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Outros - Viva! 2012 já chegou


 

 

2011 já era e tudo que gostaríamos de fazer nele ou com ele não será mais possível porque ela simplesmente nos deixou, e agora temos pela frente o seu sucessor 2012, um pobre coitado que infelizmente surgiu com a síndrome de que pode morrer mais cedo ou a qualquer momento, pois tem muita gente afirmando e apostando que o mundo finalmente se extinguirá nesse fatídico ano, e assim estão preparando a “caminha” para o sono eterno, a caminho de sua eternidade.

 

 

Mas, como eu não acredito em nenhum treco desses e como também como já ouvi uma porção de vezes a mesma ladainha e nada aconteceu, vou continuar levando a minha doce e adorável vidinha, e se realmente isso vier mesmo a acontecer, pelo menos não vou ver ninguém me apontando o dedo na minha cara e dizendo: “eu não disse seu teimoso que o mundo ia acabar?”, pois todos terão ido embora juntamente comigo.

 

 

Apesar de toda essa fatalidade premeditada, mesmo assim continuarei a trabalhar e pagar as minhas contas, principalmente nesse mês que se inicia, que parece que foi destinado ao pagamento de diversos tributos, e que na minha opinião deveria ocorrer de outra forma, onde as mesmas deveriam serem acertadas até dezembro, mês de fechamento e vencimento do ano. Nós deveríamos começar o ano criando novas e deliciosas dívidas, fazendo logo de cara novos investimentos, comprando novas coisas e deixar pra liquidar tudo isso até os finais de dezembro, como geralmente acontece com os vencimentos do mês que fecham no último dia, ou seja, em 30 ou 31.

 

 

Dramaticamente, querendo ou não, janeiro é o mês em que já começamos acertando as nossas contas pelo resto do ano, apesar de ter muita gente curtindo suas férias em algum lugar paradisíaco, mas assim mesmo dificilmente eles conseguirão de deixar de estar de olho nas suas benditas contas, que cedo ou tarde ele terá de ser acertada, e assim é geralmente os primeiros meses de qualquer ano do pobre cidadão brasileiro.

 

 

Janeiro é também mês de Big Brother, o que fatalmente deixará muita gente alegre, mas por outro lado outras bastante irritadas por não aturar tais tipos de programas. Goste ou não é mês de Big Brother e fim de papo. Hora de ver os rapazes sarados, as moças bundudas e peitudas, as brigas de montão, muita gente do outro lado dando de analistas, dizendo o que cicrano ou beltrano deveria ou não fazer, que gosta desse ou daquele, e quem foi pra debaixo dos lençóis de qual e principalmente com quem.

 

 

Amado por uns, odiados por outros, os "realitys shows" tem resistido ao passar dos anos e mostrando ser ainda um grande trunfo de audiência da nossa televisão. Confesso que tenho um certo preconceito e até hoje nunca consegui assistir a eles com bons olhos, e sempre que tenho a oportunidade vou logo despejando pedradas em cima dele, como parte dos meus recalques naturalmente. Mas, mesmo assim, de uns tempos para cá, até que a minha visão sobre eles vem sendo mudado gradativamente ao receber notícias de que este tipo de espetáculo também podem gerar e inspirar a evolução para a criação de outros novos formatos bastante interessantes.

 

 

Alguns programas, por exemplo, também já começam a apresentar uma espécie de um "mix" entre o esquema tradicional adicionadas com algumas apimentações, se assim podemos chamá-los, de alguns elementos do “reality”, propiciando um novo toque e um sabor muito gostoso as programações. Mesmo que eu tenha minhas contrariedades aos "realitys", tenho que admitir, no entanto, que algumas coisas deles já estão gerando inspirações, que aos poucos podem contribuir para o nascimento, quem sabe até, de uma nova forma de espetáculo, nunca realizadas antes e que pode se tornar algo comum num futuro muito próximo.

 

 

Lembro-me que não faz muito tempo atrás foi criado um programa nos Estados Unidos, cujo nome não lembro no momento, em que se mostrava um pequeno supermercado montado numa determinada cidade, onde os anfitriões tinham que interagirem com os seus clientes se passando por funcionários do estabelecimento. Sem contar de um prévio texto pronto e roteirizado, diversas situações inusitadas acabavam sendo criadas espontaneamente, mostrando ao telespectador as reações dos clientes, assim com a perfomance de seus atores e atrizes. Naturalmente que o programa ainda lembrava bastante a famosa "Candid Camera", ou "pegadinha", como queiram, mas já representava um sinal rumo a um novo tipo de espetáculo.

 

 

Atualmente no Brasil também está se tornando comum alguns programas de televisão não seguirem ao pé da letra somente o texto roteirizado e apresentarem um grande número de improvisações, que em alguns casos não são tão bem recebidas, causando polêmicas daquelas, com direitos à bofetões ou processos judiciais, visto por alguns como pura baixaria e por outros como uma nova forma de entretenimento.

 

 

Acredito até que dentro dessas transformações que o mundo vem sofrendo nos últimos anos, muita coisa deverá mudar e tenho quase que certeza que as inspirações baseadas em alguns tópicos das chamadas “realitys” terão um papel preponderante nesses novos tempos. Logicamente que não estamos falando numa cópia de um Big Brother e suas variantes ou algo semelhante, mas sim na aplicação de sua essência, ou seja, a utilização da improvisação e da sua perfomance como elementos vitais no sucesso de um programa, e se viajarmos um pouco mais na maionese, porque não até o Big Brother ou A Fazenda como uma espécie de escola, já pensaram nisso?

 

 

Muitos atores, atrizes, produtores e até roteiristas, entre outros, provavelmente deverão ter que se adequar a essa nova “realidade” que está vindo por aí e alguns desses sinais dos novos tempos já estão surgindo, acredito eu, principalmente nas pequenas emissoras como a MTV, por exemplo, onde a cada momento aparecem novos artistas com grande capacidade de lidar com as tais improvisações e as performances de forma espetacular e muito profissional.

 

 

Alguns outros programas também já vem mostrando a sua grande capacidade de improvisação e fazendo inclusive tiradas espontâneas para cima de seus entrevistados, que geralmente são apanhados de surpresa, mesmo que às vezes isso resulte em algum tipo de grosseria, mas não deixam nem por isso de serem fantásticos naquilo que fazem e que tem sido cada vez mais, a base do humor dos últimos tempos, já que os programas humorísticos tradicionais estão cada vez ficando mais enfadonhos e chatos de serem assistidos.

 

 

O que o futuro das programações televisivas nos reserva é imprevisível, mas provavelmente muitas surpresas estão para acontecer e para isso não é preciso ter uma bola de cristal e nem ser um pai de santo. Os indícios dessa nova época estão despontando a cada momento e ficar nadando contra a maré é puro desperdício de tempo, portanto é também a minha hora de parar de ficar só reclamando, e dar muitos vivas para o novo que está chegando, pois não estou a fim de ficar fora dela. Então, abaixo o meu preconceito e vamos as boas novas, pois o Big Brother já recomeçou.

 

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