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Yara Cortes - Atriz Brasileira


 

 

Yara Cortes nasceu como Odete Cipriano Serpa, no dia 22 de setembro de 1921, no Rio de Janeiro, numa família carioca muito rica e aos nove anos de idade perdeu sua mãe, e a partir de então passou a ser criada no Colégio Interno Santa Tereza de Jesus. Foi nesse mesmo local, quando estava fazendo o ginásio que começou a fazer as suas primeiras peças de teatro amador, onde desenvolveu seu gosto pela arte teatral.

 

 

Mais tarde, durante o período da Segunda Guerra Mundial atuou como enfermeira voluntária para o Exército na base de Paranamirim, em Natal, Rio Grande do Norte e também como aeromoça da Aerovias Brasil, e depois telefonista internacional. Também trabalhou numa firma de construção e por volta de 1948, se candidatou a um teste para uma vaga de atriz na Companhia de Teatro Dulcina.

 

 

Elae foi aprovada e passou a integrar o elenco de "Mulheres", e onde provavelmente passou a assumir o nome artístico de Yara Cortes, e naquele mesmo ano chegou a ganhar o seu primeiro prêmio. Nos anos 50 veio para a televisão, para atuar nos teleteatros da extinta TV Tupi e em 1952, já integrava ao elenco do "Grande Teatro Tupi" onde fez várias as peças como "Senhora" e "Diabinho de Saias", entre outras e continuou atuando no teatro.

 

 

Em 1959, ingressou na companhia de Teatro dos Sete, trabalhando ao lado de Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi e Sérgio Brito, e integrando o elenco do espetáculo "O Mambembe" que foi apresentado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ainda neste mesmo participou do filme brasileiro "O Palhaço o que é?", sob a direção de Carlos Manga e roteiro de José Cajado Filho, realizado pela Atlântida Cinematográfica e atuando ao lado Carequinha, Sonia Mamede, Chico Anysio, Castro Barbosa, Fábio Sabag e Castro Barbosa, entre outros.

 

 

Entre 1965 a 1968, e sendo filha de uma americana, morou nos Estados Unidos onde tinha parentes, e por esse tempo descobriu que herdara de sua mãe o seu gosto pelo blues, aonde chegou a reunir algumas raras coleções de discos antigos. Depois retornou ao Brasil e participou em 1968 do filme "O Rei da Pilantragem" de Jacy Campos, com roteiro de Carlos Imperial e ao lado Wilza Carla, Cyl Farney, Carlos Imperial, Lúcio Mauro, Orlando Silva e Paulo Silvino, entre outros.

 

Yara Cortes em Dona Xepa

 

No ano seguinte participou do filme "Viver de Morrer" sob a direção e roteiro de Jorge Ileli, produzida pela Cinesul e EntreFilmes, atuando ao lado de nomes como Mário Benvenutti, Alberico Bruno, Sônia Clara, Jorge Dória, Odete Lara e Fregolente, entre outros. Depois assinou um contrato com TV Rio onde fez a sua primeira novela chamada "Os Acorrentados", que foi escrita por Janete Clair e dirigida por Daniel Filho, onde Yara Cortes interpretava a personagem Mônica.

 

Yara Cortes em O Rebu

 

A novela também foi exibida também em São Paulo, através da TV Record entre janeiro a maio de 1969. Depois veio para a Rede Globo de Televisão, de onde não mais saiu e participou da novela "Minha Doce Namorada", escrita por Vicente Sesso e sob a direção de Régis Cardoso e Fernando Torres, que foi ao ar entre 19 de abril de 1971 a 25 de janeiro de 1972, e onde Yara interpretou a personagem Madame Alice Jordão.

 

Yara Cortes e Sandra Barsotti em O Casarão

 

Por esse tempo, também participou do filme "Jerônimo, o Herói do Sertão" sob a direção de C. Adolpho Chadler e roteiro de Célio Gonçalves e Moysés Weltman, através da C. Adolpho Chadler Produções Cinematográficas e atuando ao lado de Elizabeth Baker, Antonio Carnera, Marly de Fátima, Dentinho, Célio Gonçalves e Marina Montini, entre outros. Logo em seguida em 1973, participou do filme "Obsessão" sob a direção de Jece Valadão, baseada numa estória de Janete Clair e roteiro de Luiz Antonio Piá, através da Cinedistri e Magnus Filmes e onde atuou ao lado de Jece Valadão, Rossana Ghessa, Vera Gimenez, Felipe Carone e Dionísio de Azevedo.

 

 

Francisco Cuoco e Yara Cortes em O Semideus

 

Nesse mesmo ano participou da novela "O Semideus" pela Rede Globo, escrita por Janete Clair e direção de Walter Avancini, supervisionada por Daniel Filho, em preto e branco e que foi ao ar entre agosto de 1973 a abril de 1974, no horário das 20 horas. Nesta novela Yara interpretou a personagem Sula e atuou ao lado Tarcísio Meira, Glória Menezes, Francisco Cuoco, Yoná Magalhães e Juca de Oliveira, entre outros.

 

Yara Cortes em Rainha Diaba

 

Também em 1974, fez parte do filme "Rainha Diaba" sob a direção e roteiro de Antônio Carlos Fontoura, baseado numa estória de Plinio Marcos, ao lado de Milton Gonçalves, Odete Lara, Stepan Nercessian, Nelson Xavier, Wilson Grey e Edgar Gurgel Aranha, entre outros. Yara Cortes interpretou a personagem Violeta e esse foi o último filme de sua carreira, depois passou a dedicar-se somente ao teatro e televisão.

 

Lima Duarte e Yara Cortes em O Rebu

 

Durante essa época também participou da novela "O Rebu" uma novela escrita por Bráulio Pedroso e direção de Walter Avancini e Jardel Mello, que foi exibida entre 4 de novembro de 1974 a 11 de abril de 1975, onde Yara interpretou a personagem de Maria Angélica de Lara Campos, também conhecida por Dona Bubu. Depois participou da novela "O Grito" escrita por Jorge Andrade e direção de Walter Avancini, Gonzaga Blota e Roberto Talma que foi exibida pela Rede Globo entre 27 de outubro de 1975 a 30 de abril de 1976, e onde Yara Cortes interpretou a personagem Carmem.

 

 

Em seguida participou da novela "O Casarão" escrita por Lauro César Muniz, dirigida por Daniel Filho e Jardel Mello, que foi exibida entre 7 de junho a 11 de dezembro de 1976, e onde Yara interpretava a personagem Carolina Galvão de Sousa. A novela narrava três épocas ao mesmo tempo e também o momento atual, abordando temas como decadências das tradicionais oligarquias cafeeiras paulistas, além de outros temas.

 

 

Depois, fez a novela que consagraria Yara Cortes como uma das maiores atrizes da nossa televisão, ao interpretar o papel principal da novela "Dona Xepa", escrita por Gilberto Braga baseada na peça teatral homônima de Pedro Bloch. A novela teve a direção de Herval Hossano e foi apresentada entre maio e outubro de 1977, no horário das 18 horas, pela Rede Globo.

 

 

A personagem Dona Xepa era uma mulher muito simples, que dava duro todos os dias numa barraca de feira-livre em São Paulo, para criar seus dois filhos e os fazerem estudarem para não ter que levar a vida que ela levava, entretanto, a medida que eles foram crescendo, passaram a mostrar ingratidão a ela, assim como demonstravam sentimento de vergonha da mãe, por ela não ter modos refinados como eles queriam.

 

Yara Cortes em Marrom Glacê

 

Logo depois fez as novelas "Pecado Rasgado" em 1978 e "Marrom Glacê" em 1979 e no ano seguinte na novela "Chega Mais" fez uma participação especial no primeiro capítulo, interpretando a mesma personagem que fizera na novela anterior "Marrom Glacé". Depois entre 1980 a 1984, interpretou a Delegada Chica Bandeira, na série de televisão brasileira "O Bem-Amado", pela Rede Globo.

 

Yara Cortes em O Bem-Amado

 

A série foi escrita por Dias Gomes e direção de Régis Cardoso e Jardel Mello, e baseado na novela de mesmo nome, apresentada em 1973, onde os acontecimentos giravam em torno da cidade de Sucupira, na Bahia, cidade administrada pelo prefeito Odorico Paraguaçu, um político corrupto e ardiloso que usava de todas as artimanhas para conseguir o que queria.

 

 

Depois do encerramento da série, voltou a atuar nas novelas "Tenda dos Milagres", "Ti Ti Ti", "Roda de Fogo" e outros e sua última aparição numa novela aconteceu em "História de Amor" escrita por Manoel Carlos e direção de Ricardo Waddington, Roberto Naar e Alexandre Avancini, que foi ao ar entre 3 de julho de 1995 a 2 de março de 1996, e onde Yara Côrtes interpretou a personagem Olga Moretti Miranda.

 

 

Além das novelas participou de alguns episódios da série "Você Decide", entre 1993 a 1999. Yara não tinha filhos e morava num pequeno apartamento em Copacabana, onde gostava de criar dezenas de passarinhos. Ela sofria de câncer no pulmão e foi internada no Hospital Copa D´Or, em Copacabana, Rio de Janeiro, e veio a falecer no dia 17 de outubro de 2002, aos 81 anos de idade, de insuficiência respiratória e foi sepultada no cemitério de São João Batista.

 

Filmografia

 

 

Você Decide – série – 1993-1999

História de Amor – novela – 1995

A Viagem – novela – 1994

A Madona de Cedro – minissérie – 1994

Felicidade – novela – 1991

Mico Preto – novela – 1990

Top Model – novela – 1989

Pacto de Sangue – novela – 1989

O Pagador de Promessas - minissérie – 1988

Mandala – novela – 1987

Roda de Fogo – novela – 1986

Ti Ti Ti – novela – 1985

Tenda dos Milagres – minissérie – 1985

Chega Mais – novela – 1980

O Bem-Amado – serie – 1980

Marrom-Glacê – novela – 1979

Pecado Rasgado – novela – 1978

Dona Xepa – novela – 1977

O Casarão – novela – 1976

O Grito – novela – 1975

O Rebu – novela – 1974

A Rainha Diaba – filme – 1974

O Semideus – novela – 1973

Obsessão –novela – 1973

Jerônimo, o Herói do Sertão – filme – 1972

Minha Doce Namorada – novela – 1971

Acorrentados – novela – 1969

Viver de Morrer – filme – 1969

O Rei da Pilantragem – filme - 1968

O Palhaço o que é? – filme – 1960

Grande Teatro Tupi – teledrama - 1952

Fonte – imdb.com

 

Vídeo

Principais Fontes Bibliográficas

 

http://www.imdb.com/name/nm0181275/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Yara_Cortes

http://memorialdafama.com/biografiasRZ/YaraCortes.html

http://www.spescoladeteatro.org/br/enciclopedia/index.php/Yara_Cortes

http://porondeanda.multiply.com/journal/item/213/213?&show_interstitial=1&u=%2Fjournal%2Fitem

 

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