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Meu Currículo Escolar


 

 

Minha vida escolar é algo simplesmente ultrajante. Por uma série de motivos tive que morar em diversos lugares e para cada lugar desses uma escola. A primeira foi no Jabaquara, depois em Diadema, depois na Vila Conceição, depois na Vila Carrão e mais duas vezes, uma na Vila Santa Isabel e outro próximo a fábrica Guilherme Giorgi. Isso tudo somente no antigo primário, seis escolas ao todo para quatro anos de curso. No meu tempo havia o curso de admissão ao ginásio, fiz três vezes em três diferentes escolas e somente e finalmente cheguei ao ginásio. Ao final do segundo ano do ginásio o diretor me chamou e disse pra arranjar outro colégio para eu estudar, porque lá ele não me queria mais. Caso eu não encontrasse outra ele próprio iria arranjar lá nos fins do cafundó e depois que eu não reclamasse. Já deram pra perceber que "santinho" eu era, num é mesmo?

 

 

No novo colégio consegui terminar o ginásio aos trancos e barrancos e após ser reprovado na terceira série e assim ingressei no antigo colegial que eram concluídos em três anos e nele fiz o primeiro ano, depois o SEGUNDO, depois novamente o SEGUNDO e finalmente o SEGUNDO. Nestas três repetições a primeira vez foi em QUÍMICA, depois a segunda em QUÍMICA e a terceira em QUÍMICA. Todos os meus amigos se formaram e sumiram e somente lá eu permanecia quimicamente falando. Na terceira e última reprovação em química, desci até o estacionamento onde esse professor guardava seu lindo carro, furei os quatro pneus, arranquei a chapa e só não quebrei os vidros porque fui descoberto a tempo por ele que via tudo pela janela do segundo andar o que eu estava fazendo. Depois de ouvir seus berros lá de cima ao ver ser carro arreado no chão eu dei no pé e nunca mais apareci naquela escola. Assim terminou o meu reinado na escola e os meus estudos pelo resto de minha vida.

 

 

Nestas três temporadas do segundo, segundo e segundo colegial, não me lembro em nenhuma ocasião esse professor nem uma vez sequer questionar a minha dificuldade e de outros alunos repetentes na sua matéria. Apenas limitava-se a dar as notas de reprovação e aguardar ironicamente o retorno dos fracassados no ano seguinte. Hoje fico a pensar que se ele, pelo menos uma vez tentasse ver as minhas dificuldades e dos outros alunos que não conseguiam entender a química e seus conceitos, quem sabe TALVEZ a minha vida escolar e de outros alunos tivessem tido outro rumo, não que eu me queixe dela ou nem goste como foi. É necessário também deixar bem claro que não sou e nem sinto um injustiçado e tudo que aconteceu fiz por merecê-lo, e no fundo sinceramente e safado que sou, até que adorei.

 

 

Por essa e por outras infelizmente poucos elogios tenho a oferecer aos meus professores e eles a mim naturalmente, ao contrário daqueles que rasgam seus méritos a eles. Por outro lado é incrível como a vida ironicamente dá umas reviravoltas e provoca situações no mínimo engraçadas, pois acreditem ou não, após uma vida escolar de dar arrepios e um longo período sem nem sequer querer pensar o que era ser uma escola, tornei-me casualmente um professor. É mole!

 

 

Isso ocorreu num determinado tempo que eu comecei defender uns trocados datilografando contratos, teses e outras documentações a diversas pessoas no fundão de casa. Um belo dia o filho de uma vizinha ao ser despedido da empresa que trabalhava e não receber corretamente os seus direitos, e revoltado passou a mão no computador como parte do pagamento e trouxe para casa de sua mãe e lá o deixou, e ela não sabendo o que fazer com o computador me deixou xeretar nela e depois disso praticamente deu ela para mim. Assim aos poucos aprendi a lidar com esse computador, depois comprei uma boa impressora e a partir de então comecei a fazer os trabalhos através dele e aposentei a máquina de escrever.

 

 

O tempo passou e esse tipo de serviço começou a minguar cada vez mais com a chegada dos computadores que passou a ser popular e as empresas e os pequenos empresários também aderiram a essa nova tecnologia que chegava. Pronto lá estava eu novamente em maus lençóis, já não tinha quase trabalhos a serem digitados e meus cabelos começaram a esbranquiçar, quando um dos meus clientes antigos retornou e perguntou se eu o ensinaria a mexer nessa máquina infernal como ele chamou o computador. Topei na mesma hora, pois era o único jeito de entrar algum dinheiro e a coisa estava pegando. Logo depois de umas três aulas eu percebi que fizera o pior negócio de minha vida, pois o camarada não aprendia nem a cacetada.

 

 

Então, comprei uns livros de como ser professor e ministrar aulas e li atentamente todas as suas belas imbecilidades e é claro e evidente que nada funcionou. Apenas o autor do livro ficou um pouquinho mais rico. Assim ficamos certo tempo, o camarada tentando aprender alguma coisa e eu querendo matá-lo a todo o momento que eu tentava explicar-lhe uma coisa. Ele simplesmente não entendia nada do que eu dizia, era como se eu falasse japonês com ele, nada funcionava. Certo dia quando ele chegou para sua rotineira aula e eu não tentei explicar-lhe da maneira como eu vinha fazendo, mas calmamente o fiz sentar do meu lado e me observar, nesse momento liguei o computador e abri um editor de texto, e digitei alguma coisa. Logo em seguida troquei lugar com ele e solicitei que ele fizesse aquilo novamente, e milagrosamente ele conseguiu. Comemoramos os dois.

 

 

Nas aulas seguintes fiz a mesma coisa e ele conseguiu repetir tudo conforme o figurino. Aplausos de novo para nós dois é claro. Naquele momento começamos a nos entender e com o passar do tempo comecei a dar as explicações necessárias transpondo-me ao seu lugar e usando seu linguajar, exemplificando-o através das suas rotinas diárias no escritório para assim orientá-lo. Nesse momento passei a compreender e a enxergar as coisas como ele as entendia e foi nesse tempo que também deixei de lado os termos técnicos, e desta forma as nossas caras amarradas cessaram e começamos a nos entender.

 

 

Com o decorrer do tempo nossos progressos foram ficando cada vez melhores e assim pouco a pouco, mesmo cometendo erros atrás de erros, gritos atrás de gritos, e muita água com açúcar a todo o momento fomos progredindo cada vez mais, e assim finalmente eu consegui formar o meu primeiro aluno. Bravos, pensei com meus botões, até que enfim me livrei dele, nunca mais quero ver outro aluno na minha frente, mas mal acabei de pensar nisso e para o meu desencanto e desespero ele enviou sua mulher, depois seus filhos a até seus empregados para eu ensinar computação para eles. Naquele momento tive vontade de pular pela janela de cabeça para baixo, que fizera eu pra merecer tudo aquilo. Lembrei-me então dos tempos de escola e cheguei à conclusão que isso tudo só podia ser castigo divino. Aqui se faz aqui se paga!!!.

 

 

Não tendo outra saída comecei a ensinar a mulher dele e eu fiquei ainda mais nervoso e quase a beira de um ataque de nervos, além disso, tive de enfrentar seus filhos e finalmente todos os empregados daquela empresa. Acho que envelheci alguns anos naqueles tempos, mas como diz o ditado, nada melhor que um dia após o outro e assim aos poucos fui pegando o jeito de conseguir pelo menos a ficar menos nervoso e também ensinar alguma coisa. Quando esse pesadelo finalmente acabou comecei a pensar numa outra coisa pra fazer na vida e nesse exato momento apareceram os amigos dos empregados e todos os seus conhecidos para tomarem aula. Era castigo demais para um cara só, e assim nunca mais consegui deixar de dar aula, portanto alerta e um bom conselho de amigo: nunca maltrate seus professores, você pode se tornar um.

 

 

Com o passar dos anos fui introduzindo novas formas de dar aulas assim como torná-las mais confortáveis aos alunos. Atualmente as aulas são constituídas basicamente de alguns poucos ensinamentos e grande parte do tempo são passadas com conversas fiadas e fofocas de todos os tipos. Damos risadas, contamos piadas, falamos mal disso ou daquele, filosofamos e de vez em quando alguém traz alguma coisa gostosa e todos nós saboreamos. Nas aulas também há trocas de receitas, de como cuidar das flores e outros assuntos correlatos que vão surgindo espontaneamente e é claro que algumas vezes pontos de vista diferentes são discutidos, porém sem brigas ou rancores.

 

 

Evidentemente que as aulas aqui ministradas são destinadas a pequenos grupos de no máximo quatro ou até cinco pessoas, e é lógico que muitas das coisas que são aqui aplicadas talvez não sejam possíveis em salas de aulas de escolas públicas ou particulares, onde o número de alunos por sala de aula é enorme, mas acredito que em sua essência talvez seja a mesma, pois sempre devemos ter em mente que a escola e as salas de aula têm que ser antes de qualquer coisa um ponto de encontro entre amigos e colegas, um local agradável de estar e gostoso para se voltar.

 

 

Se isso não acontecer as aulas perderão seu sentido e se transformará apenas numa obrigação, e sinceramente estudar nada tem a ver com isso, estudar tem que ser um prazer, uma maneira divertida de viver e nada mais. Também é necessário lembrarmos que nem todos conseguirão enquadra-se dentro desse perfil, pois ainda guardarão resquícios e continuarão a agir como estivesse na escola de seu tempo e uma solução terá que ser buscada no sentido de corrigir essas distorções.

 

 

Aqui nem tudo também são flores e harmonia, tem alunos que mal me cumprimenta e vai rapidamente descarregando suas dúvidas e estão sempre a correr como se não houvesse tempo para nada em suas vidas, nem para viver e também a se esconder atrás de desculpas esfarrapadas de todo tipo para todas as situações. Alguns outros também comparecem e impõe arrogantemente as suas regras da maneira como querem aprender, tudo tem que ser do seu modo e conforme dita as suas vontades, e assim direta ou indiretamente nos lembram de que são eles que arcam com os pagamentos dos ensinamentos recebidos, mas quase nada podemos fazer em relação a isso, afinal escolas e professores não foram feitos para fazerem milagres, nem tampouco para corrigir, penalizar ou mudar seus pensamentos. Ela é apenas uma semente, uma porta aberta e todas as escolhas devem ser livres e isso é também deve ser considerado mesmo nas piores ocasiões.

 

 

Com o decorrer do tempo e isso já faz quase vinte anos ensinei computação as crianças, aos adolescentes, aos pais desses adolescentes e agora estou ensinado as suas avós e quiçá logo mais as bisavós, e durante todo esse período fui descobrindo diversas coisas interessantes, e que dificilmente ouço de outros professores ou pedagogos presentes geralmente diante das câmeras de televisão, onde vão proferir suas belas e estimulantes opiniões. Eles adoram suas velhas e repetidas teorias e ladainhas, sempre com soluções milagrosamente espetaculares, atraentes e extremamente inteligentes, mas duvido que funcionem, pois não acredito que já tenhamos as respostas que necessitamos.

 

 

Mesmo diante da experiência de quase duas décadas no ensino ainda hoje tenho grandes dificuldades para lidar com diversos alunos, é um aprendizado sem fim, e na maioria das vezes descubro que não é nele que está o problema, mas sim dentro de mim mesmo, e isso é incrivelmente difícil de aceitarmos e mudarmos, pois achamos que estamos certos em quase tudo e que temos todas as respostas, mas isso é puro engano que cometemos. Com o decorrer desses anos também dei aulas para diversos professores de outras áreas e por incrível que pareça eles são e foram os piores alunos, os mais teimosos e presos ao passado, sempre querendo ditar regras de aprendizagem de seu tempo e transpor suas condutas para os outros e principalmente sem humildade alguma, verdadeiros donos de todas as verdades.

 

 

Diante disso fico muitas vezes a pensar se eu também não continuo a ser um péssimo aluno e é muito provável que assim eu continue, pois temos em mente todas as justificativas possíveis e imagináveis para nos apegarmos e isso é outro engano que sempre estamos a cometer. Talvez estejamos na hora de lembrarmos que o novo mundo está batendo em nossas portas, de esquecermos os velhos livros e pensamentos, assim como nem tentar por enquanto escrever os novos livros recheadas com as nossas presunçosas verdades, mas quem sabe apenas trocar experiências, preocuparmos em compartilhar, difundir, discutir e questionar diferentes métodos, entrar em rede ou em contato com outros alunos e professores, e assim buscar a liberdade e coragem para fazermos mudanças, de poder errar para aprender e finalmente compreender e assim chegarmos a uma nova forma de ensino.

 

 

É claro e evidente que assim falar é muito, mas muito fácil mesmo e é até demagógico, mas se assim não pensarmos e agirmos a profissão de professor estará com seus dias contados, pois ninguém necessitará de algo que não servirá mais para nada. Qual o caminho para isso eu não tenho a menor ideia, talvez esteja na reflexão, assim como tenho um pressentimento que ela já está a caminho em algum lugar que ainda não consigo identificá-lo e certamente não está nestes novos livros que estão sendo escritos por autores antiquados e desqualificados, a olhar apenas o próprio umbigo e com a visão voltada apenas para seu brilho e sucesso de suas carreiras. O novo pode estar vindo de onde menos se espera.

 

 

Abaixo deixo alguns pensamentos que certamente estão longe de qualquer verdade e como às vezes uma boa merda pode se transformar também num ótimo adubo, tomo a iniciativa em deixar a minha cota, portanto eis algumas de minhas cagadas e que alguém possa fazer um bom proveito delas. Evidentemente que algumas eu duvido que tenham surgido da minha cabeça e provavelmente devo ter lido ou as escutado em algum lugar, e logicamente que eu não lembro, portanto caso queiram saber quais sejam verdadeiramente as minhas sugiro que escolha as piores, as mais imbecis e até as insanas.

 

Pensamentos & Insanidades

 


 

Os professores não deveriam jamais obrigar seus alunos a lerem esse ou aquele livro, mas simplesmente ler com paixão as obras que tanto admira para eles.

 


 

Num futuro muito próximo a maioria dos professores estarão irremediavelmente obsoletos, mas mesmo assim continuarão a exercer suas profissões, e isso é uma temeridade.

 


 

Há professores que jamais deveriam ser e outros que poderiam e nunca serão, e há também aqueles que são e não sabem.

 


 

Duvido que muitos professores consigam reconhecer os seus próprios erros e quando assim o fazem sempre o será por mera conveniência.

 


 

É preciso cuidado com tudo aquilo que escutamos ou lemos, pois os medíocres, os idiotas e principalmente os mentirosos também sabem expressar-se muito bem e até escrever livros extremamente elaborados e convincentes.

 


 

Muitos pais tratam com certo desprezo e sem esperança aquele filho que não é bom aluno ao contrário dos outros filhos seus estudiosos, e aquele filho geralmente acaba se tornando uma pessoa simples e sem grandes oportunidades. Por outro lado tratam seus filhos mais inteligentes e tiradores de boas notas sempre com maiores elogios e regalias, mas por uma ironia do destino muitos desses mesmos pais quando idosos acabam mesmo sendo cuidados exatamente por aqueles que eles nunca acreditaram.

 


 

Alguns professores, pedagogos e educadores ficam assustadoramente egocêntricos e pomposos diante das suas obras literárias ou teorias e pensamentos sobre como educar os outros, e muitas vezes esquecem que um dia já foram alunos.

 


 

Uma boa parte dos chamados bons alunos jamais se tornarão bons professores, pois apenas enxergarão lado da sua moeda, somente as suas virtudes. Para ser um bom professor é preciso antes de qualquer coisa tentar entender aquilo que lhe é incompreensível, aquele desajustado, o impertinente, o revoltado, aquele que não quer nada com nada, principalmente com aquilo que você propõe a ensina-lo.

 


 

Um professor tem que ter antes de tudo liberdade para agir e fugir quando necessário da cartilha e das regras impostas pela secretaria da educação ou da instituição da qual faz parte ou é regido por ela, mas não com a finalidade de atingir um melhor resultado e sim para tentar corrigir algo antes que seja tarde demais.

 


 

Muitos professores estão apenas preparados para ensinar aqueles alunos que tem chances de aprovação ou sucesso.

 


 

Muitos professores deveriam aprender a demonstrar de forma melhor os seus sentimentos, a sua amizade e a sua compreensão para com seus alunos e não ficar apenas tentando enfiar goela abaixo os seus conhecimentos ou preceitos.

 


 

Professores chatos, mal humorados e principalmente arrogantes e vingativos deveriam ser proibidos de lecionar.

 


 

Toda pessoa em relação ao aprendizado segue pelo menos esses três princípios básicos. Toda pessoa tem sempre algo que consegue fazer sozinho, apenas observando os outros ou através de seu raciocínio, exemplo trocar uma torneira ou o chuveiro; Toda pessoa tem sempre algo que necessitará de alguém que o ensine ou ajude, exemplo matemática, física; e toda pessoa tem sempre algo que estará muito próximo ao impossível e provavelmente por mais que ele se esforce nunca conseguirá realizá-lo, exemplo escalar o Monte Everest ou até mesmo fazer um simples desenho.

 


 

Muitas pessoas gostam de jogar na cara do outro que se ele consegue fazer uma determinada coisa o outro também deve e pode. Cuidado com essas afirmações, pois nem todos conseguirão fazer aquilo que podemos, assim como não conseguiremos fazer coisas que os outros conseguem. E, é claro que isso também não deve ser a desculpa dos preguiçosos, vagabundos e sem vergonhas.

 


 

Nem todos os alunos conseguirão ir bem e nem razoavelmente em todas as matérias. Caberá ao professor diagnosticar a matéria que ele provavelmente e dificilmente conseguirá desenvolver e entender em sua plenitude e amenizar essa matéria do seu caminho para que ele possa seguir em frente e ter a chance de encontrar lá na frente algo que ele realmente se apaixone e compreenda. Mas, para que isso seja possível é necessário antes de qualquer coisa propiciar essa autonomia necessária ao professor e principalmente confiar em sua conduta e decisão.

 


 

A maioria dos professores desiste facilmente dos seus alunos inadequados.

 


 

A história da educação em qualquer parte do mundo é sempre contada por aqueles que foram bons alunos, os esforçados, os disciplinados e que desta forma chegaram aos seus ideais e ao triunfo, mas já está na hora dessa mesma história ser revista também pelo outro lado. Deixar que os perdedores e os maus alunos reflitam o porquê não deram certo, mas não colocando respostas em suas bocas, como a maioria dos educadores, pedagogos e estudiosos o fazem.

 


 

Todos os professores deveriam ter como obrigação o pleno conhecimento da expressão limitações, principalmente a sua mais do que dos seus alunos, sem a qual nenhuma troca será possível. O seu respeito e tolerância é a diferença entre o sucesso e o fracasso.

 

Cuidado: Apesar dos dicionários considerarem limitações sinônimos de limites, elas podem também ter significados diferentes. Assim sendo Limite significa principalmente conhecer onde termina o EU QUERO e onde começa o POR FAVOR. Limitações são as capacitações individuais de ordem física e/ou intelectual para cada um face aos nossos objetivos propostos e isso sempre varia de pessoa para pessoa e de momento para momento. Limite cabe principalmente aos pais e as limitações são tarefas dos professores.

 


 

A maioria das pessoas tenta ensinar os outros somente através dos seus olhos, essas pessoas deveriam tentar exatamente o oposto, enxergar através dos olhos deles.

 


 

No passado a função dos professores era de enfiar goela abaixo os seus conhecimentos aos alunos, sem questionar as suas consequências ou vontades. No presente é a de ficar reclamando do salário e das péssimas condições de trabalho. No futuro será a de simplesmente orientar e ajudar seus alunos a compreender e superar suas limitações.

 

Cuidado: Simplesmente não significa ser fácil, nem rápido e nem gratificante. Simplesmente significa também liberdade com muita responsabilidade. Simplesmente exigirá do professor não somente conhecimentos sobre um determinado assunto, mas principalmente absorverá toda sua experiência de vida pessoal para que ele possa exercer essa liberdade e responsabilidade.

 


 

Acredito que no futuro não haverá escolas e nem salas de aula, e todos nós teremos que ser ao mesmo tempo professor e aluno pelo resto de nossa existência.

 


 

Há mais de cinco mil anos os velhos profetas chineses não param de nos lembrar. Não dar o peixe, ensinar a pescar, mas nunca paramos para escutá-los.

 


 

A vida de um professor sempre será mal remunerada, mal compreendida, ingrata e desagradável. Se quiser coisa melhor escolha outra profissão.

 


 

Os professores das universidades deveriam de vez em quando dar aulas nos jardins de infância, ambos aprenderiam muito com isso.

 


 

Muitas vezes ao depararmos com professores com grandes conhecimentos na matéria que leciona e ele se torna um ditador, o dono da verdade, o arrogante. Por isso às vezes prefiro professores apenas com os conceitos básicos daquilo que propõe a ensinar, pois quando ele não sabe senta junto conosco na busca dessas respostas e assim nós dois aprendemos e isso é muito gratificante.

 


 

Um professor que não consegue aprender com seus alunos é simplesmente um idiota.

 


 

A escola não deveria ser somente um local na busca de informações ou formações, mas principalmente um lugar para as descobertas de novas paixões.

 


 

Professores de todas as matérias deveriam também ter em seus currículos aulas de culinária, de floricultura, de artesanato e frequentar berçários e principalmente aprender trocar fraldas.

 


 

Um professor não necessita tanto assim da informação, mas em compensação deve fazer uso extremo do seu conhecimento.

 

Cuidado: Informações são apenas meras narrações de fatos, ações ou divulgações por si só, enquanto o conhecimento vai muito além, pois ela necessita de uma interpretação pessoal, experiência e aprendizado sem a qual nunca se chega nela.

 


 

Muitos educadores deveriam tentar resolver primeiro os seus problemas para somente depois se prontificarem a equacionar as soluções para com os seus alunos, isto evidentemente se esses educadores pelo menos conseguirem enxergar a sua problemática, o que já seria um grande passo.

 


 

Existem muitos professores, educadores e pedagogos com as quais ninguém consegue debater ou nem mesmo mostrar um ponto de vista diferente da sua, pois estão tristemente e irremediavelmente convictos somente das suas eternas verdades, além de serem possuidoras de todas as respostas e justificativas para tal. Isso é uma pena.

 


 

Existem muitos livros sobre educação baseados tão somente em informações colhidas lá ou acolá, que são repassadas para suas escritas como se fosse conhecimento, o que é um grande engano e equivoco que muitos autores arrogantes e sem ou quase nenhuma experiência, porém com excelentes currículos pré-fabricados cometem. Cuidado: A maioria dos currículos de nada valem, compra-se em qualquer esquina.

 


 

Se um médico salvar sua vida, você o agradece logicamente;

Se um advogado te defender, você o agradece naturalmente;

Se um engenheiro construir a casa dos seus sonhos, você fica muito lisonjeado e eternamente agradecido;

Se um professor lhe ensinar alguma coisa, ele não fez mais que sua obrigação;

Ser professor é antes de tudo não esperar por agradecimentos.

 


 

Texto - Pesquisa - Criação = Osamu Nakagawa

 


 

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