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Divas do Cinema Mudo - Parte 1


 

 

Outro dia ao pesquisar sobre alguns filmes mudos do início do século XX, fiquei encantado com algumas mulheres daquela época, como eram belas e charmosas. Algumas possuíam um rosto tão angelical que parecia ser feita de porcelana, outras tinham um tom bastante agressivo, uma verdadeira fera, e evidentemente também haviam aquelas, cruz credo, que pareciam ser alguma assombração ou até mesmo filha do demo, de tão estranha e apavorante que elas eram, mas é claro que não é delas que queremos falar, por mais que elas também mereçam..

 

 

Em 6 de outubro de 1927, o primeiro filme sincronizado "The Jazz Singer" chegou ao cinema, e a partir daquele momento o mundo nunca mais foi o mesmo. Uma nova era nascia, o cinema mudo silenciaria de vez, e com ela também infelizmente muitas celebridades ficaram, não conseguiram fazer a transição de maneira satisfatório e muitos tiveram suas carreiras estranguladas ou  relegadas apenas pequenos papéis ou apenas fazendo figuração como extra. Isso foi cruel, mas também muitos sobreviveram e chegaram ao mundo sonoro trazendo em suas bagagens as experiências silenciosas e com tamanha galhardia que viraram ícones, mitos e sonhos para outros tantos.

 

 

Entretanto, apesar das mudanças o mundo continuava o mesmo em algumas coisas, e estranhamente as artes cênicas que tanto deviam as suas divas continuavam relegadas a um segundo plano, e aparentemente apenas os homens continuavam a sua razão de existir na tela do cinema. Todos se lembram de Betty Boop, mas ela era apenas um desenho animado, Greta Garbo, quem diria acabou no Irajá, sem falar na temível Mata Hari, coitadinha, acabou sendo fuzilada, tudo por causa de sua beleza inebriante e estonteante.

 

 

Os intelectuais ou os estudiosos talvez possam dizer que a culpa era da sociedade da época, muito machista e patriarcal, ou então culpar a cultura hipócrita que achava que lugar de mulher era atrás de um avental, na cozinha, enfim uma serviçal do mundo masculino. Não importa quais sejam as razões do abandono dessas musas, o importante é que nunca é tarde para podermos reparar e recuperamos aquilo que o tempo tenta muitas vezes esquecer, e assim mostrarmos todo o charme e a beleza da mulher batalhadora e revolucionária, bem como as suas vidas conflitantes e amorosas do início do século XX.

 

 

Que me perdoem as mariposas, as popozudas, as mulheres frutas, as Big Brothers, porque agora só quero rosetar, e por isso sem mais delongas, Abram Alas, Senhoras e Senhores, bem-vindas as divas do cinema mudo, lindas e maravilhosas, e que o tempo não ouse apagá-las jamais.

 

 

Claire Adams

Nasceu no Canadá em 1978 e ficou famosa como atriz e benfeitora. Iniciou seus estudos no Canadá, depois foi para Inglaterra onde estudou arte dramática. Por um breve período durante a Primeira Guerra Mundial trabalhou como enfermeira para a Cruz Vermelha. Em 1920, assinou um contrato com o produtor de Hollywood Benjamim Bowles, com quem acabou se casando. Mudou-se para a Califórnia e atuou em mais de quarenta filmes mudos, incluindo melodramas, comédias e westerns. Após a morte de seu marido em 1924, casou novamente com Scobie Mackinnon e nos dois casamentos não teve filhos. Eles foram morar na Austrália e Claire morreu em 1974, deixando uma imensa fortuna, que grande parte foi aplicada ao Fundo Nacional de Victoria e para a criação de santuário da vida selvagem, fauna e flora no parque Mooramong. Claire trabalhou no cinema entre 1912 a 1934, e mais tarde em 1963, reapareceu interpretando o papel de Debbie no telefilme Empire creditada com o nome de Peggy Adams.

 

 

Renée Adorée

 

Renée Adorée nasceu na França em 1898, filha artistas circenses e aos cinco anos já estava no palco com seus pais, e na adolescência excursionou pela Europa com sua trupe. Ao estourar a Primeira Guerra estava na Rússia atuando, fugiu para Londres e depois para Nova Iorque e começou a trabalhar no cinema em 1920, quando fez seu primeiro filme e apareceu em cerca de 45 filmes. Ao final de 1930, foi diagnosticada com tuberculose e levada ao hospital as pressas em meio as filmagens. Em 1933, deixou o hospital e pensava em retornar ao cinema, mas sua saúde piorou e pouco tempo depois em outubro deste mesmo ano morreu aos 35 anos de idade, na Califórnia. Ela foi homenageada com uma estrela na famosa Calçada da Fama.

 

 

Barbara Bedford

 

Barbara Bedford nasceu em 1900, em Wisconsin, Estados Unidos e educada em Chicago, e ao sentir vontade de aparecer no cinema foi para Hollywood, onde impressionou os diretores por sua beleza e charme. Apesar de nunca ter subido num palco e sem experiência ela fez seu primeiro filme em 1920, em "The Cradle of Courage". Mais tarde quando sua carreira começou a declinar assinou um contrato com a MGM para aparecer em algumas cenas e fazendo peças extras. Sua última aparição no cinema conhecido aconteceu em 1945. Casou-se três vezes e morreu na Flórida, em 1981, aos 81 anos de idade.

 

 

Betty Bronson

 

Nasceu como Elizabeth Ada Bronson em New Jersey, Estados Unidos e começou no cinema aos 16 anos de idade num pequeno papel em "Anna Ascends" e depois se destacou no filme "Peter Pan" lançada em 1924, disputando o papel com Gloria Swanson e Mary Pickford. Com o advento do cinema sonoro continuou sua carreira até chegar a televisão e participar de diversos seriados televisivos, principalmente na década de 1960. Atuou entre 1922 a 1971 e conta-se que teve um romance secreto com Douglas Fairbanks Jr., mas casou-se com Ludwig Lauerhass com teve um filho. Teve uma carreira de sucesso moderado e manteve-se sempre bastante recluso com a imprensa, principalmente com sua vida particular. Betty morreu em 1971, depois de uma doença prolongada, na Califórnia, aos 64 anos de idade.

 

 

Evelyn Brent

 

Também creditada como Bettie Riggs e Betty Riggs, nasceu na Flórida em 1899. Ficou órfã de mãe aos dez anos de idade e foi criada pelo seu pai. Devido a sua boa aparência ainda adolescente, conseguiu trabalho como modelo, mas formou-se professora. Certo dia ao visitar um estúdio em Nova Jersey foi contratada como figurante e apareceu num papel principal em 1915. Casou-se três vezes e seu último marido foi o ator Harry Fox, de quem a dança Foxtrot teve seu nome originado. Atuou em mais de 120 filmes e se aposentou em 1950, quando começou a trabalhar como agente de atores. Morreu em 1975, de um ataque cardíaco aos 75 anos de idade, em Los Angeles. Por sua contribuição ao cinema ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

 

 

Madge Bellamy

 

Nasceu como Margaret Derden Philpott no Texas, em 1899 ou 1900. Quando tinha dez anos mudou-se para o Colorado, onde passou a interessar-se pelo teatro e aparecer em várias peças. Fugiu para Nova Iorque aos 17 anos onde começou a trabalhar como dançarina e atriz na Broadway. Em 1920, apareceu em seu primeiro filme e conseguiu fazer uma boa transição para o cinema sonoro. Em janeiro de 1943, foi detida em São Francisco e acusada de agressão com arma mortal depois de disparar um revólver em seu ex-amante, um rico executivo da indústria madeireira. Esse escândalo efetivamente acabou com sua carreira em 1945. Depois de deixar o cinema viveu praticamente na pobreza vendendo ferramentas numa loja, entretanto na década de 1980, conseguiu vender algumas de suas antigas propriedades e ganhou muito dinheiro, mas passou seus últimos anos de vida sozinha. Madge morreu em 1990, aos 90 anos de idade, de insuficiência cardíaca na Califórnia.

 

 

Jewel Carmen

 

Nasceu como Florence Lavina Quick em Kentucky e estreou no cinema em 1912, e em 1917, esteve envolvido numa ação judicial contra a Fox Film Corporation por quebra de contrato. Mais tarde tornou-se também conhecida por sua ligação com o escândalo em torno da morte da atriz Thelma Todd, que era a esposa de Roland West, com quem teve um caso extraconjugal. Carmen foi acusada de suspeita como cúmplice na morte de Todd, por envenenamento por monóxido de carbono. Depois do escândalo ela se retirou da carreira artística e morreu de linfoma em 1984, aos 86 anos de idade.

 

 

Sue Carol

 

Nasceu em 1906 em Illinois, Estados Unidos e atuou no cinema entre 1927 a 1937. Em 1924 casou-se com um comprador chamado Allen H. Keefer e separou em 1929. Depois se envolveu com o ator Nick Stuart com quem acabou se casando e divorciando dois anos depois. Em 1933, foi inocentada num caso envolvendo o desaparecimento de um bebê de uma família em Nova Iorque. Em 1942, casou-se com o ator Alan Ladd com quem teve um filho e uma filha. Ela se tornou agente de Alan Ladd até sua morte por overdose de drogas e álcool em 1964. Sue morreu em 1982, aos 75 anos de idade, na Califórnia de um ataque cardíaco. Por sua contribuição ao cinema ela ganhou um estrela na Calçada da Fama de Hollywood e em 1998, uma estrela na Walk of Star, na Califórnia.

 

 

Virginia Lee Corbin

 

Nasceu no Arizona, Estados Unidos em 1910 e começou sua carreira ainda criança em 1913 e chegou ao cinema como atriz infantil em 1916 e na década de 1920 como a jovem melindrosa e parou de atuar com a chegada do cinema sonoro no início de 1930. Casou em 1929 com o corretor Theodore Krol e tiveram dois filhos e se divorciaram em 1937 e logo depois casou com outro corretor chamado Charles Jacobson. Ela morreu em 1942, vítima da tuberculose, em Illinois.

 

 

Mary Pickford

 

Ela foi uma atriz e uma grande produtora canadense radicada nos Estados Unidos. Nasceu em Toronto, Canadá em 1892 e tornou-se conhecida como a "Queridinha da América", a "Pequena Mary" e também como "A moça com os cachos", e foi uma das atrizes pioneiras do Canadá e no início de Hollywood, e figura importante no desenvolvimento dos filmes de ação. Iniciou no cinema em 1909 e em 1918 já era a atriz mais bem paga do cinema americano. Fez cerca de 200 filmes, a maior parte ainda no cinema mudo. Casou-se por três vezes, com Owen Moore, o ator Douglas Fairbanks e com o músico e ator Buddy Rogers. Ela juntamente como Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks e Andy Griffith fundaram a companhia cinematográfica United Artists. Se tornou uma das primeira feministas canadenses e foi a segunda atriz a receber o Oscar como Melhor Atriz Principal em 1930, e em 1976, um Oscar Honorário em reconhecimento por suas contribuições à indústria e ao desenvolvimento artístico dos filmes. Depois de se aposentar das telas desenvolveu o alcoolismo e morreu em 1979, vítima de hemorragia cerebral aos 87 anos de idade.

 

 

 

 

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