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Lost in Space - Perdidos no Espaço - parte 2


 

 

O primeiro piloto da série Perdidos no Espaço foi chamado de "No Place to Ride"  mostrava somente a família Robinson e o major West, a nave não se chamava Júpiter II, mas sim Gemini 12, que se perdiam no espaço na procura de um novo planeta habitável para a humanidade.

 

Foto - Cenas do filme The Forbidden Planet

 

Este episódio piloto nunca foi apresentado pois ele foi arquivado após a uma interferência do coordenador Tony Wilson que achou melhor incorporar um vilão e um robô inspirado num filme chamado O Planeta Proibido (The Forbidden Planet) de 1959 e que também fez uma participação num dos episódios de Viagem ao Fundo do Mar, outra produção de Irwin Allen, transformando assim o primeiro episódio em também no novo piloto da série.

 

Esse robô acima citado se chamava Robbie, é sem dúvida muito parecido ao B-9, mas ele não é o mesmo robô, como muita gente cita dizendo que o B-9 foi reaproveitado do filme, tanto isso é real que Robbie aparece em um dos episódios da série chamada The War of the Robots, onde os dois ficam cara a cara.

 

 

Na realidade, tanto o robô chamado Robby, bem como o robô B-9 de Lost in Space, denominado originalmente como Model B-9 Environmental Control Robot, foram desenhados por Robert Kinoshita. 

 

Foto da esquerda para a direita - Dick Tufeld, B-9, Bob May

Sentado - Jonathan Harris

 

Foto mais recente com Bob May dentro do robô e Bilyi Mimi

 

Foto mais recente com Bob May  e o  robô

 

O robô B-9 foi construído por Bob Stewart, onde dentro dele ficava Bob May que manipulava internamente o robô, a voz dele era de Dick Tufeld que também era o narrador da série. 

 

 

Mais tarde com o decorrer da série, já na segunda e terceira temporada aparece Debbie uma criatura encontrada num dos planetas, que se tornou a mascote de Penny e era na realidade um chimpanzé usando um chapéu de pele para representar uma cabeça pontuda e orelhas compridas e incomuns.

 

 

A série foi considerado na época como uma das mais caras da história da televisão. Cada episódio foi calculado em torno de $400,000, uma soma grandiosa em se tratando da década de 60. Na época surgiram até rumores que, caso a série não se fosse um sucesso, fatalmente a CBS quebraria com todo esse gasto na produção, o que felizmente não aconteceu.

 

 

A princípio o doutor Smith era um personagem menor destinado a ser logo eliminado depois de alguns episódios, mas com o passar do tempo seu personagem começou a ter um caráter muito especial devida a magnífica interpretação de Jonathan Harris.

 

 

Harris conseguiu mostrar as diversas facetas do personagem do Dr. Smith, não sei se o texto levava ele a isso ou se intuitivamente ele foi criando esses elementos ao personagem, indo de um frio espião, passando por um covarde absoluto, egoísta, mal criado, chantagista e às vezes até um bebê chorão, digno de pena. 

 

 

Muitas vezes, em poucos minutos, ele conseguia mostrar diversas expressões faciais e corporais, como se a cada instante um novo personagem entrasse dentro de seu espírito, como num passe de mágica. Poucos personagens do cinema ou da televisão tiveram essa riqueza de personalidades que Jonathan havia criado ao Dr. Smith. Insuperável!.

 

Foto - Irwin Allen

 

Acredita-se que ninguém contava com essa interpretação estupenda e a incrível comicidade que Jonathan Harris deu ao personagem, o que provavelmente abriu a mente de todos os envolvidos na produção desta série e indicar um novo caminho a seguir, pois para quem conhecia o produtor Irwin Allen era difícil imaginar que um homem que não possuía nenhum sendo de humor pudesse realizar um programa assim.

 

 

 A repercussão do personagem foi tomando tamanha proporção e popularidade que praticamente eram impossível assistir a série sem ele. A audiência começou a responder favoravelmente ao personagem, que o Dr. Smith, Will e imaginem até o Robô tomavam quase conta de quase todas as cenas.

 

 

Guy Williams, que deveria ser a estrela do programa, assim como o restante do grupo se tornarem meros coadjuvantes das maluquices e atrapalhadas que Smith aprontava. O crescimento do personagem Smith ocasionou a desativação do projeto original, que era de um ciclo de aventuras e se transformou numa comédia fantástica logo na metade da primeira temporada. 

 

 

Até o robô, com o decorrer do tempo passou a apresentar características humanas, como cantar quando estava alegre, reclamar quando alguma coisa não estava funcionando direito nele e desenvolveu até um carinho fraternal pelo garoto Will e pelo Dr. Smith, apesar de taxado a todo o momento pelo Doutor como "paspalhão enferrujado" ..."sua lata de sardinhas" e coisas do gênero.

 

 

 Mas o robô também não ficava atrás, tinha suas frases prediletas que se tornaram muito famosas. Quem não se lembra de "Perigo! Perigo!", "Isto não computa", "Perigo, Will Robinson!" e suas variações.

 

 

Essa mudança serviu para convertê-la num programa humorístico e juvenil que podia competir com a série Batman, tanto isso é real que logo na segunda temporada, nos Estados Unidos, a série passou a ser apresentada no mesmo horário do homem morcego protagonizado por Adam West. Ambas as séries introduziram na televisão o humor "camp" uma estética que consistia em satirizar as situações e transformá-las as limitações em elementos de entretenimento.

 

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