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Coisas que Dificilmente Mudam


 

 

Diz um dito popular que "Em terra de banguela, quem tem um dente é rei" e isso deve ser uma grande verdade como de algumas outras e por mais que o mundo mude, tem certas coisas que sempre permanecem as mesmas, são regras ou situações que vão passando de geração a geração, sem que ninguém consiga fazer alguma coisa para alterá-los, pois aparentemente elas são tão simples e precisas, que por mais que tentemos vê-la de outro modo, não conseguimos.

 

 

Mesmo no mundo de hoje onde não mais sabemos o que seja certo e o errado, algumas coisas parecem verdades eternas ou coisas imutáveis. Vejam por exemplo no comércio, as mesmas regras funcionam a sei lá quanto tempo e perduram séculos e séculos. Não foram os filósofos, os matemáticos, ou quem quer que seja que criou as suas regras da procura e da oferta. Ela sempre lá esteve e o que os estudiosos fizeram foram apenas decodificá-las em seus livros, mas não são eles os seus criadores, pois as regras lá estavam bem antes de suas chegadas.

 

 

No mundo inteiro grande parte das pessoas pratica o comércio baseados em suas regras, por puro instinto. Se pegarmos um mercador da Idade Antes de Cristo e compararmos aos muitos comerciantes de hoje, descobriremos poucas diferenças entre os seus modos de venderem seus produtos. As regras parecem às mesmas, ou seja, para se vender qualquer coisa é necessário ter quem ofereça o produto e aquele que procure por essa mercadoria, sem isso não há comércio.

 

 

Outra coisa que não muda são as poucas pessoas que se destacam no meio à multidão, pessoas essas que são completamente diferentes da média de sua população. Geralmente quando você chama uma pessoa de medíocre ela fica bastante ofendida, pois para ela isso significa imbecilidade, é como ser chamada de idiota ou coisa semelhante, mas na realidade um medíocre nada mais é do que aquele que é igual a muitos outros de seu grupo, aquele que não se destaca, e consequentemente considerado sem valor.

 

 

Ao que me parece, a moderna sociedade em estamos vivendo hoje com sua tecnologia estão, de alguma forma transformando todos nós em seres medíocres, a partir do momento que todos começamos a praticar as mesmas ações, a gostar das mesmas coisas, assim como utilizarmos as mesmas tecnologias de massa, tais como computador, a televisão e todas as quinquilharias que temos em nossa casa, que é muito semelhante a do vizinho, que por sua vez é muita parecida com o seu próximo.

 

 

Talvez estejamos nos tornando uma sociedade de formigas lideradas por uma rainha mãe, onde todos nós somos os operários em prol da colônia. A diferença entre nós e as formigas, é que em nossa sociedade de vez em quando, um se destaca dos demais e se torna a grande sensação do momento, e é justamente nesta hora em que nos perguntamos: o que será que ele tem que eu e os outros não temos? Provavelmente é porque ele é o contrário dos demais, pensa e age de maneira diferente da mediocridade.

 

 

Desde o final da Primeira Guerra Mundial o mundo passou valorizar o consumo e ela por sua vez, através dos tempos, foi nos transformando cada vez mais em seres que passamos a trocar o prazer por um carro, a felicidade por uma casa, e assim por diante, até chegarmos aos dias atuais onde o consumo acabou tornando-nos um monstro exacerbado de ilusões, de tal forma que já não mais conseguimos ser felizes, se não tivermos as mesmas coisas que os outros tem, não importando se precisemos ou não disso ou daquilo.

 

 

Também queremos estar a fazer as mesmas coisas que outro faz, como se estivéssemos disputando tudo ao nosso redor, desde os nossos mais deliciosos passeios até os prazeres mais íntimos, fazendo com que a qualidade vá para o espaço em favor da quantidade, que se tornou o elemento mais importante de nossas vidas. Quanto mais temos, mais felizes nós somos, essa é a equação que nos faz sentir contente com nós mesmos nos dias de hoje.

 

 

Como consequência a vida passou a ser mais agitada, vivemos atarefados o tempo todo, chegamos ao fim do sossego e da paciência e outras milongas mais. Inacreditavelmente por mais conscientes que estejamos disso, não conseguimos nos livrar dela e não é porque não queremos, mas talvez porque não temos alternativas, pois todas as propostas que nós possamos pensar parece-nos desvantajosas.

 

 

Se deixarmos de ser um pouco menos consumista, logo começamos a nos afastar de outras pessoas, a viver cada vez num casulo e assim diferente dos outros. No momento não temos as respostas para uma série de perguntas, mas por outro lado é bom lembrarmos de que somos seres humanos capazes de encontrar soluções através dos nossos pensamentos e questionamentos e quem sabe se assim o fizermos tenhamos algumas respostas num futuro próximo.

 

 

Ao que tudo indica o Século XXI trará uma nova geração de seres humanos completamente diferentes de outros tempos. Um ser mais ágil de raciocínio, capaz de absorver uma enorme quantidade e trocar informações, entre diversas outras coisas. Enfim, parece-nos que estamos iniciando uma nova era através de novas tecnologias e ferramentas, que irão mudar completamente todo o panorama da humanidade, e nisso me parece que muitos de nós concordamos.

 

 

Assim sendo, provavelmente a partir de agora o mundo jamais será o mesmo, mas seja lá qual for o destino a nós reservado, algumas coisas importantes e primordiais para o jovem futuro terão que necessariamente serem passadas a essas novas gerações que vem chegando. Essas coisas ditas importantes não se restringem apenas aos bens materiais, a educação, o conhecimento, mas também as coisas bem simples, e ao mesmo tempo muito complicada chamada sentimento.

 

 

Estamos vivendo um momento único, um marco na história da humanidade que agora se inicia e é exatamente por isso que todas as nossas ações terão de ser de grande importância, pois consequentemente isso irá refletir nesse futuro, não importa que rumo elas possas tomar. Pode até ser que não tenhamos o poder de mudar os acontecimentos, mas precisamos transmitir as gerações futuras os nossos sentimentos mais puros como fraternidade, caridade, bondade, gentileza, solidariedade e tantos outros sentimentos, mas para isso precisamos primeiro descobrir em nós mesmos onde a colocamos ou escondemos.

 

 

Não é possível deixar apenas simples palavras vazias. A grande maioria de nós, incluindo eu naturalmente até choramos a ler um livro emocionante, uma novela, um filme, mas por outro lado somos incapazes de colocá-las na prática, não arranjamos tempo para dedicar um pouco que seja ao próximo, em deixar de pensar por alguns instantes sequer em somente nós mesmos. Cuidar com todo amor os nossos cachorrinhos e gatinhos podem nos fazer muito bem, mas também precisamos olhar com mais carinho também os da nossa espécie, por pior que o homem seja e mesmo sendo a coisa mais insensata do reino animal.

 

 

Pode ser que não sejamos tão nobres e fieis como os cachorrinhos ou gatinhos, mas todos nós pertencemos a raça humana e por isso precisamos cuidar um pouco mais dela, goste ou não, caso contrário pode ser que lá na frente, essas novas gerações tenham que enfrentar novamente a intolerância, os preconceitos, as guerras e todas as coisas maléficas que nós fatalmente deixaremos para eles, e que tão bem conhecemos.

 

 

Naturalmente que assim falar parece piegas, uma grande hipocrisia e é bem capaz que seja mesmo, mas por mais imbecil, oportunista, ignóbil, arrogante, oportunista, ateu ou sei lá mais o quê que sejamos, lá no fundo em algum canto escondido dos nossos corações tem que haver uma preocupação com o futuro dessas gerações, mesmo sabendo que daqui a alguns anos aqui não mais estaremos. Não esqueçamos que se hoje estamos a reclamar da falta desses mesmos sentimentos, é porque de alguma maneira as gerações passadas também não se preocuparam muito com isso, portanto fazer a mesma coisa com o futuro que vem por aí me parece uma grande burrice.

 

 

O importante nessa história toda é que nem tudo fique apenas nas bonitas palavras, porém vazias e que o mais sensato talvez nem seja mesmo falar, mas sim começarmos a deixar alguns pequenos e bons exemplos, quem sabe assim sobrará algo que valerá a pena e não simplesmente belas ladainhas que somente servem apenas para criar belas frases em livros inúteis e sem conteúdo.

 

 

Pode ser que daqui a 20 ou 30 anos, muitos de nós seremos velhinhos e nessa hora teremos, gostando ou não, de depender dessa geração do futuro e nesse momento o que vai valer é aquele algo mais que deixamos plantados no coração deles. Então, mesmo que seja para o nosso próprio egoísmo, pense naquilo que desejarás colher no futuro e não ficar se lamentando. No frigir dos ovos, queiramos ou não sempre acabamos colhendo aquilo que plantamos, e curiosamente essa também é uma daquelas coisas que o tempo nunca muda, passe o tempo que passar.

 

 

Texto - Pesquisa - Criação = Osamu Nakagawa

 


 

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