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A Pequena Sereia


 

 

Em março de 2010, uma notícia chamou-me a atenção na Internet e dizia que o símbolo mais notável da capital dinamarquesa, a estátua da Pequena Sereia, estava saindo de férias, deixando temporariamente o porto de Langelinie, pela primeira vez desde 1913, para representar a Dinamarca na feira mundial, a Expo 2010, na cidade de Xangai, na China.

 

 

Isso de alguma forma ficou na minha cabeça por algum tempo, tempo esse suficiente para atiçar a minha curiosidade sobre A Pequena Sereia, que é um dos contos do escritor e poeta dinamarquês Hans Christian Andersen, que também criou uma gama de contos infantis que se tornaram famosos no mundo inteiro tais como O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Vendedora de Fósforos e A Roupa Nova do Rei, entre outras.

 

 

Contos esses que sempre ouvira falar, mas não sei por que razão eu nunca cheguei a ler, assim como muitas outras na vida. Ouve-se falar, comentar, mas na realidade não lemos nada sobre ela. Assim, com um atraso cultural de aproximadamente cinco décadas de minha cabeça resolvi fazer uma pequena pesquisa sobre Andersen e suas histórias.

 

 

E, perto dos meus 60 anos, confesso que li pela primeira vez a história de A Pequena Sereia e alguns outros, bem como um pouco sobre a vida de Andersen, que nasceu em abril de 1805 e morreu em 1875. Algum tempo se passou e numa dessas manhãs acordei com uma estória na cabeça, que dizia mais ou menos assim:

 

 

Há muito e muito anos atrás, numa longínqua praia numa bela enseada em algum país muito distante, um velho cujo nome ninguém nunca soube, ia quase que diariamente e ficava por horas admirando o mar sentado num banco que lá existia.

 

 

Muitos olhavam para o velho e ficavam pensando o que ele vinha fazer lá quase todas as manhãs, quieto olhando para o mar ora sorrindo, ora balbuciando palavras e ora com algumas lágrimas que escorriam pelos cantos de seus olhos. Mas, um certo dia um grupo de crianças que lá vinham também para brincar, resolveram perguntar ao velho que ele fazia olhando para o mar todos os dias.

 

 

O velho então, apontou o dedo para o mar no horizonte e mostrou aos garotos as várias sereias que lá saltavam, brincavam, cantavam e viviam suas histórias sobre o mar. As crianças ficaram maravilhadas com aquilo e assim todas as manhãs quando o velho vinha ver o mar, lá também estavam aquelas crianças, todos olhando o mar.

 

 

Com o decorrer do tempo mais crianças foram se aproximando e admirando o mar, até que a certa altura, isso começou a chamar a atenção dos adultos que por lá passavam, que atiçados pela curiosidade, perguntavam ao velho porque ele e as crianças estavam fazendo a olhar o mar todas as manhãs.

 

 

O velho respondia a mesma coisa que dissera as crianças como da primeira vez, mas logo percebia também que somente alguns deles entendiam o que ele dizia. A maioria o escutava e iam embora abanando suas cabeças. Outros o tratavam como um homem senil e assim por diante.

 

 

Nas outras manhãs seguintes que se seguiram lá estava o velho e também as crianças, e às vezes também um ou outro adulto, todos olhando e admirando o mar. As pessoas que passavam por lá olhavam para aquela gente toda reunida e iam simplesmente embora. Outros paravam para saciar sua curiosidade e de vez em quando, um deles retornava para também admirar o mar.

 

 

O velho nunca conseguiu compreender porque as crianças o entendiam tão bem, mas muitos adultos não podiam enxergar aquilo que era tão claro. Muitos anos se passaram, a enseada mudou completamente e se tornou um grande centro comercial. Mas lá, bem perto as margens do mar, uma das crianças que também lá estava, quando adulto voltou e ergueu uma estranha estátua, como lembrança do velho e daqueles dias.

 

 

Dizem que a maioria das pessoas que por lá passam, não conseguem distinguir direito o que é aquela coisa, que para muitos parece mais um amontoado de pedras indecifráveis. Outros poucos, entretanto retornam para suas casas cheios de alegria, pois sentem que a estátua, de alguma forma inexplicável possui algo que os encanta, assim como um entoar de uma canção de uma sereia.

 

 

O conto A Pequena Sereia de Hans Christian Andersen narra a estória de uma pequena sereia que se apaixona por um homem mortal e assim recorre a uma bruxa para que ela possa assumir a forma humana e desta forma se aproximar de seu amado. Neste processo ela acaba abrindo a mão de sua imortalidade e perdendo sua capacidade de falar.

 

 

Para que o encantamento se tornasse permanente, a pequena sereia deveria conquistar o amor de seu escolhido, caso contrário, haveria de se transformar em espuma no mar, algo mais terrível que a própria morte, uma vez que as sereias não têm alma, não podendo assim morrer.

 

 

Infelizmente a pequena sereia acaba falhando no seu propósito de conquistar o seu amado. Comovida com a situação, suas irmãs sereias fazem um trato com a bruxa do mar. Em troca de suas belas cabeleiras, a bruxa lhes dá uma faca, com a qual a pequena sereia deveria matar o seu amado e desta forma, estar livre de seu triste fim. Contudo, ela em nome do amor, abdica da própria existência e, ao fim, desaparece nas águas em forma de espuma do mar.

 

Texto - Pesquisa - Criação = Osamu Nakagawa

 


 

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