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Sentimentos


 

 

Quantas e quantas vezes falamos ou escutamos dizer, não odeio ninguém, não tenho ciúmes, invejoso, eu? Nem pensar. Afinal isso são sentimentos maléficos que apenas os outros tem, eu nunca, “jamé”, e assim pensamos e vamos levando a vida absolutos nas nossas virtudes mais puras, num mundo conturbado e violento, governados apenas por homens ruins, gananciosos e sem piedade, e diante de toda essa catástrofe só nos resta conformarmos com humildade e resignação. Amém.

 

 

Apesar de isso parecer uma gozação, no fundo é o que a maioria das pessoas pensa de si e dos outros. Para si tudo de bom e do melhor dos sentimentos, para os outros todas as canalhices que a vida possa oferecer, a botar a culpa neste planeta malvado, nesse mundo de cão e dificilmente paramos para pensar que se o mundo é deste jeito é porque as pessoas que vivem nela os fazem desse jeito, e é nessa hora que sempre esquecemos que nós somos estas pessoas.

 

 

Algumas religiões nos alerta que ao morrermos a única coisa que nós deixaremos aos que ficam é o sentimento. O sentimento de suas lembranças de como foi aquela pessoa, sua relação com seus amigos e inimigos, seus familiares, colegas e seus empregados. É isso o nosso legado que deixamos ao mundo, o sentimento. Independentemente de acreditarmos ou não em qualquer crença ou religião, geralmente quando alguém morre damos os nossos pêsames, que quer dizer aceite os meus sinceros sentimentos pela dor que você está passando.

 

 

Sentimento é algo que está ligado diretamente a nossa emoção e que de alguma forma tem a ver com as nossas tendências morais e a nossa índole. Também é algo inata a todos os seres humanos, e na maioria dos seres vivos. Não é difícil ver um cachorro com ciúmes ou dar seu carinho ao seu dono, assim como outros animais que vivem nas matas, protegendo suas crias ensinadas a lutar diariamente pela sua sobrevivência. O medo nesses animais e a nós, por exemplo, é um sentimento que nos alerta de um risco, de uma ameaça direta.

 

 

Um professor da universidade de Harvard, Abraham Maslow, um conhecido psicólogo americano acredita que todos os seres humanos já nascem com um sentimento inato de valores pessoais positivos e negativos. E, com o passar das nossas vidas vamos sendo atraídos pelos valores pessoais positivos tais como honestidade, justiça, verdade, beleza, humor, ordem, inteligência, como da mesma forma também repelimos outras como morbidez, feiura, falsidade, engano, e que todos esses sentimentos passam a ter realmente seu valor quando os valores pessoais positivos são confrontados com os negativos e que, portanto não podemos desenvolver uma sem que a outra esteja também presente. Assim sendo podemos concluir que tanto os sentimentos positivos e negativos estão presentes em nós, queiramos ou não.

 

 

Eu particularmente acredito que o homem ainda não encontrou a resposta exata para que o seja o sentimento, mas podemos dizer que já temos uma ideia clara do que ela é e que nos representa. Naturalmente que isso está de certa forma ligada as nossas crenças, religiões, modo de vida, cultura, entre outras, e de qualquer forma ainda confundimos muito ao entendermos a concepção do que é realmente ela é referindo muitas vezes às emoções destes mesmos sentimentos. Os poetas, os literatos, os filósofos, os artistas, os enamorados a expressam a sua maneira e é através delas que também vamos entendendo e compreendendo melhor os nossos sentimentos.

 

 

O que até agora podemos entende de grosso modo é que ao nascermos já chegamos providos dos mais variados sentimentos que vão se desenvolvendo ao longo da vida. Diversos autores acreditam que todos os sentimentos bons ou ruins estão presentes em nós e não há como se livrar dele, e o que talvez se possa fazer é desenvolver ou aliarmos ao seu lado positivo, sem que naturalmente esqueçamo-nos do seu oposto, ou seja, os sentimentos bons e ruins são coisas que temos que conviver com elas. É como o colesterol, não há como termos apenas o bom senão acabamos morrendo. Temos sim que ter os dois e mantê-los sobre controle, fazendo exames periódicos e assim também é em relação aos nossos sentimentos.

 

 

Segundo diversos autores, temos que conviver com ambos e na medida do possível desenvolvermos aquele que sejam positivas ou utilizarmos de tal forma que possa nos trazer benefícios e não ficarmos teimando com aquelas que só nos trazem sofrimentos. Todos nós temos ciúmes, isso não significa que se tenha que viver conflitante com ela a todo o momento, em demonstrá-la a todos de forma tempestiva, abusiva e sem controle. Também é preciso cuidado para não confundir ciúmes com obsessão e nem com falta de amor a si próprio como muitos a apregoam.

 

 

O sentimento é algo que necessita ser entendida, compreendida para que possamos utilizá-las com adequação, sem impulsividades, fazendo com que não venhamos a sofrer com elas, assim como muitas delas não são sentimentos, mas sim apenas derivações das emoções, como a arrogância, por exemplo, que é aquela altivez, orgulho, insolência, que está mais ligada ao caráter de uma pessoa e não exatamente à aquele sentimento inato da pessoa, entretanto faz parte do mesmo pacote, já que ela se utiliza de várias coisas que tem muito a ver com as sensações.

 

 

Outro dia num programa de televisão, um profundo estudioso dos problemas sentimentais declarou estar convencido de que a inveja faz parte do cotidiano de qualquer pessoa, independentemente de sua raça, credo, posição social, entre outras, e que não haveria uma forma de livrarmos dela. Independentemente de acreditar ou não em suas teorias, logo em seguida ele mencionou que, já que não há como nos livrarmos da inveja, então que pelos menos possam ser inteligentes e invejarmos a quem realmente valha a pena ser invejado, e isso me fez refletir sobre algumas questões.

 

 

É interessante notarmos que, de alguma forma, esse senhor pode ter razão, pois se formos buscar em nossas lembranças, quantas vezes ficamos com ciúmes, inveja, ódio, medo por pessoas que nem de longe mereciam sequer um quarto da atenção que nós dedicamos a elas. Quantas pessoas passam grande parte de sua vida tendo ciúmes de seu parceiro ou parceira, ralhando uma com as outras por nada, os anos passam, continuam juntos e brigando como cão e gato. Então se for para ter ciúmes, fique quando ela estiver ao lado Brad Pitt ou do George Clooney, ou quando ele estiver ao lado da Angeline Jolie, e não simplesmente por que ele olhou a bunda de uma garota que passou na rua e que provavelmente nunca mais verá na vida.

 

 

Isso é “deverasmente” muito curioso, pois pensando bem quanto tempo gastamos com os nossos sentimentos, principalmente os negativos por outra pessoa, que na verdade nem mereceria toda essa atenção, e assim vamos gastando grande parte de nossas vidas direcionadas a elas. Se talvez pensarmos um pouco e até agirmos de forma econômica, seria interessante direcionarmos melhor as nossas raivas, as invejas, os ciúmes e outros sentimento negativos para quem os realmente mereça. Assim sendo, vamos morrer de inveja do Ike Batista, de Bill Gates, de Larry Ellisson, de Amancio Ortega e de outros que vale a pena, ao invés de gastarmos nosso precioso tempo com o pé rapado do vizinho ou do seu patrão, um empresário chumbrega cheia de dívidas pra tudo quanto é lado.

 

 

Vamos cobiçar mulheres como a modelo israelense Bar Refaeli, a atriz ucraniana Mila Kunis e deixar as nossas mulheres sonharem com Tom Cruise e outros, mesmo porque isso dificilmente dará em alguma coisa. Agora se você estiver mesmo afim mesmo de perder seu precioso tempo com outras fruticas, azar o seu. Dá uma sacada só na gostosa aí em cima, fui.

 

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Texto - Pesquisa - Criação = Osamu Nakagawa

 


 

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