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Nova York Contra o Crime - NYPD Blue - Parte 1


 

 

NYPD Blue era uma série de TV norte-americana, um drama policial criado por Steven Bochco e David Milch, apresentada inicialmente nos Estados Unidos pela rede ABC, entre 21 de setembro de 1993 a 1 de março de 2005, num total de 261 episódios, com aproximadamente 60 minutos de duração, em 12  temporadas. 

 

 

No Brasil esta série foi apresentada com o título de Nova Iorque Contra o Crime e foi apresentado pela Rede Record entre o final dos anos 90 até por volta de 2002. Na televisão por assinatura o Canal FOX, a série foi exibida entre o final dos anos 90 até 2004 e em 2005 voltou a ser apresentada pelo Canal FX.

 

 

A série explorava as lutas internas e externas que ocorriam na 15º Distrito Policial de Nova Iorque (NYPD). Normalmente cada episódio mostrava um dia completo, onde várias histórias acabavam por envolver todos os elementos que compunham a NYPD. Muitas decisões que tinham de ser tomadas conduziam para o crescimento do drama, chegando muitas vezes até a interferir grandemente na vida pessoal e profissional destes agentes. 

 

 

A série foi produzida pela 20th Century Fox e Steven Bochco Production, baseadas em vários relatos de um ex-detetive Bill Clark, que trabalhou por muitos anos na polícia de Nova Iorque, proporcionando a Milch (co-criador da série) várias histórias da vida real, que acabou por se incorporar ao espetáculo. Clark se aposentou depois do departamento e se tornou um dos produtores de NYPD Blue.

 

 

Grande parte das filmagens foram realizadas em Los Angeles e Nova Iorque, somente nas temporadas finais passaram a ser totalmente produzidas em Los Angeles, mostrando apenas alguns "Flash" de alguns locais de Nova Iorque, devido ao custo da produção. 

 

 

Quando a série teve início, o detetive Andy Sipowicz, interpretado por Dennis Franz, aparecia com um cafetão, bêbado, racista e ateu, além de um policial com muito tempo em contato com a violência da cidade e da profissão. Seu companheiro, amigo e parceiro era o detetive John Kelly (David Caruso), que procurava ajudar Andy no que podia.

 

 

Pouco tempo depois Andy teve de ser internado para se recuperar do alcoolismo e Kelly passou a ser assessorado pelo Tenente Artur Fancy e um outro policial do anti-crime James Martinez, mas a vida de Kelly também era cercado por diversos problemas de ordem pessoal. 

 

 

Estava se divorciando de sua mulher Laura, ao mesmo tempo estava se envolvendo com a policial Janice Licalsi, que mais tarde se envolveria num assassinato do chefe Angelo Marino e as repercussões desse acontecimento, voltaram a infernizar a vida de Kelly. Com o passar dos episódios, David Caruso passou a ter um destaque muito grande dentro e fora do espetáculo. 

 

 

Foi convidado para fazer cinema e bem antes do início da segunda temporada passou a pedir várias demandas, inclusive o corte dele em determinadas cenas, para que ele tivesse tempo da trabalhar nos filmes, o que gerou um desconforto entre Caruso e os produtores que recusaram a atender seu pedido, fazendo com que ele deixasse NYPD Blue, depois dos primeiros episódios da segunda temporada.

 

 

Mas, sua carreira no cinema não foi muito bem sucedida, os críticos não gostaram de sua atuação e também não obteve sucesso comercial, fazendo com que ele retornasse novamente a atuar na televisão na série CSI: Miami. 

 

 

Para substituir Caruso, Bochco convidou o ator Jimmy Smits, que inicialmente não aceitou alegando outros compromissos, mas depois de ler o roteiro do espetáculo concordou em substituir Caruso, interpretando o personagem Bobby Simone, trazendo uma nova dimensão à série e tornando-se o novo parceiro de Sipowicz. 

 

 

Para justificar a saída de Caruso, Licalsi é considerada culpada e isso acaba atingindo Kelly que é mandado para um outro distrito, mas ao invés disso ele prefere deixar o departamento. Andy se recupera e volta novamente a atividade, tendo agora como parceiro Bobby Simone, que com o tempo aprende a aceitar como companheiro.

 

 

Também durante a segunda temporada, Sipowicz passou a freqüentar as reuniões dos alcoólicos anônimos para ajudar a parar de beber e começou uma relação com uma assistente da advocacia Sylvia Costas (Sharon Lawrence). Os dois acabaram se casando e tiveram um filho chamado Theo, mas antes disso Sylvia se envolveu com outro homem. 

 

 

Smits permaneceu na série até depois da quinta temporada, quando decidiu deixar o espetáculo pois seu contrato havia acabado e também em grande parte devido ao co-criador David Milch, que passou a fazer mudanças de última hora nos roteiros que envolviam o personagem interpretado por ele. Para justificar sua saída, logo após seu casamento com Russell, Simone apanha uma gripe, que mais tarde é diagnosticado como uma doença coronária e acaba morrendo.

 

 

Para o lugar de Smits, os produtores propuseram colocar um personagem com personalidade completamente diferente e para isso convidaram Rick Schroder para interpretar o Detetive Danny Sorenson, um jovem policial da narcóticos. 

 

 

Relutantemente, mas Sipowicz acabou se tornando seu mentor. O personagem nunca conseguiu ser popular quanto a de Smits, mas Schroder conseguiu acalmar os críticos em relação a ele. Os episódios de NYPD Blue tinham uma excelente qualidade dramática e visual e refletiam como ninguém a vida profissional e pessoal dos policiais de Nova Iorque.  

 

 

Os produtores da série queriam dar ao público a possibilidade de sentir as palavras e situações adultas num país onde o conservadorismo parecia se estabelecido em todos os meios, eliminando parte da coisas que eles consideravam contrária aos seus valores.

 

 

O elenco do espetáculo era muito grande o que às vezes acabava confundindo os espectadores, mas, apesar disso o papel central durante as doze temporadas ficou nas mãos de Dennis Franz, interpretando o detetive Andy Sipowicz, um policial calvo, baixinho e gordo, que acabou virando um ícone na televisão. 

 

 

O espetáculo ficou particularmente conhecido por mostrar cenas muito fiéis à realidade, cenas chocantes e de sexo, muita violência e a utilização de palavrões e termos bem fortes dos seus personagens, que as maiorias das outras séries nem pensariam em apresentar e que acabaram gerando verdadeiros escândalos, principalmente nos Estados Unidos.

 

 

Já no episódio piloto, a série apresentava uma cena nada sutil na cama, o que acabou rapidamente gerando uma grande controvérsia, apesar da confusão ter começado bem antes, quando a rede ABC apresentou o espetáculo aos seus afiliados e publicitários, que logo de cara propuseram a Bochco a cortar quinze segundos da cena de sexo, o que foi negado evidentemente, o que acabou gerando reações adversas. 

 

 

Uma corrente conservadora comandada pelo reverendo Donald Wildmon da AFA (American Family Association) lideraram uma campanha nacional contra o espetáculo, fazendo com que as suas afiliadas não promovessem o programa e lançando um boicote ao produtos dos patrocinadores, durante a transmissão desta série. 

 

 

Com isso, aproximadamente 25% dos afiliados da ABC se recusaram a estrear a série, o que forçou a rede a oferecer o espetáculo para as emissoras independentes e afiliadas da Fox, mas teve que reduzir o quanto pode o custo cobrado pelo tempo do espetáculo, por causa de toda essa controvérsia. 

 

 

Mas ironicamente, toda essa controvérsia gerada, acabou também se tornando uma grande publicidade para a série, fazendo com que isso puxasse a audiência para cerca de 23 milhões de espectadores, enquanto os críticos teciam grandes elogios ao espetáculo. Isso fez com muitos executivos de várias emissoras, que até então se negavam a apresentar o espetáculo, a voltarem atrás em suas decisões, mesmo diante dos ataques contínuos da AFA.

 

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