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Espaço 1999 - Space 1999 - Parte 2
Keith Wilson, que já havia trabalhado com Gerry e Sylvia desde Fireball XL5, ficou encarregado dos desenhos da produção de Espaço 1999 e Brian Johnson, que trabalhou com a dupla em Thunderbirds e UFO e também com Kubrick em "2001: A Space Odissey" em 1968, foram sem dúvida, os responsáveis pela criação dos elementos mais recordados da série que eram a Base Lunar (Moonbase) e as poderosas naves Águias (Eagles).
A Base Lunar, assim como na série Jornada nas Estrelas, era habitada por uma tripulação internacional, constituída de mais ou menos 300 pessoas de diversos níveis e especialidades. Ficava situada dentro de uma enorme cratera lunar, com diâmetro de aproximadamente quatro quilômetros, com várias comodidades tais como gravidade artificial, uma fazenda para a produção dos alimentos, recicladores de ar e de água, além de uma poderosa usina nuclear geradora de energia.
Os vários interiores da Base continham grandes espaços, um aspecto frio e asséptico, com estruturas modulares, o que permitia rapidamente a criação de novos ambientes, em implicar muita mão-de-obra. Os trajes da primeira temporada foram criados por Rudi Genreich, que mostravam as últimas tendências, por isso mesmo é que o Comandante Koenig e outros tripulantes aparecem usando pantalonas, conhecidas por nós como "boca de sino".
Além disso, os uniformes utilizados na série tinham uma particularidade especial, a função de cada membro e integrante da tripulação era especificada por uma cor em suas mangas, a cor branca, por exemplo, determinada o setor médico, o amarelo a comunicações, e assim por diante. A música tema de abertura ficou ao cargo de Barry Gray, que já havia composta outras obras para os Andersons.
Até hoje as naves especiais utilizadas na série constituem símbolos de Space 1999, eram naves com desenhos espetaculares, apesar de um perfil nada aerodinâmico. Foram projetados diversos modelos que cumpriam diversas tarefas como transporte, reconhecimento, e até uma nave laboratório foi construído, tudo em modelos em escalas que variavam de 13 a 110 centímetros. Esses modelos são atualmente alvo dos colecionadores modernos, bem como as suas reproduções que eram utilizadas para o merchandising da série.
Apesar de toda a beleza plástica que até os dias atuais nos impressionam, muitas coisas parecem deixar a desejar, como, por exemplo, os computadores e os instrumentos utilizados, que eram cheios de botões, com dezenas de metros cúbicos de comprimento, que mostrava seus resultados em impressoras matriciais, em folhas quilométricas, computadores utilizando o nosso velho, querido e intragável DOS. Tudo isso pode parecer estranho, mas devemos sempre nos lembrar que a série foi produzida nos anos setenta, e naquela época aquilo que é mostrado na série é o que havia de mais moderno em termos de evolução tecnológica.
Para esta série o elenco foi escolhido minuciosamente, pois o objetivo principal dos produtores da série era ingressar no mercado norte-americano, para angariar e recuperar o investimento, visto que a ITC e a rede italiana TV RAI, haviam injetado cerca de três milhões de libras, consideradas uma das produções mais caras já produzidas para a televisão, até então. Para conseguir isto, optaram por armar um elenco liderado por reconhecidos atores norte-americanos. Inicialmente para o papel do comandante foi cogitado o nome de Robert Culp, mas no final optaram por Martin Landau, mesmo porque Landau vinha de um trabalho na série "Missão Impossível" onde ele interpretava Rollin Hand, o mestre do disfarce do grupo, que o deixara muito popular e famoso.
Não só convidaram Landau, mas também Barbara Bain, que também era sua esposa na vida real, na época e que também havia trabalhado na em Missão Impossível, onde ela fazia a bela e inteligente Cinnamon Carter e que em Space 1999 interpretaria a encantadora e elegante Doutora Helena Russell, a médica da Base Lunar.
E para completar o quadro, um membro científico, o professor Victor Bergman, que era o coordenador científico da Base e também o "cérebro" de todas as operações científicas da série. Coube a Barry Morse interpretar esse personagem, mas pena que ele só tenha permanecido na primeira temporada. Barry ficou muito famoso ao interpretar o detetive e perseguidor implacável do Dr. Richard Kimble, na série "The Fugitive".
Outros personagens foram interpretados por Nick Tate, Prentis Hancock, Zienia Merton, Clifton Jones, entre outros. Na segunda temporada, porém ocorreram muitas mudanças, principalmente no elenco, onde outros personagens foram criados e alguns foram simplesmente e inexplicavelmente retirados da série. A série contou também com uma legião de artistas renomados que participavam como artistas convidados, dos quais se destacam Peter Cushing, Christopher Lee, Joan Collins, Margareth Leighton, Brian Blessed, Leo McKern, entre outros.
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