Os Primórdios do Cinema Mudo

 


Alguns Filmes em Destaque

El Sartorio considerado o curta-metragem mais ousado de todos os tempos, uma produção da Argentina, cuja produção, direção, elenco, e outras cocitas mais ninguém conhece, que mostravam três lindas jovens beldades tomando um inocente banho num rio. Até que chega El Diablo e força uma das jovens inocentes a fazer sexo oral com ele, e aproveitando que ele estava ali mesmo, manda ver também nas três puras jovenzinhas. É coisa do diabo, do capeta.

O filme é considerado como provavelmente o primeiro filme pornográfico da história de toda a cinematografia mundial. A primeira também a mostrar os genitais e provavelmente o primeiro a usar cenas externas.

Tunnel sous la mancheouLe cauchemar franco-anglais um curta-metragem francês sob direção, produção e roteiro de Georges Méliès, mostrando uma cena em que o Rei Eduardo VII e o Presidente Armand Fallières sonham em suas salas e graças a eles é aberto um famoso túnel ligando a Inglaterra e a França, mas dois trens colidem e o túnel é destruído. Felizmente tudo não passou de um sonho. O filme fez estréia em 1 de julho de 1907, com duração de 23 minutos.

Cast Up by the Seaum drama de curta-metragem, produzido e distribuído pela Vitagraph Company, e considerado como a estréia da atriz Florence Turner no cinema, com estréia em 14 de setembro de 1907. Maiores informações não foram encontradas.


Uma atriz chamada Florence Turner

Florence Turner nasceu no dia 6 de janeiro de 1885, em Nova Iorque, Estados Unidos, e praticamente nasceu no palco, pois aos três anos de idade já estava no palco juntamente com sua mãe. Foi crescendo fazendo parte de uma variedade de produções, até chegar em 1906, ao cinema através da Vitagraph Company e fez sua estréia com o filme “Cast Up by the Sea” em 1907.

Por sorte, chegou ao cinema numa época em que não havia estrelas, e em menos de um filme já era uma estrela famosa, apesar de muitos não saberem seu nome, pois os créditos de seu nome demoraram um bom tempo até começarem a aparecer nos filmes, mas muitos a conheciam como “Vitagraph Girl”. Em março de 1910, ela e sua amiga Florence Lawrence podiam ser consideradas como as atrizes mais famosas da época.

Apesar disso, assim como sua fama veio rapidamente, ela também se foi logo e por volta de 1913, já não era tão especial. Assim sendo, ela foi a procura de trabalho em outros lugares, e deixou os Estados Unidos acompanhado de seu velho amigo Laurence Trimble, que a dirigiu em vários filmes.

Na Inglaterra passou a trabalhar junto a salões de dança. Algumas vezes escrevia roteiros e dirigia seus próprios filmes, incluindo uma série de comédia, criando a sua própria produtora, a Turner Film, para a qual fez cerca de 30 curtas-metragens.

Durante a Primeira Guerra Mundial atuou entretendo as tropas aliadas, e depois da guerra retornou aos Estados Unidos, mas não se deu tão bem como esperava. Em 1920, voltou novamente para a Inglaterra e lá permaneceu até 1924, quando retornou para Hollywood já praticamente esquecida.

Passou então a trabalhar fazendo papéis secundários até por volta de 1930, e depois sua carreira ficou limitada a alguns papéis a ela oferecida de vez em quando, e chegando a trabalhar até como uma extra.

Após realizar mais de 160 filmes, ela se retirou para Motion Pictures & Television Country House and Hospital, algo como um retiro ou uma comunidade de aposentados, um serviço mantido pela Motion Picture & Television Fund. Lá Florence morreu esquecida no dia 28 de agosto de 1946, aos 61 anos de idade.

Alguns Filmes em Destaque

The Spy: A Romantic Story of the Civil Warum drama de curta-metragem, sob direção de William V. Ranous, estrelado por John G. Adolfi, produzido e distribuído pela Vitagraph Company of America, com estréia em 9 de março de 1907. Sem maiores detalhes.


Um ator e diretor chamado John G. Adolfi

John G. Adolfi nasceu em Nova Iorque no dia 19 de fevereiro de 1888, e estreou como ator em 1907 no filme “The Spy: A Romantic Story of the Civil War” e continuou atuando até por volta de 1913, quando preferiu seguir a carreira como diretor, começando por filmes de baixo orçamento para pequenas empresas independentes, mas de vez em quando também trabalhava para a para a poderosa Fox.

Sua grande chance como diretor surgiu com o advento do som e formou parceria com o ator George Arliss, que ele dirigiu em diversos sucessos. Fez filmes como ator em 34 filmes iniciando em 1907 até 1912, depois fez algumas participações esporádicas em 1913 e 1917.

A partir de 1913, iniciou sua carreira como diretor começando com o filme “Through the Sluice Gates” até 1933, num total de 75 filmes. Também escrever roteiros para oito filmes e uma como produtor. John G. Adolfi morreu em 11 de maio de 1933, aos 45 anos, em Columbia Britânica, no Canadá.


O nascimento da produtora Essanay Studios

A Essanay Studios ou Essanay Film Manufacturing Company foi uma produtora cinematográfica norte-americana fundada em 1907, por George K Spoor e pelo cineasta, ator e diretor Gilbert M. “Broncho Billy” Anderson, e que originalmente era chamado de Peerless Film Manufacturing Company e em 10 de agosto de 1907, passou a denominada de Essanay e iniciou com a produção do filme “The Hobo on Rollers” de 1907, estrelado por Ben Turpin, que acabou se tornando um tremendo sucesso e arrecadando muitos dólares desde o seu lançamento.

Com isso a empresa prosperou e em 1908, mudou-se para Chicago, mas devido aos padrões climáticos sazonais e com a crescente popularização dos filmes de western, eles abriram um outro estúdio na Califórnia por volta de 1913, onde Broncho Billy passou a filmar muitos filmes de western. No final de 1914, a Essanay conseguiu contratar Charlie Chaplin, que até então era contratado pela Keystone Studios de Mack Sennett, oferecendo um salário maior e uma unidade própria para sua produção.

Na Essanay, Charlie Chaplin produziu cerca 14 comédias de curtas-metragens em 1915. Os dois estúdios, tanto de Chicago, quanto da Califórnia passaram a produzir a todo vapor diversos tipos de filmes com diversos artistas como Ben Turpin, Wallace Beery, Gloria Swanson, Tom Mix, Harold Lloyd, Virginia Valli e Edward Arnold, entre muitos outros.

Em 1916, Charlie Chaplin deixou o estúdio e sua saída provocou racha entre os fundadores, pois Chaplin era o que mais trazia dinheiro para a empresa. Não tendo outra saída recorreram a produzir outros filmes a partir de imagens de arquivos de Chaplin.

Logo depois contrataram o comediante francês Max Linder, mas ele não conseguiu a mesma popularidade que Chaplin tinha nos Estados Unidos. Num esforço de tentar salvar o estúdio, a Essanay fundiu-se com outras companhias, a Vitagraph, Lubin, Sellig, orquestrada por George Kleine, um distribuidor de Chicago em 1918 e passaram a atuar por pouco tempo com a sigla VLSE.

Apenas a marca Vitagraph continuou até 1920, quando foi absorvido pela Warner Brothers em 1925. Um dos fundadores da Essanay, George K Spoor continuou a trabalhar na indústria do cinema, mas não se deu bem. George morreu em Chicago em 1953. O outro fundador Broncho Billy Anderson tornou-se um produtor independente patrocinando os filmes de Stan Laurel, e uma série de comédias do cinema mudo. Anderson morreu em Los Angeles em 1971.

Louis Burt Mayer


A semente que acabou virando a famosa MGM

No ano de 1907, tem início a história de um homem que muitos anos depois se tornaria também a história da grande produtora e distribuidora de filmes, a MGM, e isso tudo começa quando o senhor Louis Burt Mayer resolveu reabrir o Teatro Gem, uma casa com cerca de 600 lugares, em Massachussets e transformá-la numa sala de cinema chamada Orpheum. Pouco tempo depois, o senhor Mayer já controlada uma cadeia de teatros em New England.

Por volta de 1914, o senhor Mayer e os seus sócios resolveram pagar ao diretor D.W. Griffith, cerca de duzentos e cinqüenta mil dólares, que era muito dinheiro naquele tempo, para ele dar os direitos de exclusividade sobre o seu novo filme denominado “O Nascimento de uma Nação”, que acabou rendendo ao senhor Mayer e aos seus sócios, um lucro quatro vezes maior do que o investimento.

E com esse dinheiro, o senhor Mayer em parceria com um empresário chamado Richard A. Rowland criava a Metro Pictures Corporation, uma agência de talentos na Cidade de Nova Iorque. Dois anos mais tarde, o senhor Mayer se mudou para Los Angeles e lá formou a sua própria produtora chamada Louis B. Mayer Pictures Corporation.

Pouco tempo depois, um empresário muito rico chamado Marcus Loew, apareceu com uma oferta daquelas e adquiriu o controle da Metro Pictures e da Louis B. Mayer Pictures, assim como de uma outra empresa chamada Goldwyn Pictures Corporation.

Logo em seguida uma nova parceria foi formada nascendo a Schulberg Studio-Mayer, e no ano de 1924, surgiu o nome Metro-Goldwyn-Mayer que passou a ser usado pela primeira vez, mas essa marca somente foi registrada no começo da década de 60 e renovada em 2001.

A MGM viu a chegada do cinema sonoro e também da Segunda Guerra Mundial e a todos os outros eventos destes tempos e a ela foi se adequando, e tornando-se o mais rentável estúdio de cinema de Hollywood.

Entre as décadas de 50 e 60 ela passou por um pequeno declínio com o crescimento de outras produtoras, a popularização da televisão do mundo, e suas bilheterias também ficaram baixas e o estúdio sofreu grandes prejuízos principalmente nos anos 60.

Lá pelos anos de 1966, o senhor Edgar Bronfman comprou a participação majoritária da MGM, e um ano depois a companhia Time Warner se tornou sócia majoritária da empresa e em 1969, Kirk Kerkorian adquiriu cerca de 40% que pertenciam ao senhor Bronfman e da Time Warner.

Sob sua tutela cortou custos de produção, pessoal e forçando o estúdio a encerrar suas produções cinematografia em 1973, mas o estúdio continuou a distribuir filmes durante muitos anos, e retornou a realizar filmes novamente somente na década de 80.

Por essa época também comprou a United Artists, e com isso também aumentaram suas dívidas. Nos anos 90 a empresa passou por uma série de contratempos com processos por fraudes, chegando a beira da falência, e mudanças diversas precisaram ser efetuadas e aos poucos a empresa começou a se levantar novamente. Por volta de 1997, a empresa já era novamente vista com bons olhos pelo mercado.

Nesse ano também a MGM fez grandes compras de subsidiárias aumentando bastante o seu capital. Em 2000, a empresa passou por outras grandes mudanças e mais recentemente em dezembro de 2010, a justiça de Nova Iorque aprovou um novo plano de reestruturação da empresa após a sua declaração de falência em novembro, o que acontecerá a MGM somente o tempo dirá.

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