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Sonia


 

 

A nossa história começa na cidade de Blumenau, Santa Catarina, na família do senhor João Motta Candido, que teve cinco filhos, Cleide, Aparecida, Sonia, Carlos e Pedro, e dentre esses filhos uma se destacava, Sonia, pela sua esperteza e vivacidade. Desde a mais tenra idade Sonia aprendeu o poder que tinha um sorriso, a simpatia, o agrado, o jeito de pedir as coisas, e assim foi praticando desde criança. Sonia sabia como ninguém como conseguir fazer um agrado no pai e assim conseguir os deliciosos chocolates, a elogiar os deliciosos quitutes de sua mãe para assim ganhar o melhor pedaço.

 

 

Assim Sonia foi crescendo, não se tornou uma menina tão linda quanto às muitas que existiam em Blumenau, mas logo descobriu que tinha uma simpatia, um charme, um jeito delicado de dizer as coisas, que eram muito mais importantes toda aquela beleza que algumas outras meninas tinham. Já no grupo escolar, sabia como ninguém fazer os agrados para a professora e assim levar vantagem sobre as outras colegas. Sempre era elogiado pelos seus atos e todos diziam da simpatia que Sonia era.

 

 

Aos seus quinze anos de idade descobriu o poder de sedução, o jeito de olhar para os garotos, a forma de passar a mãos nos cabelos na hora certa, a olhar dentro dos olhos deles, e uma infinidade de outras coisas fundamentais para a sua conquista. Passou a namorar e a sair com os melhores partidos da escola, descolava qualquer um com um simples piscar de olhos, apesar de não ser tão bonita assim, mas ela sabia exatamente o que interessava aos rapazes.

 

 

Por esse tempo começou a estudar as diversas estratégias da conquista masculina. Descobriu que os garotos mais cobiçados pelas suas colegas eram na maioria das vezes apenas uns garotões babacas querendo se mostrar, mas que na hora H não eram de nada. Bastava ela ousar um pouco e lá estavam eles em suas mãos. Também descobriu que muitos dos chamados quietinhos eram quentes, não falavam e nem comentavam com seus amigos, mas sabiam como ninguém a fazer um agrado gostoso, portanto extremamente perigosos.

 

 

Foi por essa época também que perdeu sua virgindade e logo descobriu o quanto o sexo era uma poderosa arma neste mundo masculino. Para tanto foi uma boa aluna exemplar, aos poucos foi aprendendo todos os segredos, as carícias mais gostosas, o jeito mais carinhoso de segurar, apalpar, mexer, descobriu o quanto os gritos e sussurros eram importantes, principalmente para alimentar o ego dos garotos, que se achavam o máximo e imaginavam tê-la em suas mãos, mas na realidade quem os comandava era ela.

 

 

Mais tarde resolveu sair de Blumenau e ir para o Rio de Janeiro juntamente com sua amiga Laura para prestar o vestibular para a faculdade. Sua amiga prestou para jornalismo e conseguiu uma vaga numa boa universidade e Sonia espertamente logo percebeu que o melhor jeito de subir rapidamente na vida era através dos homens, que ela tanto bem conhecia. Assim sendo foi estudar secretariado.

 

 

Na escola logo percebeu que o professor de inglês, um quarentão muito charmoso, de cabelos pouco grisalhos tiravam os suspiros das garotas e assim não tardou a jogar todo seu charme para conquistar aquele quitute que as suas colegas tanto almejavam. Logo mais após jogar seus diversos olhares pra cima dele, já sentia que o gostosão estava em suas mãos. Não tardou o convite para sair e depois de alguns encontros transformou o quarentão, casado, pais de dois filhos, num garotão de vinte anos.

 

 

Seus gritos e sussurros na cama fazia o quarentão se sentir em sua plena adolescência. Ela era ousada, parecia adivinhar as taras mais secretas escondidas dentro da cabeça do quarentão e as satisfazia com louvor, ora se fazendo de santa ora de devassa. Por essa época, Sonia passou a estudar os homens mais maduros, depois do professor de inglês, foi o de estatística e até o cinquentão do vice-diretor da escola não escapou de sua investida e aprendizado, como ela chamava todos aqueles assédios.

 

 

Ao sair da escola já estava diplomada e descolada, e foi através do cinquentão do vice-diretor conseguiu um cargo de secretária numa grande empresa de seguros. Por essa época ela dividia um apartamento com a sua amiga Laura, que já estava iniciando sua carreira de jornalista numa editora do Rio de Janeiro, enquanto Sonia iniciava como secretária do chefe do departamento de compras. Não demorou muito para Sonia lançar seu charme, seu olhar para cima do seu chefe e dar o seu bote.

 

 

Depois logo foi transferida para junto ao subgerente onde não se fez de rogada e logo chegava à secretária do gerente, depois do vice-diretor, do diretor, do vice-presidente e finalmente ao fim de alguns anos ao topo, secretária do Doutor César Assumpção, um homem de seus cinquenta anos, que viera de uma família pobre, mas com sua vivacidade, esperteza e grande poder de sedução conseguiu chegar ao topo de sua ganância mesmo que para isso tivesse que dar um chega lá, em que se colocasse à sua frente.

 

 

O Doutor César era muito charmoso, também bastante arrogante, acostumado a ter tudo que queria do bom e do melhor e não se contentava com pouco. Diante dele Sonia sentiu que agora era a hora de realmente mostrar quem era ela e assim iniciou sua estratégia para com ele, que por sua vez não se fazia de rogado e permitia esse jogo que ele tanto apreciava. Pela primeira vez Sonia tinha uma presa a sua altura. Ele sabia jogar tão bem quanto ela e dificilmente ele saia por baixo, no máximo permitia um empate.

 

 

As jogadas e as estratégias eram meticulosamente preparadas, afinal Sonia não estava lidando com qualquer um, tinha diante dela uma velha raposa, bem treinada e inteligente. Esse jogo de sedução de ambos os lados durou bastante tempo e cada um saboreava aos pedacinhos as suas conquistas, isso era muito bom, excitante para ambas as partes. Nunca Sonia se sentira assim tão desafiada a querer tanto domar aquele seu cinquentão, e já não era uma questão de apenas subir na vida ou obter alguma coisa melhor.

 

 

Ali era um jogo de vaidades, de mostrar quem pode mais e quem é quem. Entretanto, com o passar do tempo Sonia cometeu um único vacilo em sua vida que não podia acontecer, mas aconteceu. Apaixonou-se pelo Doutor César Assumpção e assim perdeu as estribeiras. Logo ao perceber a paixão de Sonia por ele, o jogo terminara, não tinha mais graça, o troféu era seu, mais um para a sua vasta coleção, e a partir de então se iniciava o seu descarte.

 

 

Sonia já não mais lhe interessava, precisava de se livrar daquele incomodo e quando mais era desprezada mais aumentava sua paixão por ele e assim da mesma como Sonia subiu, desceu vertiginosamente. Por esse tempo já não morava com Laura, já tinha o seu próprio apartamento, seu carro e benfeitorias, e mal se lembrava de sua amiga Laura, mas pouco tempo procurou-a e através de seu carisma reatou a amizade com ela.

 

 

Através de Laura conseguiu novamente um novo emprego de secretária num grande empresa jornalística onde a sua amiga tinha grandes amizades, e lá Sonia iniciou novamente sua escalada ao sucesso. Sonia pertence a um grupo de pessoas que aprendem com as coisas da vida, a sua maneira e nunca conseguem mudar o seu jeito de ser. Ela não era burra e logo compreendeu que amor e esperteza não se misturam, pois são como o óleo e água, podem viver próximos, mas nunca se juntam.

 

 

Assim, Sonia continuou a sua caminhada e nunca mais se deixou levar pelo amor. Segundo Laura, atualmente Sonia anda aos beijos e abraços com um dos grandes empresários do setor jornalístico, vive saindo nas colunas sociais, é muito solícita em todos os eventos importantes e inegavelmente se deu bem. Tão bem quanto ao Doutor César Assumpção e de muitos outros espertos pela vida afora. No fundo esperteza é somente uma questão de escolha onde apenas eu quero me dar bem. E os outros? Bem..., os outros que se danem, oras bolas.

 

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