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Contato - Parte 3


 

 

Gilda de Abreu escrevia e Vicente Celestino mostrava que sabia interpretar tão bem quanto cantava, mesmo Ébrio. Sergio Cardoso era um sucesso tanto no teatro quanto na televisão, Rodolfo Mayer encantava a todos com o monólogo As Mãos de Eurídice e Raul Cortez em Greta Garbo Quem Diria Acabou no Irajá.

 

 

José Mojica Marins era o nosso cineasta do terror. Ele não possuía a fama de um Boris Karloff ou Vincent Price, mas também dava das suas. Deixou crescer as unhas e virou intocável. Outrora considerado como uma droga pelos intelectuais da época, hoje uma respeitada celebridade. São as viradas do mundo. Mais tarde foi a vez de Bento Carneiro, o vampiro brasileiro.

 

Foto - Ayres Campos como Capitão 7

 

Pullman Junior era um programa obrigatório da molecada, sob o comando de Cidinha Campos e Durval de Souza, sem esquecer naturalmente de Márcia Cardeal no comando da Sessão Zás-Trás. Também era tempos dos super heróis. Dos states vinha o Superman, das terras nipônicas National Kid e por aqui a gente sentia saudades do Capitão 7.

 

 

A televisão também foi palco de frases memoráveis. Na TV Nada se Cria Tudo se Copia; Quem Não se Comunica se Trumbica; Vocês Querem Bacalhau?; Terezinha...!!!; Alô, Dona Maria, seu Dinheiro vai dar cria; Eu vim para confundir, não pra explicar. Roda, Roda, era o velho guerreiro Chacrinha e suas frases geniais.

 

Foto - Programa Silvio Santos - desde setembro de 1960

 

Na época seu programa, bem como a de outros animadores populares, como o Silvio Santos, por exemplo, era taxado de baixo nível cultural e o escumbau. Proeminentes entendidos, cultos, belos, inteligentes e falando de boca cheia dizia não assistir a toda aquela baixaria. Depois que Chacrinha foi para o céu, todos passaram a aplaudi-lo como preferência nacional. Muitos outros ainda estão aí levando as porradas.

 

 

Hoje eu critico os Big Brothers da vida, as Mulheres Frutas, o Pânico, Márcia Goldshmidt, entre outros. Pois é meu amigo, viver uma época é uma coisa, entendê-la é completamente outra. Faça o que eu digo, mas não faça o que faço. Que atirem a primeira pedra, pois amanhã tudo muda. São coisas da vida, o mundo se repete. Que doce ironia.

 

Foto - Mário Tupinambá ou Bertoldo Brecha

 

Mário Tupinambá era outro com frases cheias de efeitos inusitados. Quem não se lembra de sua célebre profecia: A ignorança é que Astravanca o Progréssio”; Veeenhhaaa!!!...; Camarão é a Mãe!; Não é Meu Caro Colégua.

 

 

Fora da televisão, Vicente Matheus também ficou conhecido por frases a ele atribuídas quando presidente do Corinthians, como: O difícil, vocês sabem, não é fácil; Pede pra Antártica mandar umas Brahma ou O Sócrates é inegociável, invendável e imprestável, entre tantas outras.

 

 

Cresci ruim de bola, rodar peão não era muito comigo, mas adorava empinar capucheta feita de jornal e na bolinha de gude até que eu me saia bem. Carambolou deixou! Gritava a molecada. Carrinho de Rolimã era a minha praia e todos construíam do seu jeito. Os velhos rolimãs a gente encontrava nos entulhos ou trocávamos por figurinhas. Já outros só davam rolê na sua Magrela e gente com inveja criticava, lá vem o Mané!

 

 

Quando algum treco dava errado, Mixou o Carbureto. Mulher não tinha TPM, ficava de Chico ou de Paquete. Havia muito Bocomoco, Cafajeste e Gilete, isso deixava muita gente Cabreiro, era um verdadeiro Desbunde. Tinha cara que estava sempre na Fossa, outros só viviam Mocozando, coisa de Pé de Chulé ou cara Xexelento, e isso era do Pirú!.

 

 

Houve um tempo em que era moda entre a garotada era colecionar figurinhas em álbuns que vendiam nas bancas dos jornais. A gente comprava as figuras de jogadores de futebol que vinham dentro de um envelopinho e ia colando. Geralmente com as sobras jogava-se o bafo, mas não antes de selar o monte, que era o truque que se usava apertando as figurinhas, para dificultar a sua virada. Putzgrila, como era  legal!

 

 

Os anos setenta ficaram marcados pela Revolução dos Cravos, com a gestão Brejnev, pela violência da luta armada e terrorismo, mas também chegava ao fim a terrível Guerra do Vietnã. O mundo sentiu a primeira crise do petróleo e os jovens reconheciam o rock progressivo de Pink Floyd, Gênesis e Emerson, Lake & Palmer. No Brasil pintava O Terço e Rita Lee & Tutti-Frutti, sem falar nos Doces Bárbaros. Nascia a primeira Grande Família e Chico City também.

 

 

Simoni e Jairzinho eram a grande esperança do Brasil. O Fofão continua até hoje e Castrinho retornou na Escolinha com o personagem Geraldoooo!!! e também andou mostrando que é muito bom na cozinha. Costinha e Golias viraram estrelas no céu. Dercy também.

 

Foto - Renato Corte Real

 

Ioná Magalhães continua bonita como sempre e Eva Tudor muito simpática e delicada. Renato Corte Real e Agnaldo Rayol em Corte Rayol Show, fizeram a festa de música e besteirol, bem antes de Casseta & Planeta. Fábio Junior era o galã da vez e Paulo Gracindo continuava a ser o primo rico.

 

 

Pouca gente se lembra dos programas da Excelsior, mas muitos de Redenção, a novela que nunca acabava. Glória e Tarcisio também começaram a fazer sucesso lá na Excelsior e Moacir Franco era a grande sensação com muita música e humor. Na Record havia o Show do Dia 7 e além disso a Família Trapo, que era imperdível.

 

Foto - John Herbert e Eva Wilma

 

Lolita Rodrigues, pouca gente viu, mas foi ela que cantou o hino da televisão, enquanto Hebe Camargo escapava para namorar. Mais tarde foi recompensada com o Almoço com as Estrelas ao lado de Airton Rodrigues, na extinta Tupi. Eva Wilma e John Herbert eram o casal modelo em Alô Doçura, e todos choravam com Albertinho Limonta e Mamãe Dolores, em O Direito de Nascer.

 

Foto - Carmem Miranda

 

Beverly Hills Urgente: Brasil em luto morria Carmem Miranda. Criticada por alguns, amada por muitos, portuguesa de nascimento e brasileira de coração, a Pequena Notável mostrava ao americano como se fazia um bom Tico-Tico no Fubá, ao sabor de vatapá e mungunzá.

 

 

Repórter Esso era a testemunha ocular da história. Heron Domingues e Antônio Pimentel, entre outros também passaram por lá. No início dos anos 60, as atenções se voltavam para Brasília, a nova capital da esperança, obra de um presidente denominada de bossa-nova.

 

 

Tom e Vinicius descobriam um corpo dourado do sol de Ipanema. Lyra, Menescal e Boscoli eram mestres da nova bossa. Mais que nada Jorge Ben virava Benjor. Chega de Saudade, João Gilberto tocava, Tito Madi sonhava, Dick Farney cantava e a todos encantava.

 

Foto - Elis e Jair Rodrigues

 

Em tempos de Tropicália, todos curtiam Caetano, Gil e Gal e Fino da Bossa também era legal. Elis vinha fazendo um grande Arrastão e deixa que digam, que pensem, que falem, pois Jair deixava tudo isso pra lá. Chico Viola e Roquete Pinto significava trabalho, competência e talento. Só restou o Troféu Imprensa que persiste e resiste e o Oscar não é mais aquele.

 

Foto - Ieda Maria Vargas

 

As mulheres também brilhavam lá fora. Ieda Maria Vargas abocanhou o Universo de 63, Adalgisa Colombo é praticamente a vencedora de 58, já que a ganhadora casou e se pirulitou. Marta Rocha, a baiana tirou segundo lugar em 54 e ninguém engole as duas polegadas até hoje. Maria Esther Bueno era a nossa tricampeã de Wimblendon e Gisele Bünchen mantêm a tradição.

 

 

Vera Fischer também nasceu Miss, foi lá fora e ficou entre as quinze melhores do mundo. Voltou, tornou-se sex-simbol, a rainha da pornochanchada, depois conseguiu apagar todos os seus fantasmas e se tornou uma atriz de primeira grandeza. Sonia Braga, também largou o Garibaldo, disputou com a Vera na tela, foi para os estates e se consagrou em O Beijo da Mulher Aranha. Cidinha Campos se bandeou para a política, que pena!.

 

 

Manuel da Nóbrega deixou ao seu filho Carlos a incumbência de manter a praça sempre cheia de alegria, assim como tratar bem a velha surda, ter paciência com o Professor Bartolomeu Guimarães, sem naturalmente nunca esquecer da Catifunda.

 

 

A Praça deixou o seu cantinho da saudade. O próprio Manuel, Roni Rios, Golias, Simplício, Maria Tereza, Costinha, Consuelo Leandro, Walter Stuart, Borges de Barros e Walter D´Ávila, entre muitos outros inesquecíveis. Alguns simplesmente sumiram como a bela Jacqueline Myrna, que achava brasileiro tão bonzinho, mas Zé Bonitinho ainda continua.

 

Foto - Ataulfo Alves

 

Já fui hippie, beatnik e tinha o símbolo da paz dependurada no pescoço como dizia Raul Seixas, mas ainda assim havia lugar para a velha guarda de Ataufo Alves, Ciro Monteiro, Carmélia Alves e tantos outros. Que saudades de Cartola e de Dolores Duran. Caymmi mostrava o que a baiana tem e Paulo Diniz lembrava do amigo exilado na Inglaterra com “I wanna to go back to Bahia”.

 

Foto - Ary Leite

 

Juarez Machado fazia humor sem abrir a boca e Chico comandava a Escolinha do Professor Raimundo. Ary Leite infelizmente nos deixou e Jô já fez de tudo, foi mordomo, aeromoça, supergay e até rei. Depois cansou de tudo isso, se mandou para o SBT e lá comandou Jô Onze e Meia, que nunca iniciava antes da meia noite.

 

Foto - Idalina de Oliveira na TV Record

 

A Tupi foi a emissora de vanguarda, cria de Assis Chateaubriand. Tudo era muito novo, ninguém sabia como vender bananas nascia então, as garotas propagandas. Rosa Maria foi a pioneira, depois vieram Neide Alexandre, Idalina de Oliveira, Meire Nogueira, Vilma Chandler, entre outras. Nove, entre dez estrelas do cinema usavam Lux, mas Omo lavava mais branco.

 

 

A cidade maravilhosa também ganhou a TV Rio. São Paulo a Cultura e mais tarde foi vez da Manchete. Silvio largou a Record e rumou para a TVS, nascia o Gugu e o seu pintinho era amarelinho. Faustão improvisava naquela época e tudo era bilú bilú tetéia, hoje é só reboleition.

 

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