferentes irmandades que pertencia, e isso lhe garantia um lugar de destaque e livre acesso entre brancos e negros. Curiosamente que, apesar de Chica da Silva ser uma escrava alforriada, ela também possuía vários escravos que cuidavam da sua casa e de suas necessidades pessoais. Chica da Silva morreu em 1796, e como era de costume e direito das pessoas pertencentes às irmandades, Chica foi sepultada dentro da igreja de São Francisco de Assis, uma honra praticamente somente destinada aos brancos de posição privilegiada.

 

 

Com o decorrer dos anos após a sua morte, e pela diferente posição social e uma vida confortável que Chica da Silva ocupou, muitas variações sobre a sua vida começaram a ser contadas sofrendo mistificações de todas as espécies, assim como transformada num mito e assim as suas histórias chegaram até os dias atuais contadas de diferentes maneiras.

 

 

Quase duzentos e cinquenta anos depois, em 1976, sua história tornou-se tema de um filme brasileiro denominado "Xica da Silva", sob a direção de Carlos Diegues, com roteiro de Antonio Callado e Carlos Diegues, baseado na obra "Memórias do Distrito de Diamantina" de João Felício dos Santos, e produzido pela Embrafilme e Terra Filmes.

 

 

O filme contou nos papéis principais com Zezé Mota como Xica da Silva, Walmor Chagas como Comendador João Fernandes, Altair Lima como Intendente, Elke Maravilha como Hortência e Rodolfo Arena como Sargento-Mor, entre outros. O filme não tem a pretensão de ser fiel ao fato histórico de Chica da Silva, mas sim em narrar livremente uma das versões sobre a sua vida.

 

 

Curiosamente o espetáculo foi produzido num momento em que se iniciava um lento afrouxamento do regime ditatorial no Brasil, regime esse que teve início em 1964 e terminou em meados dos anos 80, e narrava a história de uma escrava negra chamada Xica da Silva dentro de um cenário em momentos mais ricos da região mineira, atualmente Diamantina, durante o século XVIII, com Xica representando a rebeldia de um povo oprimido.

 

 

 

Xica é mostrada como uma mulher tremendamente fogosa, capaz de provocar um êxtase sexual nos homens e assim consegue conquistar o coração de João Fernandes, um rico representante da Coroa Portuguesa no Brasil, que loucamente apaixonado transforma-a na Rainha dos Diamantes, e assim satisfazendo todos os seus desejos mais escabrosos e extravagantes. Alguns autores olham Chica da Silva como uma das primeiras mulheres independentes do Brasil.

 

 

 

Por outro lado, o lado fanfarrona da Xica desperta alguns inimigos que solicitam ao rei de Portugal que mande um emissário a fim de impedir o crescimento do poder dela dentro da colônia. O filme contêm várias cenas de nudez e insinuações sexuais, que muitos torceram o nariz na época de seu lançamento, e o espetáculo também contou em sua trilha sonora com a música de mesmo nome do filme, composta por Jorge Benjor, e que se tornou muito famosa e cantada até os dias de hoje. A música foi lançada em 1976, e faz parte do álbum "África Brasil".

 

 

 

Na década de 90, a história de Chica da Silva voltou novamente a ser relembrada, através da novela "Xica da Silva", produzida pela extinta Rede Manchete, escrita por Walcyr Carrasco, usando o pseudônimo de Adamo Angel, dirigida por Walter Avancini e exibida entre 17 de setembro de 1996 a 11 de agosto de 1997, no horário das 21h30.

 

 

A novela causou uma polêmica daquelas pela presença da atriz Tais Araújo, que na época tinha entre 17 e 18 anos de idade e aparecia seminua em diversos episódios, causando protestos e notificações, inclusiva da Vara da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro, pedindo que o espetáculo fosse retirado do ar, mas apesar de todos os protestos a novela acabou sendo levada até o seu final.

 

 

 

O espetáculo narrava a história de uma escrava chamada Xica da Silva que acaba levando uma vida de Rainha, com luxo e riqueza, em pleno século XVIII. A personagem era muito linda, atrevida e também muito esperta que conquista um rico marido, deixa de ser escrava e passa a escandalizar a sociedade hipócrita da época, ambientada na áurea época da exploração de diamantes no Brasil.

 

 

O elenco principal contou com Tais de Araújo como Xica da Silva, Victor Wagner como João Fernandes de Oliveira, Drica Moraes como Violante Cabral e Giovanna Antonelli como Elvira, entre outros. A novela fez um grande sucesso e também foi exibida em Portugal, Rússia, Bolívia, Porto Rico, Panamá, entre outros e até nos Estados Unidos, onde foi bastante comentada e atraiu grande audiência.

 

 

Um tempo depois a Rede Manchete acabou falindo, mas a novela voltou a ser reprisada pelo SBT, entre 28 de março a 9 de dezembro de 2005, colocando-a na vice-liderança no horário em que foi apresentada. Por essa época ocorreram alguns contratempos com os alguns atores que participaram da novela, em especial com a atriz Giovanna Antonelli chegou a abrir um processo contra o SBT, alegando que a novela foi exibida sem a sua autorização, mas ela perdeu a causa e recebeu apenas os direitos devidos como todos os outros participantes.

 

 

 

Xica da Silva” também foi uma obra de teatro musical nacional que se caracterizava por ser um espetáculo focado na cultura negra do país, onde diversos profissionais de várias áreas como dança, música, artes cênicas participaram, tendo a parte musical, o roteiro e letras criadas pelo compositor catarinense Charles Prochnow. O espetáculo aconteceu nos dias 19 e 30 de maio de 2010, no Teatro do Centro Multiuso da Beira Mar de São José, na grande Florianópolis, em Santa Catarina. As histórias sobre Chica da Silva continua a ser fonte de inspiração para inúmeras outras atividades culturais e artísticas do país.

 

Vídeo

 

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Xica_da_Silva

http://redemanchete.net/temas/tema.asp?id=7&t=Xica-da-Silva

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=301

http://www.oolhodahistoria.ufba.br/04rossin.html

 

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