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Outros - Festival dos Festivais - 1969 - Parte 1


 

 

Em 1969, através da TV Globo houve o prosseguimento com o IV Festival Internacional da Canção que já não tinha aquele glamour, pois as grandes estrelas do espetáculo tiveram que se mandar do Brasil perseguidos pela ditadura militar como Chico, Caetano, Gil e Vandré e aqueles que ficaram não demonstravam mais interesse pelos Festivais.

 

 

Sendo assim, este Festival representou um recomeço a procura de novos autores. O Festival da Record de um ano anterior já mostrava claramente que a decadência deste tipo de espetáculo já estava se formalizando e este seguia mais ou menos pelo mesmo caminho. Mas assim mesmo foi um grande espetáculo.

 

Foto - Malcolm Roberts

 

As grandes vaias sinceras deram lugar aos shows que eram apresentados no intervalos, bem como a chegada de diversos artistas estrangeiros que compareceram para prestigiar o espetáculo, além de outros que, de repente começava a chamar a atenção do público como foi o caso do desconhecido cantor inglês Malcom Roberts, entre outros.

 

 

Nesta época Simonal era um dos grandes showman da televisão brasileira. Ele estava no topo de sua carreira e desta forma foi convidado para ser o presidente do júri do Festival, bem como subiu ao palco onde apresentou um espetáculo memorável. Cantou vários de seus sucessos e conseguir orquestrar sozinho todo o Maracanãzinho, que cantou com ele sucessos seus como “Meu Limão, Meu Limoeiro”, “Mamãe Passou Açúcar em Mim” e “Sá Marina” entre outros.

 

 

Quem viu provavelmente jamais esquecerá. Foi uma coisa de mestre. Simonal comandava como o espetáculo como se ele fosse o maestro de uma grande orquestra e o público os músicos sob seu comando. Uma hora ele mandava uma parte do público cantar e o outro lado permanecia em silêncio total. Depois ele invertia tudo e também tinha a hora que todos cantavam num só coro. Foi sensacional, apoteótico.

 

 

Gothan City

de - Jards Macalé e Capinam

 

Aos 15 anos eu nasci em Gothan City

E era um céu alaranjado em Cothan City

Caçavam bruxas nos telhados de Gothan City

No da Indendependencia Nacional

 

Cuidado! Há um morcego na porta principal

Cuidado! Há um morcego na porta principal

 

Eu fiz um quarto bem vermelho em Gothan City

Sobre os muros altos da tradição de Gothan City

No cinto de utilidades as verdades Deus ajuda

A quem cedo madruga em Gothan City

 

Cuidado! Há um morcego na porta principal

Cuidado! Há um morcego na porta principal

 

No céu de Gothan City ha um sinal

Sistema elétrico e nervoso contra o mal

Tem um sambinha, tem axé, tem carnaval

Todos estão dormindo em Gothan City

 

Cuidado! Há um morcego na porta principal

Cuidado! Há um morcego na porta principal

 

Os mortos vivos eles perambulam em Gothan City

Agora eu vivo o que eu vivo em Gothan City

Chegou a hora da verdade em Gothan City

E a saída é a porta principal

 

Cuidado! Há um morcego na porta principal

Cuidado! Há um morcego na porta principal

 

 

 

As vaias logicamente não sumiram, mas já não era a grande atração. Uma das mais vaiadas foi uma canção, muito semelhante a um rap dos dias de hoje chamada “Gotham City”, composta por Macalé e Capinam e interpretado pelo próprio Jards Macalé. Imaginem uma coisa parecida com um rap, mas naquela época. A cabeça de ninguém entendia aquilo. Estava muito adiante de seu tempo.

 

 

Até mesmo a vencedora do Festival que foi “Cantiga por Luciana” composta por Paulinho Tapajós e Edmundo Souto e interpretada por Evinha, uma ex-integrante do Trio Esperança, que fez um grande sucesso na Jovem Guarda, levou uma vaia daquelas. Coitada da menina. 

 

 

O pessoal estava mesmo querendo como vencedora a música “Love is All” que foi interpretado por cantor inglês Malcom Roberts que roubou toda a atenção do Maracanãzinho, mas acabou faturando somente a terceira colocação. Não foi por menos que a Evinha levou uma vaia daquelas. O júri errou e quem pagou o pato foi a menina. Muito injusto.

 

Final do IV Festival Internacional da Canção - Fase Nacional

 

1º - Cantiga por Luciana - de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós - com Evinha

 

 

Manhã no peito de um cantor

 cansado de esperar só

Foi tanto tempo que nem sei das tardes

 tão vazias por onde andei

 

Luciana, Luciana, sorriso de menina

 dos olhos de mar....

Luciana, Luciana abrace essa cantiga

 por onde passar

 

Nasceu na paz de um beija-flor, 

em verso, em voz do amor

Já desponta, aos olhos da manhã, 

pedaços de uma vida

que se abriu-se em flor

 

 

2º - Juliana - de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar - com A Brazuca

 

 

Num fim de tarde, meio de dezembro

Ainda me lembro e posso até contar

O sol caía dentro do horizonte

Juliana viu o amor chegar

 

A lua nova perto da ribeira

Trançava esteiras sobre os araças

Entrando em relva seu corpo moreno

Juliana viu o amor chegar

 

Botão de rosa perfumosa e linda

tão menina ainda a desabrochar

Pelos canteiros do amor primeiro

foi chegada a hora de seu despertar

 

E a poesia então fez moradia

na roseira vida que se abria em par

Entre suspiros junto à ribeira

Juliana viu o amor chegar

 

E Juliana então se fez mulher

E Juliana viu o amor chegar

 

Botão de rosa perfumosa e linda

tão menina ainda a desabrochar

Pelos canteiros do amor primeiro

foi chegada a hora do seu despertar

 

E a poesia então fez moradia

na roseira vida que se abria em par

Entre suspiros junto à ribeira

Juliana viu o amor chegar

 

E Juliana então se fez mulher

E Juliana viu o amor chegar

E Juliana então se fez mulher

E Juliana viu o amor chegar

 

 

3º - Visão Geral - de Cesár Costa Filho, Ruy Maurity e Ronaldo Monteiro - com Grupo 004

 

 

Ah! esse grito raro é feito o sol tão claro

É um farol guiado, é um mito afugentado

É uma voz potente, o amor intransigente

 

Diga no meu ouvido o tempo escondido

Que há tanto consente, tanto esquecido

E digo de bom grado o som tão esperado

É o amor do amigo, o amor desesperado

 

Se chegado vale a pena a mão que hoje acena

Ficará comigo a luz do amor serena

Se a vida reta empena, leva a nossa meta

Acima o poeta, abaixo o profeta

 

A rosa, a prosa, a bela vêm na primavera

E o jornal da tela notícia a guerra

E uma cor que morre, é uma dor que corre

Um farol que se apaga, é um grito que se cala

 

A noite vira dia no claro da luta, veja se me escuta

Olha sua rua que a verdade nua e crua um dia vai chegar

E essa noite será noite em qualquer luar

E esse mundo será mundo em qualquer lugar

 

 

4º - Razão de Paz para não Cantar - de R.Laje e Aléssio Barrios - com Cláudia

 

 

Letra - não encontrada

Razão da Paz p n Cantar.wav

 

5º - Minha Marisa - de Fred Falcão e Paulinho Tapajós - com Golden Boys

 

Foto - Fred Falcão

 

Na cidadezinha antiga
Minha Marisa morava
Rente à rede da varanda
Verso e ciranda cantava
Tinha o gesto de menina
E o rosto lindo de amada
E eu deitava na colina ao sol e amava
Vento que ventou virou nosso amor
Nas asas do tempo se transformou
E a cidadezinha antiga
Virou cantiga de cantador
Passou-se o tempo e a dor ficou
No pensamento envelheceu
Só quem não ventou no vento fui eu
Me abriguei nessa canção
Pro meu coração não ter por quem chorar
Na cidadezinha antiga
Minha Marisa morava
Rente à rede da varanda
Verso e ciranda cantava
Quem me dera essa menina
Voltasse ao vento da estrada
Eu deitava na colina ao sol
E amava até morrer
Toda a dor do meu coração

 

 

Final do IV Festival Internacional da Canção - Internacional

 

1º - Cantiga por Luciana - Brasil - com Evinha

 

2º - Evie - Estados Unidos - com Bill Medley

 

 

3º - Love is All - Inglaterra - com Malcolm Roberts

 

 

4º - Les Vertes Collines - França - com Frida Boccara

 

Les vertes collines de nos jours d'été

Les vertes collines où l'on s'est aimé

N'ont que des étoiles à se raconter

Des ombres qui ressemblent à des sourires

Et des éclats de sources aux souvenirs

Qui viennent me parler de toi

 

Où l'arbre s'incline près de la vallée

Les vertes collines nous ont rassemblés

Depuis, j'ai vu mourir plus d'un été

Mais rien n'a jamais su nous séparer

Notre amour est un cri

Plus vivant que la vie

 

Les vertes collines des vertes saisons

Les vertes collines portent nos chansons

Si loin que tu partes, aucun horizon

Ne pourra plus jamais te retenir

Le vert est la couleur des souvenirs

Qui viendront te parler de moi

 

Où l'arbre s'incline près de la vallée

Les vertes collines vont nous marier

Ce soir, les orangers sont dans nos cœurs

Nos rires ont des larmes de bonheur

Mon amour, c'est ici

Que commence la vie

 

5º - Tours Les Printemps Du Monde - Andorra - com Romuald

 

 

6º - Penelope - Espanha - com Juan Manuel Serrat

 

Penélope, con su bolso de piel marrón 

y sus zapatos de tacón y su vestido de domingo... 

...se sienta en un banco en el andén 

y espera a que llegue el primer tren meneando el abanico. 

 

Dicen en el pueblo que un caminante paró su reloj 

una tarde de primavera.

"Adiós, amor mío, no me llores, 

volveré antes que de los sauces caigan las hojas. 

Piensa en mí...por tí." 

 

Pobre infeliz, se paró su reloj infantil 

una tarde plomiza de abril cuando se fue su amante.

Se marchitó en tu huerto hasta la última flor, 

no hay un sauce en la calle Mayor para... 

...tristes a fuerza de esperar, sus ojos parecen brillar 

si un tren silba a lo lejos...

 

...uno tras otro los ve pasar, mira sus caras, 

les oye hablar, para ella son muñecos... 

...que el caminante volvió y la encontró en su banco de pino verde.

 

La llamó: "Penélope, mi amante fiel, mi paz, 

deja ya de tejer sueños en tu mente. 

Mírame, soy tu amor, regresé." 

Le sonrió, con los ojos llenitos de ayer, 

"no era así tu cara ni tu piel, 

tú no eres quien yo espero". 

Y se quedó...sentada en la estación...

 

 

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