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Xogum - Xogunato - História do Japão - Parte 1


 

 

Xogum é um termo na língua portuguesa para designar uma palavra de origem japonesa, que literalmente pela tradução de seu ideograma que é uma junção do significado "comandante" e "exército". A palavra também pode ser encontrado na forma de xógum ou shogun e é utilizado por diversos autores para designar os ditadores militares que governaram de forma hereditária, o período da história japonesa compreendida entre anos de 1192 até 1867.

 

 

Para se entender melhor o termo xogum, precisamos recuar um pouco no tempo, por volta do ano de 663, após a “Batalha de Hakusukinoe”, onde o Japão passou por uma reforma generalizada, sendo que uma das mais importantes foi chamada de “Reforma Taika”, que foi um conjunto de doutrinas estabelecidas pelo imperador Kotoku, que iniciou uma reforma agrária objetivando trazer uma maior centralização e aumentar o poder da corte imperial.

 

 

Com a finalidade de atender essas reformas, posteriormente o Imperador Mommu introduziu uma lei na qual um entre três ou quatro homens fossem convocados para servir o exército nacional. Esses homens eram obrigados a fornecer suas próprias armas e em contrapartida ficariam isento ao pagamento de taxas e impostos.

 

 

Inicialmente os homens convocados serviam apenas como coletores de impostos e servidores civis do império e com o passar do tempo homens mais fortes e qualificados foram sendo recrutados para estabelecer a ordem e muitas vezes ir contra a vontade dos próprios camponeses, dos quais eles eram geralmente originários.

 

 

Somente por volta do século X, esses homens recrutados passaram a receber o nome de samurai, juntamente com novas funções, como a de um militar. Ainda neste período qualquer cidadão comum poderia se tornar um samurai bastando para isso ele se adestrar nas artes marciais samurais conhecidas como "Kobudo" para manter sua reputação, tornar-se habilidoso o suficiente para ser contratado por um senhor feudal.

 

 

Samurai em japonês significa "aquele que serve", portanto, a sua maior função era o de servir com lealdade e empenho o Imperador, que era a autoridade máxima do Japão da época. Em troca recebiam certos privilégios como terras ou então outra forma de pagamento como comida ou outra coisa qualquer de seu desejo.

 

 

Gradativamente foram aparecendo o guerreiro samurai denominados de "bushi", que passaram a também ganhar um privilégio do sobrenome e ao mesmo tempo passaram a ter direito de carregar consigo um par de espadas à cintura intituladas de "daishô", que simboliza um verdadeiro samurai.

 

 

Todos eles também passaram a dominar o manejo do arco e flechas e alguns usavam bastões, lanças e outras armas como foice ou corrente. Também passaram a obedecer a um código de honra denominado "bushidô", onde os samurais não poderiam demonstrar medo ou covardia diante de qualquer situação.

 

 

Passaram a acreditar na honra acima de tudo e que somente a morte perpetuava a sua existência, e isso tornava o samurai um eficiente lutador em campo de batalha e diante de um fracasso praticavam o "seppuku" que consistia em abrir sua barriga com a faca e morrer para repor sua honra de sua família ou o clã a quem ele pertencia. Esse ritual tornou-se popularmente conhecido como “harakiri”.

 

 

No entanto, durante a construção do guerreiro também surgiram muitos samurais desempregados que foram chamados de "ronin", que não adotavam os códigos de honra e também não seguiam o ritual do "seppuku", e a maioria deles acabavam se tornando pequenos bandidos que vivia amedrontando e saqueando as pessoas. Com o decorrer do tempo esses guerreiros acabaram sendo destituídos e permaneceram somente aqueles que aceitavam as imposições da classe dos samurais e se afiliavam a servir um determinado clã.

 

 

No ano de 794 inicia-se o “Periodo Heian”, quando a capital do Japão foi transferida para Heian-Kyo, atual Quioto e governado pelo Imperador Kammu, e por essa época no intuito de proteger os seus interesses nas províncias, o clã da família Fujiwara e outras famílias de nobres passaram a criar sua guarda, os policiais e os soldados, que mais tarde seriam chamados de samurais, e essa classe com o tempo começou a obter maiores privilégios.

 

 

Durante este período muitas campanhas militares foram ocorrendo para lutarem contra aqueles que resistiam ao governo da corte imperial. Foi por esse período que surgiu o título de "Seii-Taishogum", que literalmente poderia ser traduzido como um "Comandante-em-chefe da Força Expedicionária contra os bárbaros", título esse dado a um comandante militar de uma tropa de samurais.

 

 

O primeiro a receber essa condecoração foi Otomo no Otomaro, que se tornou o primeiro xogum da história japonesa. Depois outros xoguns foram nomeados para comandar várias outras batalhas e durante certo tempo esse título chegou a ser abandonado, mas retornou novamente durante o final do “Período Heian”, que se encerra por volta do ano de 1185.

 

Minamoto no Yoritomo

 

 

Em pouco tempo as duas famílias mais poderosas do Japão, o clã Taira e Minamoto, começam a lutar pelo controle do poder e ao final de diversos confrontos o clã Taira acaba sendo vencido na "Batalha de Dan-no-ura" e com essa vitória o chefe Minamoto no Yoritomo ganha um controle maior no governo central e na aristocracia e estabelece um sistema feudal baseado na cidade de Kamakura, onde o grupo militar formando pelos samurais ganham poderes políticos.

 

 

Entretanto os imperadores e a aristocracia japonesa continua a governar o país apenas de "fachada", como forma legal, mas não possuem mais poderes como antes. Assim em 1192, Minamoto no Yorimoto recebe o título de xogum pelo imperador, assume o poder desenvolvido por ele próprio, iniciando o sistema denominado de “xogunato Kamakura” no Japão que é sucedido na sua liderança por outros xoguns descendentes e de forma hereditária.

 

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