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The Patty Duke Show - Parte 1


 

 

The Patty Duke Show foi uma sitcom criado por Sidney Sheldon e William Asher, produzido pela Chrislaw Productions, Inc., com a United Artists Television Inc., e apresentado originalmente nos Estados Unidos pela rede ABC, em branco e preto, entre 18 de setembro de 1963 a 4 de maio de 1966, num total de 104 episódios, de aproximadamente 30 minutos cada, em três temporadas.

 

 

O espetáculo chegou à televisão através de um episódio piloto, que nunca chegou a ser exibida, mas muitas cenas foram posteriormente apresentadas em forma de “flashback” durante o último episódio da primeira temporada, denominada “The Cousins”, que foi apresentada em 20 de maio de 1964 e desta forma explicar um pouco algumas passagens que não ficaram claras durante o decorrer dos episódios.

 

 

A história tem início quando a personagem Cathy Lane, interpretado por Patty Duke cruza o Atlântico para estudar e morar com a família do seu tio em São Francisco, que ela nunca havia visto antes e também desavisada que ela tinha uma prima quase que idêntica chamada Patty, logicamente protagonizada por Patty Duke, o que acaba resultando em inesperadas e divertidas confusões ao longo dos episódios.

 

 

Essa semelhança física notável entre Patty e Cathy estava no fato de seus pais serem gêmeos idênticos. O pai de Patty chama-se Martin e era o editor de um jornal fictício denominado New York Chronicle, enquanto o pai de Cathy, também trabalhava para o Chronicle, mas como correspondente na Escócia.

 

 

Quando Cathy entra na adolescência seu pai a envia para morar nos Estada Unidos, junto à família de seu irmão, para que ela possa completar seus estudos, antes de retornar novamente para a Escócia. A família Lane morava na Remsen Drive, de número 8, em Brooklyn Heights, na cidade de Nova Iorque, composta pelo pai Martin, sua esposa Natalie, os filhos Patty e Ross e agora com a prima Cathy.

 

 

Apesar das duas serem muito parecidas, quase idênticas, elas possuíam temperamentos muitos diferentes. Enquanto Cathy era mais tímida e cativante, sua prima era completamente ativa e audaciosa, mas se tornam grandes amigas, uma sempre tentando ajudar a outra, além é claro, de vez por outra acabarem gerando uma série de confusões divertidas, principalmente quando elas resolviam mudar seus nomes e um pouco a aparência, somente para enganar seus namorados e coisas do gênero.

 

 

Para a atriz Patty Duke poder desempenhar os dois personagens era muito complicado, pois os efeitos especiais da época eram muito raros e difíceis de serem aplicadas na década de 60, principalmente para uma comédia de costumes. Em vista disso, vários episódios quando apareciam as duas personagens eram utilizadas a mesma armação para que o efeito pudesse ser colocado numa mesma cena.

 

 

Muitas vezes para complementar estes efeitos, uma outra atriz, no caso a Rita McLaughlin era utilizada como a outra personagem, quase sempre só vista de costas. O espetáculo também acabou impulsionando a carreira musical de Patty Duke, chegando a fazer um grande sucesso com a canção “Don´t Just Stand There”, em 1965, que chegou ao topo das dez mais da Hit Parade.

 

 

Apesar da série ser muito popular, durante a terceira temporada as avaliações começaram a diminuir principalmente devido à preferência do público pelos programas a cores. A emissora ainda pensou em produzir a cores, mas suas filmaram fugiam ao pequeno orçamento que impendiam tal evento e a série acabou por ser cancelada.

 

 

Mesmo no Brasil com a chegada da televisão a cores, muitas séries deixaram de ser apresentadas na pequena tela. Provavelmente a última apresentação deste espetáculo por aqui, foi através da Rede Globo na década de 70.

 

 

Muitos anos mais tarde, em 1999, a rede CBS produziu um telefilme denominado “The Patty Duke Show: Still Rockin´In Brooklyn Heights”, reunindo a maioria do elenco original incluindo a Patty Duke, Jean Byron, Paul O´Keefe, William Schallert e Eddie Applegate.

 

 

Patty Duke nasceu como Anna Marie Duke no dia 14 de dezembro de 1946, em Elmhurst, Queens, Nova Iorque, Estados Unidos, e teve uma infância com enormes dificuldades, tendo de lidar com um pai alcoólatra e sua mãe que sofria de depressão clínica e muito propensa à violência.

 

 

Como não bastasse isso, quando Anne estava com seis anos de idade, sua mãe se separou de seu pai e a deixou aos cuidados de John e Ethel Ross, um casal inescrupuloso que se tornaram seus tutores. 

 

 

Ao reconhecer o grande talento artístico na menina iniciaram a exploração dela como uma criança-atriz, muitas vezes utilizando-se de métodos cruéis, como, por exemplo, dizendo que a partir daquela hora a Anne Marie havia morrido e ela passaria a ser chamada de Patty. E desta forma colocaram-na o nome artístico de Patty McCormack.

 

 

Assim a pequena Patty passou a participar de uma novela na década de 60, chamada “The Brighter Day” e também a fazer anúncios de televisão. Aos doze anos de idade participou de um programa e ganhou 32.000 dólares. Três anos mais tarde foi revelado que o game show em que ela participara fora fraudado, e assim ela foi chamada para depor perante um comitê do Congresso.

 

 

Patty se destacou no teatro ao interpretar a personagem Annie Sullivan e aos 16 anos de idade ganhou um Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante e em 1963 ficou famosa no mundo inteiro ao protagonizar sua própria série de televisão chamada “The Patty Duke Show” que fez sucesso no mundo inteiro.

 

 

Apesar do sucesso Patty tinha uma infeliz adolescência. Os seus tutores a tratavam como uma prisioneira e tinham controle sobre sua própria vida e até dos seus salários. Patty recebia apenas uma pequena quantia. O casal Ross também mantinha a mãe de Patty sob seu controle e mandava apenas uma quantia irrisória, o suficiente para ela sobreviver. 

 

 

Mais tarde, John e Ethel Ross foram acusados de abuso sexual e de fornecer bebida alcoólica a menina, entre outras coisas e assim aos 18 anos de idade Patty se viu livre dos seus tutores.

 

 

Depois do cancelamento da série voltou a fazer cinema com sucesso. Ganhou um Globo de Ouro em 1969 e depois um Emmy Award mas, no discurso de agradecimento ela falava de modo irritado e desarticulado, o que levaram os membros da indústria cinematográfica a acreditar que ela tomava drogas. Na realidade Patty sofria de transtorno bipolar que só foi finalmente diagnosticada em 1982. Por muito tempo muitos a olhavam como consumidora de drogas.

 

 

Patty Duque também fez uma bela carreira como cantora e é detentora de diversos sucessos musicais como “Don´t Just Stand There” e “Say Something Funny”, entre outros. Cantou também em vários filmes e shows.

 

 

Em 1985, Patty Duke foi eleita presidenta da Screen Actor Guild, sendo a segunda mulher a ocupar o cargo. Ela permaneceu no cargo até 1988. Escreveu um livro autobiográfico chamado “Call Me Anna” e “Brilliant Madnes: Living with Manic Depressive Illness”.

 

 

No dia 17 de agosto de 2004 seu talento foi finalmente reconhecida e ela recebeu sua estrela na Hollywood Walk of Fama por sua contribuição à indústria cinematográfica e em 2007 foi agraciada como um prêmio pela Universidade do Norte da Flórida pelo seu trabalho em prol da sensibilização para as questões de saúde mental.

 

 

Patty foi casada com o diretor Harry Falk entre 1965 a 1969. Durante essa época passou a ficar com uma depressão não tratada e assim tornou-se anoréxica, bebia muito e entrou em overdose inúmeras vezes. Seu casamento terminou em divórcio. Depois se casou com o ator John Astin em 1972. Eles adoraram um filho e ela teve o segundo filho e em 1985 eles se divorciaram. Nesse mesmo ano casou com o sargento Michael Pearce, mudou-se para Idaho e adotaram um filho.

 

 

Patty Duke tem sofrido com problema de saúde mental ao longo de sua vida. Em 1982 foi diagnosticada como tendo transtorno bipolar e assim iniciou um longo e cruel tratamento. Patty foi primeira celebridade a ir a público e dizer que era portador da tal doença, o que tem contribuído enormemente para desestigmatização das doenças mentais. A partir de então, Patty se tornou uma ativista de numerosas causas de saúde mental. Um de seus últimos trabalhos foi em “Love Finds a Home” um telefilme em 2009.

 

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