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Xote - Ritmo - Dança - Música


 

O Brasil pode ser considerado como um país muito rico em se tratando de diversidades culturais que aqui se originaram ou oriundos de outras localidades como Portugal no tempo da colonização ou então através das nossas origens indígenas, e também dos escravos negros que foram para cá trazidos de diferentes localidades do continente africano.

 

Foto - Mauricio de Nassau

considerado como rei na

província holandesa no Brasil

 

Não podemos também esquecer que por aqui aportaram na época da colonização os franceses e os holandeses que trouxeram a sua cultura, que acabou se miscigenando com os nossos costumes, dando origem a outras e que acabaram influindo na comida, na língua, nomes, hábitos e etc. Mais recentemente no início dos século XX chegaram diversos imigrantes de várias partes do mundo como alemães, italianos, espanhóis e japoneses, entre outros, que foi outro fator que acabou por contribuir trazendo e espalhando as suas raízes culturais.

 

 

Tudo isso naturalmente contribuiu enormemente para o enriquecimento da cultura brasileira e uma dessas influencias marcantes pode ser sentida em diversos ritmos e estilos de danças que chegaram ao Brasil colônia, derivando uma das manifestações mais conhecidas, o xote, que também pode ser encontrado como xótis, chôte ou chótis, e que se propagou principalmente pelo nordeste brasileiro e também pelo sul do país, em especial no Rio Grande do Sul.

 

 

Segundo historiadores e antropólogos o xote teve suas origens na Alemanha pela deformação da palavra "schottisch", que para o alemão significava "escocesa", embora não tivesse nenhuma relação com a Escócia. A expressão que eles se referiam era para a polca escocesa, que assim era conhecida pelos alemães, um ritmo tão contagiante que foi aos poucos conquistando toda a Europa, especialmente na Alemanha onde acabou por se mesclar com o ritmo valsado das famosas Valsas Vienenses e assim passou a ser conhecida por "schottische".

 

 

Esse ritmo foi sentido de diversas maneiras em diferentes localidades da Europa. Na Inglaterra, por exemplo, ela era uma dança saltitante, enquanto que na França tinha um andamento lento, num ritmo quase semi-clássico, provavelmente devido a indumentária da época que dificultava os movimentos rápidos. Este estilo de ritmo, música e dança também chegou a Portugal incorporando-se ao seu estilo de dança de salão portuguesa e passaram a ser denominadas de "chotiça".

 

 

Essa dança de salão portuguesa chegou ao Brasil através do professor e dançarino José Maria Toussaint, por volta de 1851, e passou a ser um ritmo muito prestigiado na elite brasileira da época e dançado em seus riquíssimos bailes. Aos poucos os escravos negros foram observando a dança dos seus senhores e não tardou a também se incorporar dentro da sua coreografia, onde passou a ter características próprias, possuindo maior flexibilidade, giros e muito mais movimentos e foi nesse período que o estilo passou a ser conhecido por xote ou xótis, onde se dançava em pares ou em grupos de quatro.

 

Pintura de Joni Simões

Dançando Xote

 

Com o passar do tempo, o xote no nordeste brasileiro foi se tornando uma modalidade do baião, só que dançado num ritmo mais lento, de forma romântica e com poucas evoluções, mas mantendo sempre o seu aspecto sensual e meio jocoso. Por ser um estilo muito versátil, o xote foi se propagando em diversas variações tanto no nordeste brasileiro, assim como no sul do país, inclusive muitos autores também consideram que o forró é uma das variantes do xote.

 

 

O xote também possui uma marcação muito parecida a muitos outros ritmos conhecidos e provavelmente devido a essa característica que ela passou a também incorporar-se com os elementos da música latino-americana tais como os passos da salsa, da rumba e do mambo, e assim tornando-se um dos ritmos mais dançados e tocados por todo o Brasil.

 

 

No nordeste brasileiro, o xote tornou-se uma dança e música quase que obrigatória nos diversos forrós, onde se dança em ritmo quente e contagiante. Existem lugares como na Paraíba, por exemplo, onde existem diversas modalidades conhecidas, como "xote batido", "xote arrastadinho" e o "xote miudinho", entre outros, todos eles dançados no mesmo ritmo, mudando-se apenas os seus passos.

 

 

No Estado do Pará temos o conhecido "xote bragantino", que segundo os historiadores ela nasceu através dos escravos negros em 1798, durante a fundação da Irmandade de São Benedito, no município de Bragança. Atualmente esses movimentos coreográficos da forma primitiva do xote já não mais existem em Bragança, mas novas adaptações foram ocorrendo até chegar aos nossos dias com um grande efeito visual, com a utilização de instrumentos típicos das demais danças folclóricas paraenses como os solos de rabeca e o canto sendo puxado por um dos integrantes do grupo musical, bem como a sua indumentária que usam coloridos festivos.

 

 

No sul do Brasil também são conhecidas às chamadas "xote carreirinha", onde os casais correm no mesmo rumo, e é muito semelhante aos que os imigrantes e descendentes de origem alemã conhecem como "ritsch-polka". Esta modalidade de xote é muito comum no Rio Grande do Sul e além desse existem as chamadas de o "xote de sete voltas", que exigem que o casal dê sete voltas, bailando primeiro numa direção e depois noutra.

 

Pintura de Thais Ibanñez

Xote das Duas Damas

 

Tem também o "xote do Chico Sapateado", onde se dança alternando-se com os movimentos da polca e os bailarinos abraçam pela cintura, dão voltas, sapateiam e durante a execução eles se tocam através das pontas dos dedos da mão direita formando pares, entre outras variações.

 

Vídeo

Clique para assistir

 

 

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Xote

http://www.infoescola.com/danca/xote

http://www.cdpara.pa.gov.br/xote.php

http://www.osignificado.com.br/xote/

http://comunidadecultural.blogspot.com/2012/03/xote.html

 

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